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JESUS, UM
REVOLUCIONÁRIO
Escritor muçulmano vê em Jesus um revolucionário. E é isso que alguns
textos dos evangelhos deixam transparecer.
"Livro escrito por muçulmano afirma que Jesus foi um
revolucionário que queria assumir um trono na Terra
Por Dan Martins em 7 de setembro de 2013
Temas polêmicos ligados à religião são, normalmente, um ingrediente central em
obras literárias de grande apelo popular, e um tema que frequentemente leva
livros a serem um sucesso de vendas. Usando Jesus como tema, é exatamente esse o
caso da obra que lidera há três semanas a lista de mais vendidos do The New York
Times e da Amazon.
Lançado há um mês nos Estados Unidos, o grande best-seller atual é Zealot: the
life and times of Jesus of Nazareth (Zelote: a vida e os tempos de Jesus de
Nazaré), um livro escrito pelo iraniano Reza Aslan que mostra Jesus como um
revolucionário que tinha por objetivo expulsar os romanos da Judeia, criar um
reino de Deus na Terra e assumir seu trono.
- Ele era um zelote revolucionário, que atravessou a Galileia reunindo um
exército de discípulos para fazer chover a ira de Deus sobre os ricos, os fortes
e os poderosos – escreve Aslan no começo de seu livro.
O termo “Zelote” significa “Alguém que zela pelo nome de Deus”, mas é também
usado para descrever um religioso fervoroso, ou até mesmo fanático. Os zelotes
eram um político judaico que defendia a rebelião do povo da Judeia contra o
Império Romano, formado por pessoas que pretendiam expulsar os romanos pela
força.
Estudioso de religiões e professor de escrita criativa na Universidade da
Califórnia, Aslan é muçulmano e alavancou ainda mais as vendas do livro depois
de uma entrevista concedida à rede de televisão americana Fox News, em que foi
questionado pela âncora Laura Green se tinha direito, por ser muçulmano, de
escrever um livro sobre Jesus.
Em sua resposta, o estudioso afirmou que escreveu o livro como acadêmico com
doutorado e especializações em história das religiões e 20 anos de estudo das
origens do cristianismo. Essa polêmica aumentou as vendas do livro em 50%, e
desbancou recordistas de vendas como a britânica J.K.Rowling, autora de Harry
Potter.
De acordo com a revista Época, o tema central do livro é uma inversão da visão
atual que o cristianismo tem sobre Jesus. Aslan defende em seu livro que Jesus
não foi um pacifista que, diante da violência, “oferecia a outra face” e amava
os inimigos, mas um revolucionário, cujo objetivo principal era expulsar os
romanos da Judeia, criar um reino de Deus na Terra e assumir seu trono.
De acordo com o livro, Jesus agiu como muitos revolucionários ao buscar seus
discípulos “entre aqueles que se viram lançados à margem da sociedade, cujas
vidas tinham sido interrompidas pelas mudanças sociais e econômicas que ocorriam
por toda a Galileia”. Por isso, ele afirma que Jesus obteve um grande apreço
popular, conquistando o povo com seu carisma.
- Ele era visto como alguém com autoridade, mas, ao contrário dos escribas
inacessíveis e dos sacerdotes ricos, parecia um homem do povo, uma dádiva de
Deus – descreve o escritor.
Sua argumentação é baseada, principalmente, no relato da entrada de Jesus em
Jerusalém de forma triunfal, montado num jumento, quando foi recebido pelo povo
sob gritos de Hosana, salmos e com ramos de árvores sendo jogados à sua frente.
- Mais do que qualquer outra palavra ou ação, sua entrada em Jerusalém ajuda a
revelar quem era Jesus e o que ele quis dizer. Um camponês analfabeto entra em
Jerusalém e é o tão aguardado Messias, o verdadeiro rei dos judeus, que veio
para libertá-los da escravidão – argumenta o escritor.
Ao explicar como esse Jesus que ele descrever chegou ao conhecimento popular
como é retratado hoje, Aslan afirma que essa visão sobre Jesus surgiu quase 30
anos após a crucificação, pelas mãos de “judeus cristãos”. Citando Paulo como
principal responsável por essa suposta transformação nos relatos sobre Cristo,
ele afirma que, na tentativa de evitar as perseguições do Império,
“transformaram o Jesus revolucionário num semideus romanizado”.
Zealot será lançado no Brasil em 2014.
Por Dan Martins, para o Gospel+
<http://noticias.gospelmais.com.br/livro-jesus-revolucionario-queria-assumir-trono-terra-60291.html>
Parece até que
esse muçulmano leu o que escrevi há sete anos:
"Como o próprio povo de Jesus
não reconheceu nele características compatíveis com o libertador predito, ele
foi executado, e os seus seguidores saíram pregando a sua ressurreição a outros
povos e a promessa de ressurreição a todos que nele cressem, vindo a convencer
boa parte do mundo de que teria sido ele o messias prometido pelos profetas,
criando a maior religião de todos os tempos. Mas não resta dúvida de que, como
Tiradentes e outros que se revoltaram contra os portugueses no tempo do
Brasil-colônia, esse libertador, que provavelmente nem se chamava Jesus,
foi executado por pretender libertar o povo do jugo romano. E seus
seguidores passaram a pregar a nova doutrina que prometia a ressurreição aos que
seguissem seus ensinamentos. O nome Jesus, como muitos fatos da vida dele que
são cópias de mitos dos povos gregos, romanos, babilônios persas, etc., deve
ter sido também uma adaptação, uma vez que os historiadores da época não
conheceram nenhum Jesus que se arvorasse em libertador de Israel.
O caráter de Jesus é bastante
contraditório entre os evangelhos. Mas o que transparece entre eles é que
esse líder sobre o qual fundaram o cristianismo intentava libertar os judeus
do jugo romano e estabelecer aquele reino que fora predito pelos profetas
séculos antes de sua época." (A
ENTRADA DE JESUS EM JERUSALÉM).
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