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DIREITO PARA CRISTÃOS, SIM, MAS OUTROS, NÃO!
O direito de dar aula de religião nas escola pública e a intolerância religiosa.

06/11/2009

 

Os que querem ter o  direito de dar aula de religião nas escolas públicas são contra esse direito quando a religião não é a deles.  Está aí a intolerância religiosa.  A religião que adquire poder não aceita a tão falada liberdade religiosa.

 

"Professora umbandista sofre intolerância religiosa em escola pública

Esta é uma notícia daquelas que me fazem ferver o sangue.

Uma professora de escola pública, umbandista, foi proibida de lecionar sobre a África aos seus alunos. Por quê? Por que a diretora, evangélica, e os pais de alunos evangélicos acham ruim que ela tenha dado uma aula sobre um livro de umbandismo.

Maria Cristina Marques, professora de Literatura Brasileira da Escola Municipal Pedro Adami, em Macaé – RJ, tentou lecionar sobre o livro “Lendas de Exú”, de Adilson Martins — que é uma obra recomendada pelo Ministério da Educação. Diz ela, em notícia-crime ao Ministério Público, que ela teria sido proibida pela diretora da escola, Mery Lice da Silva Oliveira, evangélica da Igreja Batista, de lecionar naquela unidade.

Depois do episódio, ela chegou a ser ameaçada pelas mães de alunos evangélicas a não dar mais aula sobre a África.

“Acusam-me de dar aula de religião. Não é verdade. No livro ‘Lendas de Exu’, de Adilson Martins, há histórias interessantes, são ótimas para trabalhar com os alunos. Li os contos, como se fosse uma contadora de histórias, dramatizando cada uma delas. Praticamos Gramática, e os alunos ilustraram as histórias de acordo com a imaginação deles. Não dá para entender por que fui tão humilhada. Até mães de alunos, evangélicas, me proibiram de falar sobre a África”.

Maria Cristina Marques, professora, 48 anos

Acho questionável ensinar um livro de umbanda numa sala de aula pública, mas sendo homologado pelo Ministério da Cultura é até aceitável. Não gostei mesmo foi das atitudes dos evangélicos nesse caso. Ô povinho desgraçado quem vê o diabo em todo lugar!

<Notícia do O Dia Online, Visto no Tales of the Wasted>
 

 

COMENTÁRIOS DOS LEITORES:

 

Seguem alguns comentários feitos sobre o assunto.  Excluí os que fugiram do tema. Que quiser ver todos, pode acessar: http://ateusdobrasil.com.br/noticias/professora-umbandista-sofre-intolerancia-religiosa-em-escola-publica/

 

 Leeoac disse:

29 de outubro de 2009 às 3:30 PM

O livro em si é apenas culturalmente interessante, não tem enfoque na umbanda, e sim no personagem relacionado à ela. De certa forma é justo ao menos conhecer, a nível histórico, os personagens que permeiam outras culturas, não só os deuses gregos e egipcios, pois eles refletem a sociedade que os cria.
Afora que, conhecendo, o aluno pode avaliar por si só os equívocos entre uma e outra, e concluir sem grande esforço que alguma coisa tá errada aí, pois nenhuma delas explica nada, algumas lendas são parecidas com a religião que a familia segue, blá blá, no fim, ele compreende, ix, caraca, Deus não existe.
Eu moro na cidade, e ainda não achei essa escola. ‘Tava querendo ir lá, bater um tête-a-tête com a diretora. hauhuhuauhuha

