NUNCA OCORREU UM DILÚVIO UNIVERSAL, MAS INUNDAÇÃO LOCAL -- 15/11/2005

 

A Bíblia diz que, por causa da multiplicação da maldade do homem sobre a Terra, Yavé, o deus criador, fez um dilúvio, que cobriu toda a Terra, sobrevivendo somente um homem chamado Noé e sua família, em uma grande embarcação, juntamente com um ou sete casais de cada espécie animal. Os estudos geológicos provam que a Terra nunca foi totalmente inundada, coisa completamente ilógica, mas houve inundações locais. Uma dessas catástrofes deve ter sido a base da lenda do dilúvio universal.

“De acordo com a genealogia do Gênesis, o Dilúvio Bíblico aconteceu quando Noé tinha 600 anos de idade, o que, assumindo que a terra fora criada em 4004 a.C., posiciona o Dilúvio em cerca de 2400 a.C. (aproximadamente ao mesmo tempo em que estavam sendo construídas as Pirâmides do Egito). Ainda assim, nenhum registro histórico dessa época, nem dos egípcios, nem dos fenícios, nem dos gregos, nem de nenhum outra cultura menciona tal evento (depois de tudo, dificilmente eles deixariam de mencionar). Os registros históricos de civilizações tão antigas como a da China ou os habitantes do Vale do Indo não mostram nenhum período de tempo em que estas civilizações houvessem sido destruídas subitamente por uma inundação global, para serem repovoadas de forma lenta posteriormente. Simplesmente não há nenhum evidência de nenhum tipo, seja da arqueologia, geologia ou história, que indique uma inundação de nível global que tenha destruído todas as pessoas exceto oito.” (Darwin Magazine).

A arqueologia dá conta de que, há cerca de sete mil e quinhentos anos, ocorreu uma grande inundação na Mesopotâmia, decorrente de um transbordamento do Mar Mediterrâneo.

“Pesquisas no Mar Negro confirmam que um enorme volume de água pode ter rompido o atual Estreito de Bósforo há 7.500 anos e ocupado o Mar Negro, elevando sua profundidade e área. A teoria foi proposta em 1997 pela dupla de oceanógrafos Ryan e Pitman, tendo por base o estudo de fósseis e sedimentos marinhos.
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Para Ryan e Pitman, a catástrofe foi vivenciada pelos povos às margens do antigo Mar Negro. Expulsos pelas águas, os sobreviventes migraram para a Europa Central e Oriente Médio. Nesses locais, refizeram suas vidas, desenvolveram a agricultura, impulsionaram o comércio e contataram outras culturas. Mas, apesar da distância do Mar Negro, continuaram a lembrar da enchente. A história do desastre perpetuou-se até tornar-se a fonte primária da narrativa bíblica do dilúvio” (Galileu, fev./2001, págs. 58, 59).

Vários povos contam o fato de forma deturpada de acordo com suas crenças. Cada um enquadra a catástrofe à vontade daqueles deuses em que acredita.

Segundo a crença hebraica, Yavé, o deus que crêem ser o criador de todas as coisas, inundou todo o mundo e matou toda a população, deixando a salvo apenas a família de Noé, que repovoou a Terra. Essa foi a dedução que se formou no imaginário deles. Nós, entretanto, não temos nenhuma dúvida de que isso não foi como eles pensaram; o mundo não foi inundado, mas uma pequena região que, para eles seria a Terra inteira. Eles dizem que isso foi obra de Yavé, mas outros povos crêem ter sido obra de outro deus, ou vários deuses. Nós sabemos que aqui não houve esse dilúvio, que ele não atingiu a China, não chegou ao Japão, a África, etc., e, nessa época já existiam humanos espalhados por muitas partes do mundo, inclusive aqui na América. Assim, não podemos dizer que a Bíblia está dizendo a verdade, mas sim que ela diz o que seus autores pensaram que fosse a verdade. Os religiosos usam os vestígios de tal inundação para provar que realmente ocorreu esse dilúvio universal, o que não é verdade. É, assim, que as religiões ainda mantêm pessoas crendo no que dizem ser “a verdade”. Mas a realidade é apenas a ocorrência de um desastre localizado. E já houve até cientista que, influenciado pelas idéias religiosas de que a Bíblia diz a verdade, tentou encontrar a arca de Noé no monte Ararat. Todavia, quanto mais avança o conhecimento arqueológico, mais se vê distante da verdade, entre outras, essa lenda de dilúvio universal.

Não temos mais dúvida de que nunca houve um dilúvio universal, porém houve inundação localizada, que fundamentou a lenda.
 

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