O NÚMERO SETE EM NOSSA VIDA -- 07/07/2007 - 18

O número sete é o mais impressionante de todos, até considerado o número da perfeição, apesar de não ser a nossa base matemática. Povoa a mitologia, religião, a superstição, e até a história. Desde o dizer supersticioso de que gato tem sete vidas até as sete maravilhas do mundo, esse número é o mais presente em nosso dia-a-dia. Nosso tempo está dividido em período de sete dias, as religiões têm uma porção de coisas contabilizadas em sete, e diz-se que Deus fez o mundo em sete dias, ou melhor, trabalhou seis dias e descansou no último. Mas, o que de concreto podemos achar sobre esse tão falado número? Suas razões são algumas vezes equívocos, mas aparece também em dados reais independentes de elaborações humanas. Por pouco a biologia não definiu sete sentidos em nosso corpo, mas se fala por aí em mais dois, podendo chegar aos sete.

A primeira menção ao número na Bíblia são os sete dias da criação; depois está escrito que Deus “disse: Portanto quem matar a Caim, sete vezes sobre ele cairá a vingança” (Gênesis, 4: 15).

No mito do dilúvio universal registra-se que Noé levou sete casais de cada espécie animal dos considerados limpos, e que Yavé deu um aviso a Noé sete dias antes do começo da grande inundação, e isso é narrado no capítulo 7 de Gênesis, estando o aviso divino no versículo 7 (Gênesis, 7: 2, 7); e ainda se conta que a arca de Noé repousou sobre o monte no sétimo mês (Gênesis, 8:4), alem de Noé fazer testes de sete em sete dias (Gênesis, 8: 12, 14).

Os rituais hebreus estavam recheados de sete coisas:

Abraão usou sete cordeiras como testemunho (Gênesis, 21: 8);

Jacó serviu a Labão sete anos para cada filha que tomou como mulher (Gênesis, 29:20, 27);

Jacó prostrou-se sete vezes diante de Esaú (Gênesis, 33: 3);

 e os cerimoniais do templo se baseavam muito nesse número.
Fala-se de sete anos de fartura e sete anos de miséria no Egito, simbolizados por sete vacas gordas e sete vacas magras, assim como sete espigas do sonho do faraó (Gênesis, 41).

Só no Velho Testamento, encontramos o número sete duzentos e setenta e nove vezes, e ele aparece cinqüenta e nove vezes no Novo Testamento, sendo trinta vezes só no Apocalipse, o livro mais simbólico da Bíblia, que fala de um animal de sete cabeças, sete igrejas, sete estrelas, sete anjos, sete trombetas, sete taças, sete flagelos, entre outras coisas, com a coincidência de a cidade de Roma, chamada de grande prostituta, ser construída sobre sete montes. (Será que não ficou algum montezinho de lado que não tenha sido contado?).

Sete monumentos foram escolhidos como as sete maravilhas do mundo, talvez devido à popularidade do número. Poderiam ter selecionado mais alguma coisa e o número ser maior.  Mas sete parece mais interessante.

Toda o envoltório místico que foi feito em torno do número sete pode ter uma das justificativa no equívoco dos caldeus, criadores da semana. Eles distinguiram sete astros do sistema solar: o Sol, a Lua e os Planetas Marte, Mercúrio, Júpiter, Vênus e Saturno. Se tivessem avistado Urano, Netuno e Plutão, poderíamos ter uma “demana” em vez de uma “semana” e talvez até os símbolos bíblicos não se formassem em cima do sete.

Mas encontramos algumas coisas em número de sete que não têm nada de equívoco, como as sete novas musicais e as sete cores do arco-íris.  

Não são superstição nem ficção humana as sete notas musicais, mas um fenômeno físico facilmente apreendido pelos nossos ouvidos. Nossa voz modulada em dó, ré, mi, fá, sol, lá, si, dó formam a mais perfeita melodia de som grave para agudo, chegando à nota que chamamos de oitava. Se procurarmos os meios-tons, encontramos doze sons diferentes, mas são realmente sete notas na sua simplicidade, o que é muito fácil também ao contrário, do agudo para o grave: dó, si, lá, sol, fá, mi, ré, dó.

As sete cores do arco-íris também não foram criadas pelo homem, mas são percebidas pelos nossos olhos.

O que podemos deduzir é que esses dois fenômenos, sete notas musicais e sete cores do arco-íris, aliados aos sete corpos do sistema solar distinguidos pelos caldeus, sejam a origem da vasta mitologia em torno do número sete.  Até a criação do universo contida na Bíblia tem no período da criação uma herança dos conhecimentos astronômicos dos caldeus, apenas deixando de lado as homenagens astrológica, para informar como criador da semana o criador de todas as coisas (Veja “O NOSSO BOM FIM DE SEMANA” e “OS TEMPOS MUDARAM”). Nós temos cinco sentidos; mas alguns muito criativos falam em sexto e sétimo também. Afirmam existir o sentido do movimento e o do equilíbrio.


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