A GRANDE TRIBULAÇÃO SEGUNDO O CATOLICISMO -- 20/08/2006 -

Diversos grupos religiosos falam de uma grande tribulação iminente. Cada um a apresentada de acordo com sua fé. Desta vez estou apresentando a crença segundo o catolicismo.

"A duração da grande tribulação é oficialmente estabelecida em sete anos, ou "uma semana de anos", terminologia criada por Moisés e empregada nas revelações do profeta Daniel. Trata-se exatamente da última semana de anos (últimos sete anos) das "setenta semana de anos" que lhe foram reveladas. É o tempo final do nosso mundo, que será destruído em grande parte para ser inteiramente renovado pelo poder de Deus. Na esteira da destruição acontecerá também "o fim da prevaricação pela redenção dos pecados e expiação da iniqüidade, instauração de uma justiça eterna, fim [cumprimento] das visões e profecias e a unção do Santo dos santos" (Dn 9,24).
Esses últimos sete anos que precedem a vinda de Cristo se dividem em dois períodos iguais, de três anos e meio cada um, isto é, 42 meses ou 1.260 dias - períodos mencionados quatro vezes em Daniel e cinco no Apocalipse.
Nos primeiros três anos e meio, as turbulências serão de menor gravidade, e os acontecimentos ou tripulações permanecem ocultos, sendo que poucos fatos vêm à tona. Nos bastidores da história, secreta e ardilosamente, armam-se esquemas e tramas que irão evoluir em grandes catástrofes nos anos seguintes.
No segundo período, que terá início com a morte ou afastamento do Papa João Paulo II, será oficialmente abolido o santo sacrifício da missa, começando, a partir daí, a precipitação dos graves acontecimentos. Vejamos o que diz Daniel: "No meio da semana cessará o sacrifício e a oblação" (Dn 9,27). Designa-se esse fato também como "abominável desolação", expressão consagrada posteriormente nos Evangelhos, onde Jesus acrescenta: "Quem ler o profeta Daniel, procure entender" (Mt 24,15).
A partir desse marco inicial - a supressão oficial do santo sacrifício da missa -, que Jesus, em Suas atuais mensagens a Vassula, denomina "o Meu sacrifício perpétuo", a situação irá se agravando mais e mais. Começará pela abertura dos sete selos, degenerando em catástrofes sempre maiores à medida que se aproximam os derradeiros dias desses três anos e meio.
O Apocalipse desenha o avanço do caos em três escaladas ou séries: são os sete selos que se abrem, as sete trombetas que ressoam e as sete taças derramadas. Não se trata de três conjuntos sucessivos de fatos, e sim de três conjuntos de acontecimentos paralelos. O número sete deriva provavelmente dos sete anos da grande tribulação, mas não tem nexo algum com os sete anos propriamente ditos, já que a maioria dos fatos indicados ocorre no final do sétimo ano. O paralelismo se confirma, por exemplo, no sexto selo, sexta trombeta e sexta taça: são três acontecimentos cruciais, praticamente simultâneos, terríveis catástrofes situadas no período final da grande tribulação. A identidade dos fatos é nítida entre a sexta trombeta e a sexta taça, ao passo que a abertura do sexto selo, que acontecerá "logo após a tribulação daqueles dias" (Mt 24,29; Mc 13,24), tem particular afinidade com a sétima taça.
A causa, remota ou subjacente, de todos esses flagelos vem sendo incubada de longa data, e sua eclosão - que é a grande tribulação - representa apenas o entornar do caldo preparado no decurso de muitas décadas e séculos. Em escala menor, o Apocalipse já está acontecendo, especialmente desde a Segunda Guerra Mundial quando a bomba atômica sobre Hiroxima (6/8/1945) e, logo depois, sobre Nagasaki, deu o primeiro sinal de alerta de sua aproximação.

"O que aconteceu neste lugar [Nagasaki] poderá acontecer em breve em todas as partes do mundo", antecipa Maria ao padre Gobbi (3/6/1978).

