A ESTRELA DE BELÉM – CÓPIA DE MITOS ORIENTAIS -- 12/01/2009

Nenhum astrônomo cristão seria capaz de se dar o trabalho de procurar a estrela que anunciou o nascimento de Krishna, nem de Buda, nem mesmo de Confúcio, este pessoa de cuja existência não há dúvida. Todavia, diversos deles acreditam e tentam explicar cientificamente que pelo menos algo parecido com uma estrela existiu em relação ao nascimento de Jesus, personagem que, com exceção do grupinho religioso fundador do Cristianismo, ninguém conheceu. Não deveriam duvidar dos povos que acreditavam ou acreditam em diversos deuses.

Estrela de Belém na Wikipédia

“A Estrela de Belém foi uma estrela ou um objecto similar que, segundo a descrição do Evangelho segundo Mateus, anunciou o nascimento de Jesus e guiou os Três Reis Magos até ao local onde este se encontrava.

Registros demonstram que era uma prática entre astrólogos da antiguidade interpretar fenômenos astronômicos como anúncio do nascimento de reis. Existem várias teorias entre os biblistas sobre a natureza desta estrela. Contudo é consenso que sua aparição alude à estrela de Jacó (Nm 14,17) que foi profetizada por Balaão.

Contexto bíblico

Após o nascimento de Jesus em Belém, ainda governava a Judeia o Rei Herodes, chegaram "do Oriente à Jerusalém uns magos [ou sacerdotes astrólogos, em gr. magoi] que perguntavam: Onde está aquele que é nascido Rei dos Judeus? Pois do Oriente vimos a sua estrela [em gr. astêr] e viemos adorá-lo." (Mateus 2:1-2) A "sua estrela" não era uma estrela [em gr. astêr] comum, visto que seguia um percurso invulgar de Oriente para Ocidente, sempre adiante dos magos. Seria um ponto luminoso que ao observador comum se pareceria uma "estrela", e permitiria ao Rei Herodes achar o futuro "Rei dos Judeus". Primeiramente, conduziu os magos até Jerusalém, e dai, à presença do Rei Herodes. Somente depois, a "estrela" conduziu-os de Jerusalém até Belém, e uma vez chegados a Belém, "se deteve sobre o lugar onde estava o menino". Não é possível determinar em absoluto o que era essa "estrela".

Cometa, supernova ou alinhamento de planetas?

A primeira explicação astronómica que se procurou dar para a "Estrela de Belém" foi que teria sido um cometa. Astrônomos do Século XVI propuseram o cometa Halley como a "Estrela de Belém". Essa imagem ainda é muito forte no imaginário popular, onde frequentemente a "Estrela de Belém" é representada como uma "estrela com cauda". Hoje sabemos que o Cometa Halley apareceu no ano 12 a.C.; muito cedo para estar associado ao nascimento de Jesus. E nenhum dos cometas conhecidos, segundo os dados hoje catalogados, passou na Judeia capaz de ser visto a olho nu, entre 7 a.C. e 1 d.C.

Astrónomos chineses, entretanto, registraram uma "nova estrela" na Constelação de Capricórnio, no ano 5 a.C. Essa "nova estrela" poderia ser um cometa ou uma estrela "explodindo", uma vez que os registos não nos dizem se essa nova estrela se movimentava em relação às estrelas de fundo. Ao fenómeno de "explosão de uma estrela" os astrónomos chamaram de "supernovas".

No ano 7 a.C., houve uma tripla conjunção planetária entre Júpiter e Saturno. Esses planetas se aproximaram no céu (mas não o bastante para serem confundidos como um único objecto), na Constelação de Peixes, nos meses de Maio, Setembro e Dezembro. Aqueles que acreditam ser essa tripla conjunção a "Estrela de Belém", argumentam que os magos viram a 1.ª conjunção em Maio, e iniciaram a jornada. Durante a 2.ª conjunção, em Setembro, chegaram a Jerusalém e durante a 3.ª conjunção, em Dezembro, chegaram a Belém. Em Fevereiro de 6 a.C., houve uma grande aproximação (quase uma conjunção planetária) entre Júpiter, Saturno e Marte - também na Constelação de Peixes......

