CULTURA RACIONAL

 

A chamada "cultura racional", que, no dizer dos próprios seguidores, "não é seita ou doutrina, nem tampouco é ciência, filosofia, nem espiritismo", por ser derivada de um meio espírita, não é uma religião, mas tem algumas características de religião, como trazer resposta pronta, ignorando evidências.

 

A Cultura Racional é uma cultura que faz asserções sobre temas relacionados à metafísica e à ética, que tem seus fundamentos centrados numa coletânea de 1000 livros no total, chamada Universo em Desencanto.[1]

A Cultura Racional foi fundada por Manoel Jacintho Coelho, considerado pela Cultura Racional como o Racional Superior da Terra, na cidade do Rio de Janeiro, em 1935, no bairro do Méier, no centro espírita Tenda Espírita Francisco de Assis. Embora fundada naquele ano, somente passou a ser mais divulgada a partir de 1970. Segundo conta o livro, o fundador, em 04/10/1935, recebeu uma ordem de fechar o centro espírita porque havia chegado ao mundo uma nova era, chamada Fase Racional, a fase do desenvolvimento do raciocínio, localizado na glândula pineal.

Segundo o movimento, o raciocínio desenvolvido com a Imunização Racional é algo completamente diferente do pensamento lógico (usualmente considerado como raciocínio) pois este não limita-se a uma operação lógica discursiva. O raciocínio desenvolvido através da Imunização Racional representa o perfeito equilíbrio entre lógica e emoção, funcionando como um ponto orientador do ser humano, libertando-o de angústias, tristezas, energias negativas e os mais diversos males.[1]

Segundo seus seguidores, a Cultura Racional é "a cultura do desenvolvimento do raciocínio, do mundo que deu origem a este em que habitamos, por isso não é seita ou doutrina, nem tampouco é ciência, filosofia, nem espiritismo. E também não precisa de igreja, sinagoga, mesquita ou casa de pregação.[1] Esta cultura não ataca, não ofende, não humilha, é a favor de todos. Interessa a toda a humanidade, pois é o conhecimento de onde viemos e para onde vamos, como viemos e como vamos, por que viemos e por que vamos".

A Cultura Racional teoriza sobre a origem do universo, que os seres chamados de habitantes do Mundo Racional (corpos de energia pura, limpa e perfeita) estavam na Planície Racional e viviam em harmonia, até que alguns resolveram experimentar uma parte da Planície a qual não estava pronta para entrar em progresso, o que acarretou um processo de degeneração. Nesse processo, começou a ocorrer perda de virtudes (energia com poder de animação e criação) e assim todos foram descendo, uns mais outros menos, até que fosse formado o Universo. Sendo assim, segundo essa teoria, a missão do animal Racional (ser humano) seria a de retornar ao seu estado original de equilíbrio, pureza e perfeição, se aperfeiçoando através de uma progressão, baseada nos seguintes conceitos[1]:

A formação dos corpos aí na Terra é derivada de sete sementes, e estas sementes em partículas, vinculadas à força dos seguintes lugares: sol, lua, estrelas, água, terra, animais e vegetais. Os corpos dependem, direta ou indiretamente, da força das partículas desses sete seres que, reunidas, formam o corpo humano.
Devido o Universo ser produto de uma energia primordial (Energia Racional) que degradou-se em outras duas forças (fluido elétrico e magnético), todos os seres estão, em menor ou maior grau, interligados entre si.
Através das transformações e progressos inerentes a natureza, o mundo chegou em um período propício a religação total com essa energia primordial. Através do estímulo da célula Racional (localizada na glândula pineal) há a religação com a Energia Racional, o que recupera as virtudes que se deformaram nas sete sementes. Com isso, o corpo e a mente desligam-se do estado degradado, voltando a ser puro, limpo e perfeito.
A esse processo dá-se o nome de Imunização Racional.

Críticas

Dentre as críticas que são feitas à Cultura Racional está o fato de ela ignorar estudos científicos e filosóficos de milênios, ao trazer respostas prontas para perguntas amplamente discutidas nessas áreas, para as quais ainda não há consenso. Todavia, tendo a capacidade de trazer as tais respostas prontas, por se tratar de uma obra transcendente ao saber humano[1].
(Referências: a b c d e COELHO, Manoel Jacintho. Universo em Desencanto: Imunização Racional, 1º Vol. da Obra 1º ed. Ed. Gráfica Racional, Belford Roxo, RJ, s.d. Pp. 6,7,15). (Fonte: Wikipédia).

A cultura racional fugiu do núcleo religioso, que é ligar o homem a seres sobrenaturais (deuses), porém funda-se em uma lenda não muito diferente da lenda religiosa do pecado: seres perfeitos se degenerando e depois regenerando-se; é um produto de mente espírita, apenas uma substituição dos deuses por energia, mas guardando a idéia de luta do bem contra o mal. Parece que criador não viu nada em que basear suas verdades, devendo tê-las concebido de algum delírio, algum sonho, etc.

 

 

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