Ela prossegue:

"Sou a Mãe de todos os povos. Olho para o coração das nações, a fim de colher as sementes do bem e fazê-las florescer no jardim do meu coração Imaculado. Assim poderei salvá-las em maior número, no momento da prova decisiva, quando algumas delas [nações] desaparecerão da face da terra" (2/10/80).

Como acontecerá tudo isso? De maneira totalmente inesperada, como no tempo de Noé: "Nos dias que precederam o dilúvio", explica Jesus, "homens e mulheres comiam, bebiam e casavam-se, até o dia em que Noé entrou na arca, e eles não tomaram conhecimento de nada, até que veio o dilúvio e os engoliu a todos. Assim acontecerá também por ocasião da volta do Filho do homem. Dois estarão no campo: um será levado embora e o outro deixado. Duas mulheres estarão moendo: uma será levada e a outra deixada" (Mt 24, 38-41).
Comparemos o texto acima com este outro de São Paulo: "Vós sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como um ladrão de noite. Quando os homens disserem: "Paz e segurança!", então repentinamente lhes sobrevirá a destruição, como as dores à mulher grávida, e não escaparão" (I Ts 5, 2-3). A mesma idéia vem retomada na Carta de São Pedro: "O dia do Senhor virá como um ladrão. Nesse dia os céus desaparecerão com um terrível estrondo, os elementos abrasados pelo calor confundir-se-ão, e a terra, com tudo quanto contém, será destruída" (II Pd 3,10).
Para o mundo desprevenido e ocupado com suas coisas, aquele dia virá totalmente de surpresa. Os homens irão, como diariamente o fazem, para os seus trabalhos e diversões, justamente como nos dias de Noé. E a sentença de Deus será proferida ali mesmo onde se encontram.
Daí o conselho de Jesus: "Cuidado para que os vossos corações não fiquem pesados pela devassidão, embriaguez, preocupações da vida, a fim de que esse dia não os pegue de repente, como uma armadilha. [...] Vigiai, então, e rezai em todos os momentos, para serdes dignos de escapar de todas essas desgraças e de vos apresentardes com segurança diante do Filho do homem" (Lc 21, 34.36).

E Nossa Senhora ao padre Gobbi:

"A paz só pode chegar a vós pelo retorno da humanidade ao seu Deus, por meio da conversão, à qual neste meu dia ainda vos chamo, através da oração, do jejum e da penitência. Do contrário, no momento em que todos gritarem por paz e segurança, desabará de improviso a desgraça" (8/12/1987).

Sinais precursores

Conforme Jesus e o Novo Testamento em geral, aquele dia e aquela hora serão precedidos por determinados sinais e acontecimentos que permitirão reconhecer a sua proximidade. Quais eles seriam?
O primeiro é a introdução dos povos pagãos na salvação messiânica de Jesus. Até a morte de Cristo, só o povo judeu professava a fé num único Deus. Agora, porém, o Deus de Israel é proclamado aos povos do mundo inteiro e, juntamente com ele, a boa nova da morte e ressurreição de Cristo. O Novo Testamento, considera esse anúncio a todos os povos como o processo mais importante do tempo, que o mundo conheceu. Os povos tomam consciência de que há um só Deus e um único Salvador, Jesus Cristo. Antes do segundo advento, "é necessário que o Evangelho seja pregado a todas as nações" (Mc 13,10), pois Deus quer "que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade" (I Tm 2,4).

A Carta aos Efésios chama a inclusão dos gentios na salvação de Cristo de "mistério" que "em outras gerações não foi manifestado aos homens", mas "agora é revelado pelo Espírito aos seus santos apóstolos e profetas, isto é, que os gentios são co-herdeiros conosco e participantes da promessa em Jesus Cristo, por meio do Evangelho" (Ef 3,3-6).

