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A ARRISCADA PRETENSÃO
DE SABER O FUTURO

Você está preocupado com o fim do mundo?

Muitos marcaram datas para o epílogo da história do nosso planeta. E continuam marcando: Anos 1000, 1843, 1844, e várias datas aproximadas do final deste segundo milênio.

O Mercado Comum Europeu já foi classificado como os dez chifres da besta do Apocalipse.

1997 seria, segundo alguns, o fim do mundo, ou, segundo outros, uma terceira guerra mundial.

Nostradamus previu o que chamam de terceira guerra mundial para o sétimo mês de 1999.

A terceira mensagem de Fátima é de situação caótica até o ano 2000.

Passada cada data, sem que as previsões catastróficas se cumpram, novos finais do mundo continuam sendo previstos.

Se quiser saber mais sobre o que dizem muitos sobre o fim do mundo e o que dizem os fatos, leia A ARRISCADA PRETENSÃO DE SABER O FUTURO.

O livro é o resultado de um criterioso estudo dos textos interpretados para marcar o fim do mundo, das falhas de interpretação e dos dados históricos, para verificação do cumprimento das predições.

Veja o índice dos temas tratados pelo livro:

Os últimos tempos em resumo
O ano mil
A volta de Cristo em 1844
A última semana de Daniel
O tempo dos gentios
Os dez reinos da profecia
As sete cabeças da besta
O número da besta
As estrelas não caíram sobre a terra
Nostradamus e o fim do mundo
O último engano de Fátima
O Furacão Dante
São os atuais videntes dignos de fé?
1994, grandes previsões
A fúria de Alá
Probabilidades do fim do mundo no campo científico

 

Capítulos demonstrativos

ÚLTIMOS TEMPOS EM RESUMO

 Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniqüidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia, e para ungir o Santo dos Santos. Sabe, e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Ungido, ao Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas: as praças e as circunvalações se reedificarão, mas em tempos angustiosos.  Depois das sessenta e duas semanas será morto o Ungido, e já não estará; e o povo de um príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será num dilúvio, até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas.  Ele fará aliança com muitos por uma semana; na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; sobre a asa das abominações virá o assolador, até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele.” (Daniel, 9: 24-27).

 “... o homem vestido de linho, que estava sobre as águas do rio, quando levantou a mão direita e a esquerda ao céu, e jurou por aquele que vive eternamente,  que isso seria depois de um tempo, dois tempos e metade de um tempo.  E quando se acabar a destruição do poder do povo santo estas coisas todas se cumprirão” (Daniel, 12: 7).

“... haverá um tempo de angústia qual nunca houve desde que houve nação até aquele tempo” (Daniel 12: 1).

“Depois do tempo em que o costumado sacrifício for tirado, e posta a abominação desoladora, haverá ainda mil duzentos e noventa dias. Bem-aventurado o que espera e chega até mil trezentos e trinta e cinco dias” (Daniel, 12: 11, 12).

"Quando, pois, virdes  o  abominável da desolação de que  falou o profeta Daniel  no  lugar  santo (que    entenda)"  (Mateus,  24: 15). "Quando, pois virdes  Jerusalém sitiada  de  exércitos,  sabei   que está próxima  a  sua  devastação" (Lucas, 21: 20).

"Porque  nesse  tempo   haverá   grande tribulação,  como  desde  o princípio do mundo até  agora  não tem havido, e nem  haverá  jamais" (Mateus, 24: 21 [Referência a Daniel, 12:01]). 

"E, até que os tempos dos gentios  se  completem,  Jerusalém  será  pisada  por eles" (Lucas, 21: 20). "Estes  por quarenta e dois meses calcarão aos pés a cidade santa." (Apocalipse,  11: 2).

"Logo em seguida à  tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará a sua  claridade,  as estrelas cairão do firmamento e os poderes dos céus  serão  abalados.  Então aparecerá no céu o sinal  do Filho do homem; todos os povos  da   terra se lamentarão e verão o  Filho do homem vindo sobre as nuvens do céu com poder e muita glória. E ele enviará seus anjos com  grande clangor de trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra  extremidade dos céus." (Mateus, 24:  29 a 31).

"Virá,  entretanto,  como  ladrão, o dia do Senhor, no qual  os céus passarão  com estrepitoso estrondo e os elementos se  desfarão abrasados; também  a  terra  e  as   obras que nela existem serão atingidas." (2 S. Pedro, 3: 10).

