DEUS NÃO É MAIS AQUELE

 

O deus do Cristianismo, embora creiam ser aquele mesmo que condenou toda a humanidade e depois escolheu os hebreus para o representar, não é mais aquele deus protetor que prometeu maravilhas aqui na Terra.  No chamado novo pacto não tem essa de "nenhum mal de sucederá", mas muito sofrimento e a promessa de uma vida pós morte bem mais atraente do que aquele reino eterno que prometeu estabelecer para os judeus nos dias da Assíria e nos dias de Babilônia.  Se ele é o mesmo que fez promessas no passado e não cumpriu, poderíamos acreditar nele agora?

 

Yavé, o dito deus de Abraão Isaque e Jacó, era todo-poderoso e protetor.  Não prometeu ressurreição e uma vida eterna, aos seus escolhidos, mas longa vida, muita prosperidade, uma descendência numerosa com domínio sobre todas as nações e a proteção contra todos os males deste mundo.  Seria um paraíso, se essas promessas fossem cumpridas.

 

Essas promessas não se cumpriram.  Os judeus não estabeleceram o reino eterno que lhes havia sido prometido para após a queda da Assíria (Miqueias, 5:2-15), nem puderam ter aquela nova Jerusalém que Isaías prometera para depois da queda de Babilônia (Isaías, 65:17:25), os reinos do mundo não lhes foram entregues após a grande tribulação causada por Antíoco IV (Daniel, capítulos 7, 8 e 10-12), e a dinastia de Davi, que seria eterna como o Sol e a Lua (Salmos, 89: 20-37), acabou-se nos dias de Babilônia, e, em vez de "nunca mais" haver choro e sofrimento em Jerusalém como o profeta prometera, eles continuaram a ser massacrados pelos chamados "gentios", até serem expulsos da terra que acreditavam lhes ter sido dada por seu deus.

 

Os criadores do Cristianismo, por seu turno, já contando com a experiência do gritante fracasso do chamado povo escolhido, que passara séculos servindo aos adoradores dos deuses ditos falsos, sofrendo todas espécies de males que a natureza oferece aos seres vivos, mudaram de estratégia para manter suas ovelhas presas a seu redil.   Em vez de prometer coisas que iríamos ver que não acontecem, prometeram algo que ninguém pode ver, uma vida pós-morte, sem dor ou qualquer outro sofrimento e sem fim.

 

Em vez de dizer "nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda" (Salmos, 91:10), o deus humanizado disse: "no mundo tereis aflições" (João, 16:36); em lugar de prometer livrar seus servos das enfermidades e das armas dos inimigos, disse "vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome" (Mateus 24:9).

 

Sabemos que na Idade Média não foram os cristãos que foram atormentados e mortos, mas quaisquer pessoas que contrariassem os dogmas do Cristianismo.  No entanto, hoje eles se apegam a essas palavras quando são agarrados pelos muçulmanos ou quando estão acometidos pelas doenças, das quais esse deus prometera livrar seus escolhidos.  E, assim, não percebem que seu deus é inútil.

 

Mas o Deus filho também deixou claro que suas promessas não se cumprem. Ao elencar os fatos que deveriam ocorrer até ele retornar do céu com nuvens para estabelecer seu reino eterno, disse: “Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas essas coisas se cumpram” (v. 34). "Em verdade vos digo que alguns há, dos que aqui estão, que não provarão a morte até que vejam vir o Filho do homem no seu reino." (Mateus 16:28). 

 

Agora, vamos ser racionais.  Se o deus dos cristãos é o mesmo que prometeu aos judeus que eles não seriam atingidos pelas armas dos inimigos, nem seriam acometidos por enfermidades e não cumpriu; que prometeu aos judeus um reino eterno em substituição ao império assírio e não cumpriu; que prometeu uma nova Jerusalém eterna onde eles nunca mais seriam molestados por gentios após a queda de Babilônia, mas não cumpriu; que prometeu que, após o massacre praticado por Antíoco IV, os reinos do mundo seriam entregues aos judeus, e não cumpriu; que prometeu que o trono de Davi seria eterno como o Sol e a Lua, mas não cumpriu; que prometeu que alguns judeus companheiros de Jesus não morreriam antes de Jesus voltar para estabelecer um reino eterno, e não cumpriu; como poderíamos acreditar que ele iria dar agora uma vida eterna após a morte?

 

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