Conjunções Júpiter-Régulo e Júpiter-Vênus

Em Setembro de 3 a.C., Júpiter se aproximou de Régulo (do lat. Régulus, que significa "pequeno Rei"), a estrela mais brilhante da Constelação de Leão. Essa constelação era considerada a constelação dos reis. Além disso, o "novo leão jubado" estava associado à Tribo de Judá. Em Outubro, houve uma nova conjunção entre Júpiter e Vénus, na Constelação de Leão.

No ano 2 a.C., em Fevereiro e Maio, aconteceram outras duas conjunções entre Júpiter e Régulo. Em Junho, houve uma conjunção planetária entre Júpiter e Vénus. Nesse mesmo ano, Júpiter realizou um "loop" no céu um movimento retrógrado, onde inverteu a direcção de seu movimento em relação às estrelas de fundo - ficando então estacionário - no dia 25 de Dezembro.

Outras teorias

Outros teólogos encaram esta estrela como uma estrela teológica. Segundo eles, Mateus estaria a fazer interpretação de tradições e, por isso, não se refere a uma estrela literal, apenas no significado do nascimento de um personagem importante.

De acordo com tradições antigas, pode se tratar de um anjo, ou ainda de um conglomerado de anjos que teriam recebido a missão de anunciar o nascimento de Jesus. As evidências bíblicas que relacionam estrelas a anjos são frequentes (Is 14:12-14, Ap 1:20, 12:4), o que explicaria a razão pela qual a estrela movia-se, detinha-se, aparecia e desaparecia de forma inusitada (Mt 2:9-11).

Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Estrela_de_Bel%C3%A9m"
 

Estrela de Belém: Mito ou Realidade?

De acordo com a tradição cristã uma estrela muito brilhante cruzou os céus do Oriente espalhando a notícia do nascimento do Menino Jesus e guiou os Três Magos até o local de seu nascimento. Os Magos traziam consigo oferendas de ouro, incenso e mirra.

Teria uma estrela realmente guiado os Magos em sua jornada na época de Jesus?

Era crença comum entre os Magos, os astrólogos, os caldeus e os místicos dos países orientais da antiguidade, que quando um cometa aparecia no firmamento era sinal de que estava para nascer um líder, ou grande Avatar, que se tornaria um Salvador ou Redentor da Humanidade.

Mas de onde viria esta crença?

Segundo as antigas crônicas essênias e rozacruzes, quando o Divino Infante Krishna nasceu, também foi uma brilhante estrela que anunciou seu nascimento e os Magos, imediatamente, foram homenageá-lo e adorá-lo, levando-lhe sândalo e perfumes.

Por ocasião do nascimento de Buda, uma grande estrela, que passou pelos céus, proclamou sua divindade e os sábios, de novo, foram visitá-lo em Seu lugar de nascimento, e renderam-lhe homenagens e ofereceram-lhe presentes.

O nascimento de Confúcio, em 551 a.C., foi anunciado por uma estrela muito grande, que percorreu os céus e foi observada pelos sábios, que encontraram o lugar do nascimento acompanhando o movimento do corpo celeste e, em lá chegando, tributaram homenagens ao recém-nascido. Análogas histórias são contadas a respeito de Mitra, o Salvador persa, Sócrates, Esculápio, Baco, Rômulo e inúmeros outros.

Convém ter em conta que a astrologia era uma ciência altamente desenvolvida pelos Magos e pelos místicos do Oriente, e que dela derivou a moderna Astronomia.