Rossetti disse:
29 de outubro de 2009 às 4:04 PM
O livro faz parte da cultura do país, da mesma forma que o cristianismo foi introduzido pelos europeus através da catequização dos índios, a cultura africana foi trazida pelos escravos pra cá tambem da mesma forma.
Depois os ateus são os imorais, o mais impressionante é que o MEC não vai se manifestar, tenho quase certeza.
Por isso sou a favor de não ensinar religião, ou se for ensinar uma, ensine todas, sejamos democráticos. Já não basta a intolerância criacionista e design inteligente contra a ciência agora eles querem também o domínio exclusivo da escola. Vamos converter todos a força, então.
A religião manipula as pessoas tão fortemente que cria essas anomalias sociais, o povo contra o povo, desunião, desarticulação social, enquanto os pastores estão rindo em nome de Cristo e chupando a grana de vcs pobres fiéis feitos de otário.
É assim mesmo que se resolve essa situação senhores pais? Vamos ser intolerantes contra nós mesmo?
Vamos culpar uma senhora que ensinou a religião que foi inserida na nosso país como o que aconteceu com o cristianismo?
Antes de apontar que tal olharmos primeiro para nós?

...


ateusamigos
disse:
29 de outubro de 2009 às 6:08 PM
Cretinismo puro.
“Até mães de alunos, evangélicas, me proibiram de falar sobre a África”.
Qual o problema em se falar sobre a áfrica?
Melhor tirar o Vaticano do mapa então!

Responder
Giovane disse:
29 de outubro de 2009 às 6:27 PM
Sem falar que uma boa parte do povo brasileiro tem descendência africana, então entre a crentalha existem muitos afro-descendentes! Pior que ser racista contra seu diferente é ser contra sua etnia!

Allison disse:
30 de outubro de 2009 às 2:50 AM
E um absurdo isso que fizeram com a professora, no meu ver, em uma aula de religião deve-se falar e explicar sobre todas as religiões existentes em nosso país, e não so de uma ou duas, isso não e democracia e uma ditadura religiosa.
 

Alenônimo disse:
30 de outubro de 2009 às 9:46 AM
Não era aula de religião, mas de literatura portuguesa.

...


Emerson Tadeu disse:
31 de outubro de 2009 às 1:18 AM
Alexandre,
Por favor, permita-me participar deste aprendizado que oferecem.
Eu não sou mais um destes religiosos enlatados idiotas, apenas fiz a opção de crer.
Defina qual seria minha religião? Cristão ?
Em minha opinião nem posso falar deste indivíduo, mas se de fato existiu deve ter sido idealizado em textos que serviam a algum interesse.
Para mim este Cristo é de barro como todos os outros que me ofereceram como produto.
Eu humildemente queria não irritar ninguém, mas ter de pessoas inteligentes questionamento racional e de qualidade que ajudem a lapidar meus pensamentos em relação a alguma suposta divindade.
Poxa, o mais legal desta comunidade é quando aparece algum crente mandando todos para o inferno!!
Eu estou tentando tirar daqui novas respostas para perguntas diferentes, por que as da biblia enjoamos de refutar.
Prometo tentar ao máximo não ser impertinente e o mais simples na explicação da lógica envolvida.
O site é seu cara, sua casa!

kingvithor disse:
31 de outubro de 2009 às 3:33 PM
mais uma vez, notamos um processo antigo de criminalizacão (antiga) da cultura negra.
é mais fácil dizer que o negro não tem cultura (ou dizer que ela é marginal), do que assumir a caca feita ao longo de anos, por motivos que todos aqui já sabemos.

Fernando Silva disse:
1 de novembro de 2009 às 11:10 AM
kingvithor
mais uma vez, notamos um processo antigo de criminalizacão (antiga) da cultura negra.
Não é tanto por ser negra e sim por ser politeísta e por ter a tradição assimilado as entidades da umbanda ao demônio, ainda mais com sacrifícios de animais (sem bem que, na Bíblia…).
Os espíritas também são bastante perseguidos por se comunicarem com os mortos e os católicos, por fazerem imagens, embora mais discretamente por seguirem o mesmo deus que os crentes.

 
kingvithor disse:
1 de novembro de 2009 às 11:29 PM
além da África ser politeísta, eles adoram deuses em formas de animais, e rituais tidos pelos cristãos como demoníaco (e que conhecemos bem).
tentar impor uma cultura sobre a outra é a pior (ou a melhor) forma de dominar, e calar um povo.
cristãos se dizem contra a barbárie, mas esquecem a feita por eles mesmos.

