ERRAR É HUMANO? -- 11/07/2001 -

 

Errar é humano. Ouvimos muito essa frase, talvez porque são os humanos que mais erram. Errar é, além de simplesmente humano, animal, natural, até divino.  Ainda vale lembrar que há erros e erros.

Embora se diga muito que errar é humano, nós apenas erramos mais, por termos possibilidade de errar de várias formas. Não se pode, todavia, negar que o erro está em todo o reino animal. A serpente às vezes erra o bote, e até o gato, considerado o predador por excelência, pode errar o pulo e deixar a caça ir embora.

A natureza, que parece tão perfeita, também erra. Quando um vegetal dá uma fruta defeituosa, ou um animal nasce aleijado, a quem atribuir o erro? Há que se admitir uma falha da natureza.

E quando dizem que erramos porque não somos divinos? Isso está certo? A Bíblia informa que Deus se arrependeu de ter feito o homem. Algo saiu errado, certamente. Jesus disse que, próximo ao seu retorno à terra, as estrelas cairiam do firmamento (Mateus, 24:29), e João teve a visão desse fato, dizendo que “as estrelas caíram pela terra como a figueira quando, abalada por vento forte, lança seus figos verdes” (Apocalipse, 6: 13). Considerando que o sol, estrela não muito grande, tem um milhão e meio de vezes o tamanho da terra, seria possível as estrelas do céu caírem sobre ela? O inspirado Rei Davi afirmou que o sol “principia numa extremidade dos céus, e até a outra vai o seu percurso” (Salmos, 19: 4-6). Nós sabemos que isso não está certo, entre outras coisas.

Abordando puramente o erro humano, podemos levar em conta que nossos erros podem classificar-se em quatro grupos: erro intencional, erro mecânico, erro de raciocínio e erro por ignorância.

Considera-se erro intencional aquilo que é reputado errado, e o indivíduo o faz voluntária e conscientemente.  Há mesmo quem se compraz em praticar o erro. 

Como os nosso movimentos não são padronizados como os das máquinas, ainda que bem treinados, cometemos falhas que desejaríamos não cometer. Os datilógrafos que o digam.

O erro de raciocínio é outra falha que nos deixa descontentes, mas quem nunca fez um cálculo errado. Todas as anotações podem estar em perfeitas consonância com os dados pensados, não havendo erro mecânico, e o resultado não estar certo.

O erro por ignorância, esse sim, não gostamos nada de dar como prova da nossa humanidade.  Gostaríamos de saber tudo que é certo e o que é errado e não cometer erros. No entanto, quem sabe?

Não conseguimos ser perfeitos, e sempre se justifica que errar é humano. Mas é importante saber que, quanto menos erros cometemos, maiores são as chances de termos êxito naquilo que fazemos. Se conseguíssemos acertar tudo, nunca iríamos querer expressar a nossa humanidade por meio de erros.
 

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