Os Magos a que a Bíblia se refere não eram precisamente astrólogos nem filósofos medianos e que também podiam ser pastores ou gente comum, mas sim, os sábios instrutores e altos representantes das grandes academias e escolas místicas do Oriente. Só se dava o título de Mago àqueles que houvessem recebido a iniciação superior nos mistérios da escola e demonstrado ser mestre em artes e ciências e ser misticamente evoluído. Reis, potentados e pessoas cultas de todas as terras consultavam os Magos não só a respeito de questões de Astrologia, ou Astronomia, mas de História, Medicina, leis naturais, leis espirituais e inúmeros outros assuntos que exigiam profundidade de pensamento e extraordinária sabedoria. Eram os grandes oráculos dos eruditos. Muitas vezes exerciam funções de conselheiros nas cortes e nos tribunais de última instância, em julgamentos de várias naturezas.

Por tudo isto, era muito natural que, àquela época, alguns Magos tivessem visto surgir a estrela e compreendido seu significado. Mas não devemos supor que tenham observado a estrela apenas umas poucas horas antes de Jesus nascer e que, às carreras, abandoram seus santuários ou afazeres, a fim de rumar para o local onde ocorrera o nascimento, passando por muitas outras terras. De acordo com antigas crônicas essênias e rozacruzes, ocorreu, como em outros casos análogos, aliás, que a estrela já vinha sendo observada durante alguns meses antes do nascimento do Divino Infante. Durante várias semanas, anteriormente ao nascimento, cuidadosas tabulações foram feitas a respeito do movimento da estrela e a ocasião provável de seu significado final. E aqueles que foram escolhidos pelas escolas místicas, para viajar até o lugar do nascimento e representar a Fraternidade Essênia e a Grande Fraternidade Branca, deram início à sua longa viagem até a Palestina, várias semanas antes do dia do nascimento.

Com tudo isso, devemos supor, como alguns céticos propõem, que este tenha sido um incidente fantástico introduzido no relato do nascimento de Jesus, apenas para torná-lo mais pitoresco, ou será que é apenas mais um mistério na história de nosso planeta?…

http://www.acasicos.com.br/html/estrela.htm
 

Se Krishna (um deus oriental), Buda (o iluminado), Confúcio (o filósofo cuja filosofia foi postumamente transformada em religião), Mitra (o Salvador persa), Sócrates, Esculápio, Baco, Rômulo e inúmeros outros, todos são mencionados como anunciados por estrela, e nenhum cristão acredita na divindade dessas pessoas, ainda querem eles nos convencer de que houve uma estrela anormal guiando uns magos até o nascimento de um tal Yeshua, que foi extremamente famoso filho do único deus verdadeiro, mas nenhum historiador da época o conheceu. E o hilário é astrônomos ainda se darem ao trabalho de tentar descobrir o que foi tal estrela. Como outros aspectos da vida de Jesus, as referências acima não deixam dúvida de que a Estrela de Belém não passa de uma cópia mitológica que se tornou uma verdade a ponto de mobilizar cientistas. Sobre tudo isso, vale a observação de que essa estória de magos só é contada pelo evangelho de Mateus, enquanto o de Lucas fala de pastores de ovelhas que estavam no campo (Lucas, 2: 8-12). A fuga para o Egito e matança dos meninos, ligadas ao conto dos magos, são desmentidas pelo evangelho de Lucas, que afirma que Jesus foi circuncidado no oitavo dia, sendo, após os dias de purificação, apresentado no tempo de Jerusalém (Lucas, 2: 21, 22), e todo ano seus pais iam de Nazaré a Jerusalém, e, embora o texto não deixe claro, seria mais lógico deduzir que eles não iam sem o filho, porque, aos doze anos (v. 39-42), ele foi perdido pelos pais e encontrado no templo discutindo com os doutores da Lei (v. 43-46). Que credibilidade pode ter um conto como esse, se outro evangelho considerado tão verdadeiro e sagrado quanto o que o narra desmente a narração?
 

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