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MICHAEL JACKSON, UMA METAMORFOSE

a ciência atualmente já pode mudar muito as pessoas.  Até preto pode ficar branco. Haja vista Michael Jackson.  Sobre suas transformações, leia-se o que publicou o jornal Estado de Minas.

"O que uma pessoa comum tem a ver com Michael Jackson, o maior ídolo pop?  Os distúrbios estampados em um dos rostos mais populares da música mundial são a face mais humana que aproxima Michael de seus fás. Por mais radical que isso possa parecer, especialistas afirmam que a resposta para a pergunta está justamente na maneira de enfrentar frustrações, traumas e fracassos - frequentes em todos os mortais -que faz com que alguém sobreviva a essas intempéries naturais de forma saudável ou doentia.  Excessos de cirurgia plástica, extravagâncias financeiras que viraram manchetes internacionais e até mesmo escândalos familiares e sexuais do astro americano revelam que, em proporções diferenciadas, essas questões atingem muito mais pessoas do que se imagina.

As intervenções cirúrgicas e comportamentos duvidosos de Michael Joseph Jackson chamaram até mais atenção da mídia do que propriamente suas canções e performances sensacionais, depois da década de 1980.  Nariz, boca, olhos, queixo, testa e pálpebras do Rei do Pop foram algumas partes do corpo submetidas ao bisturi. Mas, para o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plásticas da Regional Minas Gerais, Jorge Menezes, a obseção do artista pela negação do próprio corpo e cor revela problemas psicológicos importantes, fruto de uma doença chamada dismorfia ou dismorfobia corporal, na qual a pessoa se olha no espelho e se enxerga sempre deformada.

“Essa patologia tem forte semelhança com distúrbios alimentares, como a anorexia e a bulimia. Mas, antes de o problema se materializar no corpo, ele nasce na cabeça da pessoa. A doença é geralmente relacionada com uma perda ou um fracasso mal resolvidos. Quando alguém não consegue assumir e processar isso, conflitos podem aparecer”, afirma o médico.

O especialista observa que para as pessoas que sofrem da doença a cirurgia é, na verdade, uma fuga da realidade. E para o paciente reconhecer isso é um grande desafio. Ele diz que o fato de Michael ter nascido em uma família opressora e numa sociedade americana com fortes conflitos raciais deve ter tido uma influência decisiva em sua vida. “Muitas vezes, a pessoa cresce ouvindo críticas por ter um nariz grande e chato, ser gordo ou ser magro e passa a ter sérios problemas com essas partes do corpo, pois não consegue lidar com a situação. Ela acredita nesse discurso e, quando pode, faz uma cirurgia”, diz o médico.

O paciente acaba com o nariz grande, mas não com sua insegurança. E é aí que mora o desafio da superação. “Há aqueles que fazem a cirurgia e ficam satisfeitos. Mas há outros que sempre acham defeitos e nunca param de alterar o próprio corpo. Mesmo de forma inconsciente, acreditam que é alterando o rosto ou outra parte do corpo que vão preencher alguma carência. O cirurgião deve ser responsável e capaz de identificar esses distúrbios”, acrescenta o especialista.

IMAGEM O psiquiatra Francisco José dos Reis Goyatá, integrante da Escola Brasileira de Psicanálise e da Associação Mineira de Psquiatria, observa que o mundo contemporâneo valoriza a imagem de forma obsessiva e com tamanho excesso que beira a falta de limites. “Por outro lado, convivemos com um mundo repleto de violência, guerras e fome. E se a pessoa investe somente na aparência, e não em relações afetivas significativas, ela cai na armadilha da imagem e pode desenvolver distúrbios clínicos e psiquiátricos. O cuidado consigo mesmo é um valor, mas não o excesso”, comenta.

Ele reforça que muitas pessoas preferem enfrentar algum tipo de problema, seja ele familiar, profissional ou sentimental, na mesa de cirurgia. “é muito mais fácil retirar um pedaço de pele e achar que vai sarar, do que se submeter a um tratamento psicológico que vai durar quatro, cinco anos. Perceber que somos responsáveis por nossa vida é muito difícil. E deixar de culpar terceiros por nossos traumas e frustrações é ainda mais.

Ele diz ainda que o transtorno da imagem está presente em todas as patologias médicas e não pode ser minimizado. No entanto, o tratamento é possível, mas, para isso, é fundamental que a pessoa assuma que necessita de ajuda. “Há tratamento pela palavra e também pela medicação.” Metamorfose Cirurgias plásticas são intervenções complicadas que exigem muita perícia e qualificação dos médicos. Normalmente mexem com grandes e complexas estruturas do corpo humano. Em sua maioria, os procedimentos adotados são mantidos sob rigoroso sigilo entre médico e paciente. No caso de Michael, observando as transformações sofridas pelo artista ao longo dos anos, é possível estimar os tipos de cirurgias que foram realizadas"

Blefaroplastia (cirurgia das pálpebras); rinoplastia (plástica de nariz); osteotomia estética facial; plástica de lábios; clareamente de pele.

O uso de material sintético entrelaçado ao cabelo natural é um dos métodos mais usados para dar aos cabelos forma e caimento lisos.

Blefaroplastia (cirurgia das pálpebras) - Corrige e retira excessos de pele e bolsas de gordura ao redor das pálpebras e pode alterar o formato dos olhos.

Rinoplastia (plátstica de nariz) - Uma das intervenções mais comuns em todo o mundo. Pode diminuir, aumentar e até mudar radicalmente o formato do nariz do paciente. Para essa operação são levadas em conta, entre outras coisas, a forma do rosto, idade e estrutura dos ossos nasais. Michael Jackson fez cerca de 10 operações.

Osteotomia estética facial - Cirurgias realizadas sobre ossos. São intervenções de grande porte com o uso de instrumental pesado que inclui ferramentas como formões, serras e brocas cirúrgicas.

Lábios - Jackson teve a boca desenhada artificialmente. Um dos métodos mais populares é o uso de injeções de colágeno.

Clareamento de pele - Várias versões foram apresentadas para explicar a mudança na coloração da pele do astro, como vitiligo e lupus, mas provavelmente o processo ocorreu sob supervisão médica, com o auxílio de terapias medicamentosas ou cosméticas.  (Estado de Minas, 27/06/2009, Especial, página 18).

O resultado final das múltiplas cirurgias de Michael Jackson não foi animador.  Se ele tivesse parado um pouco antes, no meu modo de ver, seria melhor.  Outros podem pensar diferente.    Mas há muita gente se transformando de forma muito bem-sucedida com os avanços da plástica corretiva.   É admirável o que a ciência pode fazer hoje.
 

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