A FILOSOFIA DE JESUS NA PRÁTICA -- 19/02/2007 -

 

Milhões afirmam que a filosofia de Jesus Cristo é perfeita; que ele foi o mais sábio que já pregou neste mundo. Será que sobreviveríamos seguindo rigorosamente seus ensinamentos?  Na prática, cristianismo é muito diferente, mas imaginemos a hipótese de seguirmos a teoria.


Vejam os tópicos abaixo:

1 – NÃO SE DEFENDER
“Não resistais ao homem mau; mas a qualquer que te bater na face direita, oferece-lhe também a outra” . (Mateus 5:39)

Jesus retira da bondade, da virtude, da verdade o direito à autodefesa. O vício toma conta do mundo e os bons tornam-se vítimas dos maus. Nenhum homem tem o direito de proteger-se, de proteger sua propriedade, sua família ou seus filhos. Governar torna-se impossível e o mundo está à mercê dos criminosos. Há algo mais absurdo que isso?
Mas os cristãos sentiram a impossibilidade de subsistir com essa conduta e não deram ouvidos a esse ensinamento. Todos estão tentando se proteger e vencer o inimigo.

2 – AMAR OS INIMIGOS
“Amai a vossos inimigos” . (Lucas 6:27)
Isso é possível? Será que algum ser humano já amou seus inimigos? Será que Jesus os amava quando os denunciou como sepulcros caiados, hipócritas e víboras? (Mateus: 23:27)
Não somos capazes de amar aqueles que nos odeiam. Não resistir ao mal é absurdo; amar inimigos é impossível. Seria socialmente catastrófico.
Onde os cristãos estão fazendo isso? A Igreja Cristã romana o fez? Ao contrário, mandou matar a todos que pelo menos pregasse coisa contrária a seus ensinamentos.

3 – NÃO SE PREOCUPAR COM O FUTURO
“Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã” . (Mateus 6:34)
A idéia é a de que Deus tomaria conta de nós assim como tomou das aves e dos lírios. Há algum sentido nesta crença de que Deus toma conta de alguém? Será que podemos viver sem nos preocuparmos com o amanhã?
Nós planejamos e trabalhamos para o futuro, para nossos filhos, para as gerações vindouras. Sem premeditação não poderia haver progresso nem civilização. O homem retornaria às cavernas.
Há algum cristão seguindo tal ensinamento? O que vemos por aí são alguns arquitetando os mais diversos meios para tirar dinheiro dos pobres ignorantes que crêem em suas doutrinas.

4 – DAR MAIS DO QUE O ADVERSÁRIO EXIGIR
“...ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa” (Mateus 5:40)
Isso é tão lógico quanto dizer: “Se um homem te processar e ganhar cem mil, dê a ele duzentos mil”. Nessa também os cristãos não entraram.

5 – ABANDONAR OS PAIS
“E todo o que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou filhos, ou terras, por amor do meu nome, receberá cem vezes tanto, e herdará a vida eterna” . (Mateus 19:29)
De acordo com o autor de Mateus, Jesus, o compassivo, o misericordioso, pronunciou essas terríveis palavras. Será possível que Cristo ofereceu a felicidade eterna como uma recompensa a todos que abandonassem seus pais, suas mães, suas esposas e seus filhos? Seremos bem-aventurados nos céus se abandonarmos aqueles que amamos? Precisa-se destruir um lar aqui para que se construa uma mansão lá?
Contudo, diz-se que Cristo é um exemplo para o mundo. Segundo o evangelista, ele abandonou seu pai e sua mãe. Ele disse à sua mãe: “Mulher, que tenho eu contigo? ”. (João 2:4)

6 – ELE VEIO TRAZER O CAOS AO MUNDO
“Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada. Porque eu vim pôr em dissensão o homem contra seu pai, a filha contra sua mãe, e a nora contra sua sogra” (Mateus 10:34-35)
Se isso é verdade, quão melhor não seria se ele nunca tivesse existido.
Como é possível que o mesmo indivíduo que disse “não resistais ao homem mau” tenha vindo trazer a espada? Como é possível que o mesmo indivíduo que disse “Amai a vossos inimigos” tenha vindo para destruir a paz do mundo, colocando pai contra filho e mãe contra filha?
Essa é parte da sua filosofia que foi acatada e praticada com rigor pelo cristianismo.
De fato ele trouxe uma espada, a qual por milhares de anos permaneceu embebida em sangue inocente. Em milhões de mentes ele semeou o ódio e a vingança. Dividiu nações e famílias, obscureceu a luz da razão e petrificou os corações dos homens. Nenhum poder leigo ou adorador de outros deuses destruiu tantas vidas quanto a igreja cristã romana.

