A ERA GLACIAL EUROPEIA

 

A crise europeia atual pode-se comparar a uma glaciação do planeta.  Vejam por quê.

 

 

1. Como começou
O pontapé inicial do congelamento foi uma rodada de formação de montanhas. A posição que as massas de terra assumiram mudaram as correntes marítimas. E elas começaram a esfriar a Terra.

2. Aspirador de CO2
Para piorar, as rochas nas novas cordilheiras começaram a reagir quimicamente com a água da chuva e o gás carbônico (CO2), o gás que funciona como um cobertor para o planeta, mantendo calor do Sol na superfície. A reação faz a pedra sugar CO2 da atmosfera.

3. Sem cobertor
Rochas com C02 se desprendem das montanhas e vão parar no mar, onde viram carbonato de cálcio. O CO2 fica aprisionado lá. E o planeta esfria.

4. Freezer natural

Nisso, geleiras cobriram terras e mares. Aí veio outro problema: elas funcionam como um espelho para a luz solar. Resultado: fazem o calor escapar mais ainda!

5. 100 milhões de anos no frio
Com menos calor, as geleiras aumentavam. E, quanto mais gelo, mais luz refletida, num círculo vicioso. Nisso, as geleiras tomaram o planeta por 100 milhões de anos.

6. O alívio
Mas uma hora acabou. Quem salvou a pátria foram os vulcões, que nunca pararam de cuspir lava e CO2. Isso foi injetando gás carbônico na atmosfera. Ela recuperou sua capacidade de reter calor e o gelo derreteu.

http://www.fimdomundo.net.br/fins-reais-do-mundo.htm

 

A crise europeia parece estar tomando caminho semelhante ao da era glacial, principalmente na Grécia.

 

Após o país começar a entrar em uma crise derivada de grande ajuda aos bancos, tenta sair dela aumentando mais o seu mecanismo.

 

Para diminuir os gastos, começa reduzindo os salários, uma das primeiras chamadas "medidas de austeridade".

 

Ganhando menos, os trabalhadores obrigatoriamente têm que consumir menos.

 

Com o consumo menor, o comércio se reduz, e os produtores são obrigados a produzir menos, por falta de procura de seus produtos.

 

Menos comércio e menos produção redunda em menos pessoas trabalhando, aumento do desemprego.

 

Reduzindo a circulação das riquezas, a receita do estado em impostos inevitavelmente será menor.

 

O estado aumenta as alíquotas de impostos para compensar as perdas. 

 

Com o aumento dos impostos, a margem de lucro da indústria e do comércio, também a do trabalhador encolhe mais um pouco.

 

Com menos renda todos são obrigados a reduzir mais o consumo.

 

E isso não está restrito à Grécia, já ocorrendo em menor escala em outros países vizinhos, podendo atingir a Europa inteira.

 

Assim como na era glacial, o círculo vicioso vai se repetindo, e a situação fica cada vez pior.

 

É difícil imaginar o que poderá reverter esse desastre econômico como o vulcão que acabou com a glaciação do planeta depois de cem milhões de anos.

 

Ver um pouco desse resultado em  A CRISE AGRAVA NA ESPANHA

 

 

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