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TSE NEGA CASSAR CHAPA BOLSONARO-MOURÃO
28/10/2021 20h30
TSE nega cassar chapa Bolsonaro-Mourão,
mas promete punir candidato que espalhar fake news em 2022
O presidente Jair Bolsonaro, ao lado do vice-presidente Hamilton Mourão, ao
participar de um evento nesta quinta-feira (5) no Palácio do Planalto — Foto:
Marcos Corrêa/PR
O presidente Jair Bolsonaro, ao lado do vice-presidente Hamilton Mourão, ao
participar de um evento nesta quinta-feira (5) no Palácio do Planalto — Foto:
Marcos Corrêa/PR
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu hoje, por 7 votos a 0, arquivar por
falta de provas duas ações que pediam a cassação da chapa que elegeu o
presidente Jair Bolsonaro e o vice-presidente Hamilton Mourão. Assinadas pelos
partidos da coligação O Povo Feliz de Novo (PT, PCdoB e Pros, derrotada no 2º
turno), essas ações citavam abuso de poder político e econômico por disparos de
mensagens em massa em redes sociais durante a campanha . Na sessão, o TSE também
definiu que, nas eleições de 2022, o uso de aplicativos de mensagens
instantâneas "para realizar disparos em massa, promovendo desinformação,
diretamente por candidato ou em seu benefício e em prejuízo de adversários
políticos" configurará abuso do poder econômico e uso indevido dos meios de
comunicação social. Ainda durante o julgamento, o ministro Alexandre de Moraes,
que presidirá o TSE nas eleições do ano que vem, afirmou que a Justiça Eleitoral
"não será pega de surpresa" em 2022 como "o Brasil foi pego de surpresa em 2018
por essas milícias digitais".
<https://g1.globo.com/resumo-do-dia/noticia/2021/10/28/quinta-feira-28-de-outubro.ghtml>
2022
Se as informações de que já se tinha conhecimento em 2021 não foram consideradas
provas para o TSE, em 2022, as coisas estão muito mais claras. Verificação
do Facebook chegou aos criadores de fake news revalando seus nomes.
O Fantástico teve acesso exclusivo às principais páginas derrubadas pelo
Facebook, e nossa equipe analisou as postagens em detalhes, mostrando o
mecanismo dessa rede e revelações sobre o perfil dos integrantes.
"Um deles é assessor especial do presidente Jair
Bolsonaro, que trabalha dentro do Palácio do Planalto:
Tércio Tomaz recebe um salário de mais de R$ 13 mil. Além de uma
conta pessoal, Tércio mantinha outras duas, anônimas, chamadas
Bolsonaro News.
A investigação também apontou que a rede de contas falsas
era operada por dois assessores ligados ao deputado federal Eduardo Bolsonaro.
Um deles é
Eduardo Guimarães, que já tinha sido
descoberto na CPI das Fake News por ter usado um computador da Câmara dos
Deputados para criar a conta de ataques virtuais "Bolsofeios"; o outro assessor
é Paulo Eduardo Lopes, ou
Paulo Chuchu, como ele se apresenta - ele
teve seis contas derrubadas: quatro se passavam por redações jornalísticas, como
The Brazilian Post, The Brazilian Post ABC e
Notícias São Bernardo do Campo, segundo o
Facebook."
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