7 – ELE FOI ADEPTO DO GEOCENTRISMO
“de maneira nenhuma jureis; nem pelo céu, porque é o trono de Deus; nem pela terra, porque é o escabelo de seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande Rei” . (Mateus 5:34-35)
Esse salvador entendia bem de astronomia e geologia. O céu é o trono de Deus, o monarca; a Terra é seu escabelo; um escabelo que está numa rotação de quase dois mil quilômetros por hora e que viaja pelo espaço a mais de dois mil quilômetros por minuto.
Como para eles a Terra era o centro do universo, Deus estava assentado em seu trono lá no céu, apoiando os pés aqui no nosso planeta.

8 – SEU CONHECIMENTO ASTRONÔMICO
"Logo em seguida à tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento e os poderes dos céus serão abalados” (Mateus, 24: 29).
O filho do deus onisciente criador de todas as coisas pensava que as estrelas fossem pequeninas como parecia aos olhos de todos os humanos. Nem lhe passava pela cabeça que uma estrela fosse milhares de vezes o tamanho da Terra. Se soubesse não teria dito isso. E um de seus seguidores, em um de seus delírios, viu as estrelas caindo “pela terra como a figueira, quando abalada por vento forte, lança seus figos verdes” (Apocalipse, 6:13) Isso, porque olhamos as estrelas, e elas parecem mesmo pequenas como figos.

9 – ELE CONTOU ALGUMAS PARA SEUS DISCÍPULOS
“Novamente o Diabo o levou a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles” (Mateus, 4: 8).
Quem disse essa para o evangelista? Foi ele mesmo, ou alguém que inventou sobre ele?
Para o povo da época isso parecia possível. Acreditavam que a Terra fosse plana como um disco ou um quadro a flutuar sobre as água e não fosse tão grande. Do cume da montanha mais alta que houvesse, poder-se-ia avistar o mundo inteiro. Quando alguns cientistas começaram a perceber a verdadeira forma da Terra e do Sistema Solar, a organização dos seus seguidores, ao invés de amar aos inimigos, procurou lançá-los nas fogueiras.

10 – O CURRÍCULO DE JESUS
Ele nunca pronunciou uma palavra em favor da educação. Nunca sequer mencionou a existência de qualquer ciência. Nunca disse algo em favor da indústria, da economia, de qualquer esforço que visasse melhorar as condições do mundo. Era inimigo dos bem-sucedidos, dos ricos: o homem rico foi enviado ao inferno não porque era mau, mas porque era rico. Lázaro foi enviado ao céu não porque era bom, mas porque era pobre. (Lucas 16)
Jesus não se importava com pintura, escultura ou música – não dava importância à arte. Não disse nada sobre os deveres das nações uma para com as outras, dos reis para com seus súditos; nada sobre os direitos humanos; nada sobre a liberdade de pensamento e expressão. Não disse nada sobre a santidade do lar; nada em favor do casamento; nada em honra da maternidade. Não prezava a higiene: contra os que censuraram seus discípulos comerem sem lavar as mãos, ele disse que “não é o que entra pela boca que contamina o homem”. Isso, porque não sabia que existem os micróbios.
Nunca se casou. Viveu perambulando de um lugar a outro acompanhado de uns poucos discípulos. Nenhum deles parece ter-se empenhado em qualquer trabalho produtivo; provavelmente viviam de esmolas.
Todas amarras afetivas eram tratadas com desprezo; este mundo era sacrificado em nome do próximo; todo labor era desencorajado. Deus nos ajudaria e protegeria.
Finalmente, nos seus últimos momentos de vida, desiludido, gritou: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” . (Mateus, 27:46)

Será que podemos mesmo dizer que Jesus Cristo foi o maior dos filósofos de todos os tempos? Como estaria o mundo se os mais de dois bilhões de cristãos atuais vivessem exatamente como dizem que viveram Jesus e seus discípulos?

 

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