 

A ÚLTIMA SEMANA DE DANIEL

O leitor, provavelmente, terá ouvido algum dia a frase "estamos na última semana de Daniel"; principalmente em julho de l992, por ocasião dos pequenos terremotos em Minas Gerais e São Paulo, simultaneamente com os grandes abalos na Califórnia, EUA.

Não passa de mais um dos muitos movimentos que têm surgido no decorrer dos séculos avisando que o fim do mundo está iminente e o retorno do Salvador para dar fim à iniqüidade se aproxima.

As profecias de Daniel têm sido motivo de precipitadas previsões do fim do mundo desde o fim do primeiro milênio da nossa era; mas, à medida que se passam os séculos e os meios de comunicação se tornam mais eficientes para informar a todos os bilhões habitantes da Terra as catástrofes naturais ocorridas, os movimentos religiosos se tornam mais veementes em anunciar o fim. Porém, nada mais propício ao fim do mundo do que o fim do segundo milênio cristão, para onde convergem o maior número de previsões. Ainda no primeiro século, já surgira a teoria do sábado milenar, que defendia a idéia de que, à semelhança dos seis dias da criação e o sétimo dia, em que o criador descansara (Gênesis, 2: 2), o mundo teria sua existência limitada a nada mais do que seis milênios.

"A epístola de Barnabé, do princípio da era cristã, mencionava uma teoria, então em voga, segundo a qual, assim como tinha havido 2.000 anos de Adão a Abraão, e 2.000 anos de Abraão a Cristo, também haveria 2.000 anos para dispensação cristã, seguindo-se então o milênio do repouso sabático: 6.000 anos e, depois, o sábado milenário: assim como aos 6 dias da criação seguiu-se o dia de descanso." (Manual Bíblico, de Henry H. Halley, pág. 33).

Talvez seja essa teoria a razão principal da conhecida frase de um mil passará e a dois mil não chegará.

A última, no entanto, não se baseia na Epístola de Barnabé, mas numa forçada interpretação de uma das previsões do Profeta Daniel, AS "SETENTA SEMANAS".

Baseando em Daniel 9: 24 a 27, um dos novos grupos religiosos explica:

"Esta profecia das sessenta e nove semanas foi cumprida literalmente desde a ordem para restaurar Jerusalém até a morte de Jesus e a destruição de Jerusalém. Somente agora depois de muitos anos é que podemos ver os sinais da septuagésima semana ou última semana, que são os últimos sete anos do mundo divididos em dois tempos: três anos e meio mais três anos e meio...

Isto é o que podemos ver literalmente com estes acordos mundiais e a dissolução do comunismo. Cada um procura como exercer domínio sobre os outros. Até que se levante um homem, na metade dos sete anos, que com a ajuda de dez países, tome o domínio total do mundo, este homem é chamado pelos apóstolos de o anti-Cristo ou a besta, disse o profeta em Apocalipse..." (Revelação, nº 1, abril/90, pág. 3 e 4).

Um pregador chegou até a fazer menção ao nome de Bóris Yeltsin, como sendo o Anticristo.

QUE DIZ A BÍBLIA?

Os fatos mencionados como sendo o cumprimento da "última semana" estão extremamente distanciados do que disse o profeta Daniel. Basta ler atentamente Daniel 9: 24 a 27 e tirar as próprias conclusões:

"Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade" (vers. 24), contando-se o tempo "desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém" (vers. 25). Esse período iniciou-se "depois da queda de Babilônia no império dos Medos e Persas", como está dizendo o próprio intérprete na página 3 da revista "Revelação", afirmando que "Deus, através do rei Artaxerxes, ordenou o profeta Neemias reconstruir os muros de Jerusalém, e aí foi quando começou as setenta semanas do fim do mundo."

Como o início do tempo não é questionado, e muitos intérpretes o fazem da mesma forma, resta-nos saber sobre o seu fim; o que podemos analisar observando os acontecimentos que deveriam estar dentro das setenta semanas.

A separação da última semana não é teoria nova. Ela já existe há mais tempo.

Em 1982, para justificar a separação da última semana, um mestre religioso escreveu:

"1. 'Extinguir a transgressão' - a transgressão de Israel somente será extinta quando a nação se converter, conforme RM 11.26.

2. 'Expiar a iniqüidade' - como a profecia relaciona-se exclusivamente com os israelitas (veja as expressões: teu povo, tua santa cidade etc.), o texto não pode aplicar-se à Igreja. Os efeitos da obra expiatória de Cristo somente alcançarão Israel quando, como nação, converter-se no final da septuagésima semana.

