HOMOSSEXUALIDADE ANIMAL
A exuberância biológica

 

Você que pensava que o homossexualismo fosse uma doença, ou uma falta de vergonha, ou tentação de um espírito maligno, ou outra coisa qualquer, fique sabendo que é algo que ocorre em todo reino animal. Se é uma falha da natureza.  Não é uma doença, porque ocorre com seres em perfeito estado de saúde. Se fosse diabólico ou divino, como creem os religiosos, só ocorreria entre os humanos, os únicos seres capazes de, segundo a religião, cometer pecado.

 

"A Superinteressante desse mês trás matéria arrebatadora sobre a vida sexual dos animais, mostrando que a prática homossexual é recorrente em praticamente todas as espécies. Com isso cai por terra o argumento de muitos intransigentes de que a homossexualidade seria um desvio da natureza. Se até mesmo o rei leão faz das suas, por que não nós?

 

Veja alguns dos animais cujas vidas sexuais que foram escrutinadas pela revista e pelos livros Biological Exuberance - Animal Homossexuality and Natural Diversity (de Bagemihl) e Porque o Sexo é Divertido? - A Evolução da Sexualidade Humana (de Jared Diamond).


Entre as zebras, existem espécimes que são exclusivamente homossexuais, sem terem durante toda a vida nenhum parceiro do outro sexo.

Grande parte dos pingüins é absolutamente bissexual. Há registros de casais de gansas lésbicas que viveram 15 anos juntas e só se separaram com a morte de uma delas.



Nas manadas de elefantes existem sempre trios homossexuais formados por machos, que convivem harmoniosamente com outros casais heterossexuais.

As baleias-brancas organizam pequenas orgias. São de três a seis machos de cada vez, um deles ficando no centro de cada vez enquanto os outros tentam copular com ele. Também existem homossexuais entre as orcas macho.

Os carneiros-silvestres menos importantes também montam nos mais importantes do grupo, derrubando a tese de que a prática homossexual serviria para demonstrar autoridade. O que vale é mesmo o prazer.

Gansas lésbicas têm os ninhos com mais ovos, já que ambas botam. Como não são fecundados, não há cria.



Golfinhos vivem em grupos só de machos fora da época do acasalamento. Nesses períodos costumam fazer "brincadeiras" a dois, três e até quatro de cada vez. Eles se entrelaçam e usam um zumbido para estimular a genitália um do outro.

As borboletas são bissexuais e fazem sexo freqüentemente com parceiros do mesmo sexo, logicamente sem objetivos reprodutivos.

Girafas fazem o cortejo sexual enrolando o pescoço umas nas outras. Como nessa foto onde aparecem dois machos, esse cortejo independe do sexo.


Peixes-bois do mesmo sexo estimulam mutuamente seus órgãos genitais.





 

A homofobia também existe no reino animal. Veados-de-rabo-branco heterossexuais atacam os homossexuais. Logo quem!

Veja também sobre os BONOBOS.

 

 

 

 

 

Bonobo, o macaco pansexual

O Bonobo, macaco cujo nome científico é Pan paniscus, é motivo de uma grande mobilização da comunidade de defesa dos animais que luta pela manutenção da espécie.


O Bonobo é considerado um exemplo de convivência pacífica baseada em um comportamento sexual livre. As fêmeas são as chefes dos clãs e o sexo é parte central das relações sociais, não havendo barreiras entre machos e fêmeas. Todos são bissexuais, só limitando os contatos entre membros de uma mesma família. Dentre todos os primatas, eles são os que fazem sexo com maior frequência, apesar de manterem uma taxa de natalidade semelhante ao dos chimpanzés (as fêmeas dão à luz um filhote a cada cinco anos).


Um dos motivos seria o grande número de relações entre membros do mesmo gênero. Os bonobos transam livremente entre machos e
entre femêas praticamente com a mesma frequência que entre sexos opostos, se masturbam e usam objetos como brinquedos sexuais.



Dessa forma eles talvez sejam, ao lado do Homem, uma das únicas espécies que separam sexo e reprodução. Ao
contrário do homem, não há registros de violência ou morte entre membros da mesma espécie. Os machos pesam cerca de 45 quilos, as fêmeas 33. Aos 7 anos atingem a adolescência e as fêmeas dão à luz geralmente por volta dos 13 anos. Sua
expectativa de vida não é conhecida, mas acredita-se que esteja próxima dos 60 anos.
Os Bonobos são considerados mais "elegantes" do que os seus primos chimpanzés por terem pernas mais longas, cabeças menores e ombros mais largos. Além disso, tem lábios vermelhos, rosto negro, orelhas pequenas e um rosto largo e "cabelos" compridos que costumam dividir no meio.
Os Bonobos raramente deixam as árvores onde vivem e se concentram ao longo do rio Zaire, na Africa central. A sua baixa taxa de reprodução e a destruição do seu habitat natural estão contribuindo para uma diminuição do número de espécimes.

(Fonte: http://mixbrasil.uol.com.br/cultura/especiais/animais.asp)
 


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