PÁSCOA NA DATA ERRADA

 

Páscoa na data errada, ou seguir um calendário tão primitivo? O que os cristãos acham? Dificilmente chegarão a um acordo.

 

Pastor diz que o cristianismo ignora o calendário judeu faz a celebração da Páscoa na data errada
Publicado por Tiago Chagas em 25 de março de 2016

A celebração da Páscoa pelos cristãos de todo o mundo pode estar sendo feita na data errada, de acordo com um pastor estudioso sobre a influência das tradições judaicas na religião cristã.

A Páscoa, que marca a crucificação de Jesus na sexta-feira e sua ressurreição no domingo, é apontada por muitos como a celebração mais importante da fé cristã, por marcar a vitória do Filho de Deus sobre a morte e seu ressurgimento, todo-poderoso.

Mas, assim como o Natal – que celebra seu nascimento numa data que provavelmente não seja nem próxima da correta – a Páscoa vem sendo comemorada fora de hora, segundo o pastor Mark Biltz, do El Shaddai Ministries.

Em um artigo para o WND, Biltz pede que os cristãos lembrem que a Bíblia possui um calendário próprio, descrito a partir de informações relevantes que não deveriam ser ignoradas.

Esse é o problema quando seguimos as tradições dos homens, em vez da Bíblia”, alerta, apontando que a celebração da Páscoa pode estar antecipada em aproximadamente um mês.

Aparentando dar demasiada importância para a data, deixando em segundo plano a importância da celebração em si, o pastor pede que os cristãos voltem à tradição conforme descrita na Bíblia: “A principal razão para os cristãos voltarem-se para o calendário bíblico é entendermos os eventos proféticos. As profecias bíblicas seguem o calendário judaico. Se queremos entender o que está para acontecer, precisamos saber disso. Como podemos fazer a conexão com o que o Senhor fez no passado e compreender o que Deus fará no futuro, se não estamos fazendo essa conexão corretamente?”, pontuou.

No artigo, ele destaca que o calendário romano foi estabelecido 753 a. C., época em que o Império surgiu, seguindo o ano solar, ao invés do lunar, que era seguido pelos judeus. Em 46 a. C., os romanos alteraram seu calendário para o Juliano, que também não era seguido pelos judeus.

Atualmente, o mundo se baseia no calendário criado pelo papa Gregório XIII, em 1582, popularmente conhecido como “calendário Gregoriano”, que tem como principal peculiaridade as correções de tempo a cada quatro anos, com o acréscimo do dia 29 nos meses de fevereiro, formando os anos bissextos.

Todo esse contexto serve para formar o argumento do pastor, que lembra que a Páscoa é uma festa judaica, que marca a celebração da passagem do povo em êxodo pelo Mar Vermelho, quando foram libertos do Egito. E na celebração dos judeus, a Pascoa acontece no dia 14 do primeiro mês do ano judaico, Nisan, que em 2016, ocorre ao pôr do sol do dia 22 de abril.

Em 2016, a Páscoa comemorada pelos cristãos coincidiu com a celebração do Purim, “um feriado judaico que comemora a salvação dos judeus persas do plano de Hamã, para exterminá-los, no antigo Império Persa tal como está escrito no Livro de Ester”, segundo informações da Federação Israelita do Rio Grande do Sul.

Mark Biltz diz que é importante que a celebração seja feita na data correta pois em Mateus 26 a Bíblia descreve a Última Ceia como uma celebração pascal, simbolicamente cumprindo o plano divino de libertação da humanidade, assim como a Páscoa judaica (Pessach) representa a libertação dos hebreus da escravidão no Egito.

“A maioria dos cristãos admite que Jesus precisava seguir a Torá para cumprir a profecia. Fica claro nos Evangelhos que Jesus morreu na Páscoa. Quando você liga isso com Levítico, entenderá exatamente o que estava acontecendo”, contextualizou, antes de acrescentar que Jesus instruiu aos seus seguidores que mantivessem a celebração da Páscoa: “O Senhor disse durante a Última Ceia: ‘Fazei isto em memória de mim’. Bem, isso está intrinsicamente relacionado com a Páscoa, que é a crucificação. Devemos seguir o mandamento bíblico. Contudo, a maioria dos cristãos não lembram, simplesmente celebram a Ressurreição. Muitas vezes fazem isso no calendário errado!”.

A data correta, então, seria o dia 24 de abril: “Se Jesus cumpriu tudo, ele morreu na Páscoa… que deve ser celebrada no dia 14 do primeiro mês bíblico. Somente então devemos celebrá-la”.

http://noticias.gospelmais.com.br/pastor-cristianismo-celebra-pascoa-data-errada-81929.html

 

Essa páscoa é uma confusão que ninguém consegue resolver.  Como o calendário judaico era muito primitivo, cada ano começando em datas que variavam até um mês, dada a sua falha em relação à translação da Terra, eles estão quase sempre adiantados ou atrasados no tempo.  Aí, os romanos tentaram aperfeiçoar as medidas do tempo, deixando a Lua de lado e baseando-se exclusivamente no Sol.  Já no século XXI, quando a observação astronômica já estava melhor, o Papa Gregório mandou fazer um calendário melhor, que não deixa que os anos saiam da linha mais do que quatro anos.  A data de início do ano, no entanto, continua bem errada; pois um ano deveria começar em um equinócio ou em um solstício, e nada disso foi corrigido.  Acredito que um dia alguém possa colocar essa idéia em prática.   Os judeus comemoram a páscoa no primeiro dia da lua cheia, que está na metade do mês lunar.  Daí essa falha tão grande, porque doze revoluções lunares são bem menos do que o tempo de translação da Terra.   Já os cristãos querem dar importância mais ao dia da semana, já que acreditam que seu Jesus tenha morrido no sexto dia da semana e tenha ressuscitado no primeiro dia da semana seguinte.  E, como o sistema solar não tem tanta perfeição, não coincidindo o dia da semana nem com a lua nem com a posição da Terra em relação ao Sol, fica essa confusão toda.  Os cristãos decidiram optar por uma sexta-feira que esteja próxima da lua cheia e próxima do solstício, uma vez que não podem alterar os movimentos astronômicos.  Já os judeus, que ainda vivem no mundo da Lua, colocam seu ano em data diversa da data dos cristãos.  Estudiosos cristãos concluíram que o dia 14 de nisan do calendário judaico do ano 33 do calendário cristão, ano em que dizem que Jesus foi executado, coincidiu astronômicamente com a nossa data de 4 de abril.   Assim, vão continuar divergindo eternamente.

 

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