3. 'Trazer a justiça eterna' - esse fato ocorrerá somente quando Cristo estabelecer aqui na Terra a justiça eterna, diferente da justiça humana, que é temporária e cheia de falhas. Ainda vivemos no tempo em que opera o 'mistério da injustiça', 2 Ts 2.7,10. Este terá fim por ocasião do estabelecimento do Milênio. Jesus é o Rei que reinará com justiça: Is 32.1; Jr 33.15,16.

4. 'Selar a visão e a profecia' - esta passagem só poderá cumprir-se no Milênio, quando não mais ocorrerão visões ou profecia, pelo fato de Cristo habitar no meio do seu povo, e de toda a Terra achar-se cheia do conhecimento do Senhor: Is 11.9.

5. 'Ungir o Santo dos Santos' - refere-se à purificação do templo e da cidade de Jerusalém da abominação desoladora levada a efeito pelo Anticristo no final da Grande Tribulação. Alguns acham que o templo referido aqui é o mesmo de Ezequiel 40-43 e Zacarias 6.12,13. Finis Jennings Dake afirma que a expressão 'santo dos santos' nunca é usada para pessoas, e que nunca os judeus a aplicariam ao seu Messias". (Deus Revela o Futuro, Abraão de Almeida, páginas 34 e 35).

Agora vejamos se são válidos os argumentos acima.

1."Para extinguir a transgressão, para dar fim aos pecados" - Um antigo intérprete dizia que a palavra da qual se traduziu "pecados" significava "oferta pelos pecados", o que parece confirmado no versículo 27, onde fala de "cessar o sacrifício e a oferta de manjares". João disse que Cristo "se manifestou para tirar os pecados"(1 João, 3: 5) "pelo seu sangue nos libertou dos nossos pecados" (Apocalipse, 1: 5); portanto, na ótica apostólica, ele extinguiu a transgressão, dando fim à oferta pelos pecados. Se extinguiu a transgressão, deu fim aos pecados.

2. "Expiar a iniqüidade" - Paulo afirmou que Cristo, "depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direta da Majestade nas alturas" (Hebreus, 1: 3). Há versões que dizem "expiação dos pecados". A purificação ou expiação, o sumo sacerdote fazia quando entrava no santo dos santos (Levíticos, 16; Hebreus, 9: 1 a 7). Segundo Paulo, Cristo a fez, entrando "no santo dos santos, uma vez por todas" (Hebreus, 9: 12). Assim, segundo o entendimento cristão primitivo, cumpriu-se mais esse pormenor da profecia de Daniel.

3. "Trazer a justiça eterna" - O mesmo Paulo considerou esta parte da profecia cumprida, quando se referiu a Cristo como a "manifestação da sua justiça no tempo presente" (Romanos, 3: 26); tempo esse que coincidia cronologicamente com o fim das setenta semanas de anos.

4. "Selar a visão e a profecia" - Sobre esse pormenor nada foi dito pelos apóstolo. Mas os outros pontos mencionados são suficientes para entender que a visão cristã não era a dos cristãos atuais.

5. "Ungir o santo dos santos" - Quando o versículo 26 fala que "será morto o Ungido", isto nos dá a entender que o "Santo dos Santos" que seria ungido era o próprio Cristo, e não o lugar do santuário. Se porém formos considerar como sendo a unção do santo dos santos do santuário (Êxodo, 30: 26 a 29), ou a "purificação do templo", como afirmou Abraão de Almeida, temos também a profecia cumprida nos dias de Cristo; pois Paulo disse que ele "entrou no santo dos santos uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção." (Hebreus, 9: 12). Por uma ou outra interpretação, chegaremos ao mesmo resultado.

Diante das afirmações acima, não há nenhuma razão para colocarmos a última semana separada das outras. Ao contrário, temos que aceitar o seu cumprimento naqueles dias apostólicos.

A confusão da interpretação dos atuais anunciadores do fim do mundo é com respeito aos versículos 26 e 27 e a "última semana". O texto diz: "Depois das sessenta e duas semanas" (que já seriam precedidas por outras "sete semanas" (vers. 25) "será morto o Ungido, e já não estará; e o povo de um príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário" (vers. 26), e em seguida, menciona que "Ele fará firme aliança com muitos por uma semana...". Por esta razão imaginou o atual intérprete que a semana da "firme aliança" seria depois da destruição da cidade santa e outros acontecimentos posteriores, entendendo a septuagésima semana como separada das outras sessenta e nove.

