POR QUE AS RELIGIÕES NÃO ACEITAM A NATUREZA CONGÊNITA DA HOMOSSEXUALIDADE

05/11/2009

 

A homossexualidade, segundo os mais recentes estudos, é algo congênito. Todavia, por mais que a Ciência mostre, as religiões, na sua maioria, fazem tudo por excluir essa idéia.  Por qual razão as religiões relutam tanto contra a natureza da homossexualidade?

 

Hoje, até a análise tomográfica dos cérebros humanos já mostraram que o cérebro de um homem homossexual é mais parecido do que o de uma mulher heterossexual e o cérebro de uma mulher homossexual é mais parecido com o de um homem heterossexual.  Além disse, todas análises mostram que desde criança uma pessoa já manifesta sua tendência sexual.  Isso informa que sexualidade não é opção, mas característica biológica. Há dois motivos extremamente graves para as religiões combaterem a todo custo a constatação científica de que as pessoas nascem homossexuais ou heterossexuais.

 

Por trás dessa guerra contra a Ciência, estão dois grandes motivos: 

1) a Bíblia como verdade incontestável;

2) um deus perfeito, justo e bom.

 

Aceitar naturalmente o que as ciências descobrem destruiria os fundamentos das religiões.   Motivos tão claros são do tipo que levou à morte na fogueira o italiano Giordano Bruno e obrigou Galileu Galilei a uma humilhante retratação pública para se livrar da hedionda execução.   Atualmente, como as igrejas não têm poder de matar os cientistas, suas armas são apenas os argumentos os mais diversos para desmerecer os avanços científicos.

 

Hoje os homossexuais estão conquistando direito de viver conforme sua natureza, porque, além do progresso dos direito humanos, sabe-se que eles não fizeram opção, mas nasceram homossexuais.  Mas, para as igrejas, aceitar isso seria mais um golpe na cabeça do deus perfeito justo e bom que pregam e um desrespeito ao livro sagrado.

 

Homossexualidade é, segundo a Bíblia, uma abominação, devendo ser punida com a morte (Levíticos, 20:13).   Se a ciência diz algo contra esse livro sagrado, é a ciência que está errada.  O livro sagrado é palavra de um deus onisciente, onipotente, perfeito, justo e bom.  Deve-se, no caso, rejeitar as informações científicas.

 

Mas, se eles não fizeram opção, seria justo oprimi-los?   Nada disso, contesta a religião.  Se a palavra de Deus diz que é uma abominação, eles são apenas pecadores que escolheram viver contrariamente à vontade divina.  Um deus perfeito, justo e bom não criaria pessoas presas ao pecadoNão se pode, portanto, aceitar o que a ciência diz.  Deus é mais importante do que os cientistas.

 

E quando nasce uma pessoa hermafrodita?   Não é deus o criador de todas as coisas que fez?   Nessa hora as religiões tentam de toda forma jogar a responsabilidade para o homem.  É por culpa do homem que nascem aberrações.  É o pecado.   Não foi a vontade de Deus, mas resultado do pecado do homem.   

 

E Quando nascem animais irracionais com defeito? Os animais pecam também?  E adianta mostrar isso?  Até pelos problemas dos animais é responsabilizado o pobre do homem, ou mais ainda, a pobre da mulher, que foi a primeira a pecar.   E, como um bandido que é capaz de matar o seu filho para vingar daquilo que você fez para magoá-lo, o deus bom dos judeus e cristãos provocou todos os sofrimentos por que passamos e a morte de todos nós, só porque a ingênua Eva comeu aquela fruta e deu para o tolo do Adão.   Que lenda mais absurda!  Mas é a verdade para quase a metade do mundo.

 

Graças ao antigo livro sagrado, que retrata o pensamento bárbaro de cinco milênios atrás, os homossexuais devem continuar merecendo a discriminação e não devem ter direito de se unir a pessoas compatíveis com eles, não podem ser felizes. 

 

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