rodrigo alexandre da silva disse:
1 de novembro de 2009 às 4:00 PM
Eu fico imaginando ja penso se essa professora tivesse falado sobre charles darwin sobre a evoluçao das especies essa professora ja teria a cabeça cortada e incrivel como essas pessoas preferem acreditar em um ser imaginario e permanecer na completa ignorancia

Perce Polegatto disse:
2 de novembro de 2009 às 11:36 AM
rodrigo alexandre da silva
Oo
Para mim, isso tudo já era. (Mas o pior é que está aí.)
O julgamento do prof. Scopes, em 1925, porque ensinou evolução na escola parece estar lá longe, no passado.
O que é preocupante é quando eles têm representantes no poder.
Marina Silva disse à Veja que respeita a ciência, mas que Deus criou todas as coisas. Ela pode ser nossa candidata à Presidência da República. Tudo bem, tem outras qualidades. Mas até onde se vai com um pensamento tacanho desses? No que mais ela pode acreditar? O que ela é capaz de fazer para defender sua crença?
Sou fã do Barack Obama, esse vive no seu tempo, não na Idade Média.

Rafael disse:
2 de novembro de 2009 às 9:34 PM
acredito que pode ser aplicado o assunto religião na sala de aula, o que eu acho ridículo é ter aulas do tipo “ensino religioso” que só ensina sobre o cristianismo.
as pessoas esqueceram que nem todos tem a mesma crença???
e pelo que andei lendo por aí, parece que vai ser obrigatório as tais aulas de ensino religioso agora.

leandro disse:
3 de novembro de 2009 às 10:12 PM
crente eh tao ignorante q eles mesmo admitem indiretamente q acreditam em qualquer coisa q leem

ary disse:
5 de novembro de 2009 às 8:08 PM
Bom, se não ensinamos cristianismo nas escolas, porque então coisas dessas religiões-espiritismo, umbanda?
Exu não é CULTURA, é uma entidade do espiritismo. Isso pode ser tido como doutrinação. Digam o que quiseram. Sinceramente que professora é essa? Ensinar essas baboseiras pra seus alunos. Tenho muita pena dessas.
O espiritismo é tão ridículo quanto o pentecostalismo da IURD e congêneres. Devemos ficar bem longe desse pessoal, sejam evangélicos ou espiritistas.
Fala série, acreditar em exu, pomba-gira, malandro? Hahaha! Os únicos que acreditam são os próprios espítitas e os evangélicos mais fanáticos. Faz me rir! Pra mim é tudo farinha do mesmo saco.

Perce Polegatto disse:
6 de novembro de 2009 às 7:35 AM
Ary
Exu não é CULTURA, é uma entidade do espiritismo.
Como assim? Seja quais forem as personagens, entidades de religiões, entidades folclóricas e mitológicas não são parte da cultura de um povo? Iemanjá e Jesus Cristo não são produtos culturais?

(Fonte: Ateus do Brasil)
 

Está aí o resultado predito em 

SÍMBOLOS RELIGIOSOS EM REPARTIÇÕES PÚBLICA: "A Juíza, bem como o Presidente do STF, baseiam-se nos seus conceitos cristãos de valores, sem pensar nos que têm outras religiões ou não as têm. No dia que um prefeito ou governador colocar um preto velho ou um orixá em repartição pública, talvez esses juízes cristãos comecem a pensar no assunto.    Dever-se-ia colocar também um buda, um maomé, ou qualquer outra outra entidade que se venera por aí.  Um evangélico não aceitaria colocar em sua sala ou seu quarto um preto velho,  ou um orixá.  Por que a repartição pública deverá aceitar um crucifixo?  Colocar um símbolo de adoração religiosa em uma repartição pública significa aquela instituição está de alguma forma ligada àquela religião."    Aí está agora a prova da intolerância da religião dominante.

 

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