O que o intérprete hodierno não observou é que "na metade da semana" deveria "fazer cessar o sacrifício e a oferta de manjares" (vers. 27), o que seria, segundo a ótica cristã, o sacrifício de Cristo, quando "a si mesmo se ofereceu" (Hebreus, 7: 27). Após falar de "cessar o sacrifício", o texto diz: "sobre a asa das abominações virá o assolador" (Daniel 9: 27). Posteriormente, afirma que "Depois que o costumado sacrifício for tirado, e posta a abominação assoladora, haverá ainda mil duzentos e noventa dias." (Dan. 12: 11). Mateus escreveu que o próprio Cristo falou do cerco e destruição de Jerusalém referindo ao "abominável da desolação de que falou o profeta Daniel" (Mateus, 24: 15).

Comparando todos os textos acima, não é difícil entender que a septuagésima semana foi por ocasião das obras e sacrifício de Cristo: pois, se o sacrifício seria tirado na metade da semana da aliança e a abominação assoladora viria depois, tendo ela já ocorrido, nos primeiros séculos da era cristã, não há como passar essa semana para depois de tudo isso.

Outra divergência dos atuais pregadores com outros intérpretes é quanto a "ELE", que "fará firme aliança" (Dan. 9: 27). Na página 6 da revista "Revelação", está escrito que "ele" é o anti-Cristo, quando o texto bíblico, conforme vários intérpretes, dá a entender ser o próprio Cristo. A tradução do Padre Antônio Pereira de Figueiredo, feita da Vulgata Latina, diz: "Este Cristo porém confirmará para muitos o seu pacto numa semana". O que se entende por melhor interpretação é que, por três anos e meio, Cristo pregou o seu evangelho do reino dos céus, sendo esse tempo a metade da semana, fazendo "cessar o sacrifício e a oferta de manjares" (Dan. 9: 27) com o seu próprio sacrifício, fazendo cessar o sacrifício de animais quando "fez isto uma vez por todas, quando a si mesmo se ofereceu" (Hebreus, 7:27).

Em Daniel, no capítulo ll, nos versículos 30 e 31, está escrito que o assolador terá forças que "tirarão o sacrifício costumado, estabelecendo a abominação desoladora". Ligando esse versículo com o versículo 27 do capítulo 9, parece até terem razão os atuais intérpretes em dizer que se refere a uma aliança feita pelo próprio assolador. Contudo, ainda que o pronome "ele" se refira ao assolador, em nada ajuda para deslocar a última semana para agora, pois, se disse que "na metade da semana fará cessar o sacrifício" (Daniel, 9: 27) e os "mil e duzentos e noventa dias" iniciam aí (Daniel, 12:11), sendo esse assolamento o cerco e destruição de Jerusalém (Mateus, 24: 15 a 21; Daniel, 9: 26), a semana fatalmente já está no passado.

Da exposição acima, se deduz, sem dificuldade, que o deslocamento da última semana das setenta para um tempo muito posterior é infundado, não havendo nada para justificar esse lapso de tantos séculos. Isto é como você ter setenta dias para pagar uma dívida e depois de sessenta e nove dias criar um lapso de alguns anos entre os sessenta e nove e o septuagésimo dia. O credor aceitaria?

A visão do profeta mostrava o seguinte: setenta semanas (quatrocentos e noventa dias), que seriam quatrocentos e noventa anos, determinadas sobre o povo do profeta; depois os "mil duzentos e noventa dias" (Dan. 12: 11), que seriam a soma dos mil duzentos e sessenta dias, "um tempo, dois tempos e metade de um tempo" (Dan. 7: 25), ou "quarenta e dois meses" (Apoc. 10: 11), o mesmo que se chamou "tempo dos gentios" em que a cidade santa seria "pisada por eles" (Lucas, 21: 24), com mais trinta dias, que deveriam ser o período de aproximadamente trinta anos entre a crucifixão de Cristo e o cerco de Jerusalém.

Assim, os que esperavam uma besta (poder político) entre 1991 e 1997 tropeçaram como os anteriores, e os que a esperam para tempo futuro caem no mesmo engano. Tudo já se passou.

Mais esclarecimento sobre esse capítulo você encontrará no intitulado Tempo dos Gentios.

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