Outros sinais, porém, são menos agradáveis. Jesus anuncia que, antes da Sua volta, haverá um "crescimento da iniqüidade" (Mt 24,12). "A iniqüidade", explica Mussner, "é aquela que não se importa mais com as leis de Deus, principalmente como elas se encontram nos dez mandamentos". "Onde se manifesta hoje essa iniqüidade?" pergunta. E responde, citando uma série de situações mais graves, como o número crescente de adultérios e a grande quantidade de casamentos sem compromisso, que hoje ultrapassa as dezenas de milhões no mundo inteiro. A iniqüidade se manifesta de modo particular no assassínio de milhões de inocentes no seio materno, o que revela que a consciência moral, em grande parte, já foi destruída! "Quem ainda consulta sua consciência no campo econômico? Não se pode negar que a "iniqüidade" está realmente dominando."

Mussner continua desafiando o triste rosário da iniqüidade avassaladora:

1º) A expulsão de muitos milhões de pessoas de suas pátrias. O nosso é o "século dos fugitivos". Os campos de refugiados, que estamos acostumados a ver nos noticiários, que o digam.

2º) A opressão dos pobres e dos famintos, em grande parte da terra, com os quais Jesus se identificou: "Em verdade vos declaro: Todas as vezes que deixastes de o fazer a um destes pequeninos, foi a mim que o deixastes de fazer" (Mt 25,45).

3º) A repressão da liberdade, da fé e da consciência em diversos lugares da terra, não podendo negar-se que também a Igreja tem muita culpa, quando pensamos nos terríveis tempos da Inquisição e da caça às bruxas.

4º) O abuso do poder político, como já aconteceu inúmeras vezes na história - a história universal é sobretudo uma história do abuso inescrupuloso do poder. Ele alcançará o seu cume na gestão do anticristo.

5º) A propagação da pornografia, através da televisão, vídeos, filmes e revistas, onde até as mais vergonhosas perversões são vendidas como artigos de primeira necessidade - venda feita por um grupinho de comerciantes que faturam milhões. A esse grupo pertencem também os corruptores de menores, através do desencaminhamento dos meios de comunicação. E a destruição sistemática da consciência moral dos povos.

Na mesma ocasião em que Jesus falou sobre o crescimento da iniqüidade, também disse que nos últimos dias "o amor de muitos arrefecerá" (Mt 24,12). Embora não possamos negar que existem na sociedade atual autênticos sinais de amor, um egoísmo crasso toma conta das pessoas, uma preocupação exagerada consigo próprias, falta de tomada de consciência da fome que se espalha pelo mundo e que tem como um dos resultados a morte diária de quarenta mil crianças por desnutrição. Só no Brasil se fala na morte de uma criança por minuto.

A grande apostasia

Outro sinal mencionado pelo Novo Testamento como indicador do fim dos tempos é a grande apostasia, isto é, uma perda geral da fé, um esfriamento generalizado da fé. São Paulo advertia expressamente a comunidade de Tessalônica a não pensar que "o dia do Senhor estivesse perto [...] antes deve vir a apostasia" (II Ts 2,2.3). "Com isso" explica Mussner, "quer-se dizer uma apostasia mundial de Deus, a propagação mundial do niilismo, do existencialismo absurdo e do ateísmo. Já ninguém mais se importa com o Criador nem com o Redentor. Deus é declarado morto. As pessoas chegam a se vangloriar de terem rompido com Ele".

Essa apostasia está ligada à iniqüidade: "Antes, deve manifestar-se o homem da iniqüidade, o filho da perdição, o adversário, aquele que se levanta contra tudo o que leva o nome de Deus, ou o que se adora, a ponto de tomar lugar no templo de Deus e apresentar-se como se fosse Deus" (II Tm 3,1-4). A descrição calha perfeitamente ao mundo de hoje.

A todos esses fenômenos, Mussner acrescenta a deterioração da criação. Na Carta aos Romanos, vemos que também a criação "espera ser libertada da escravidão da corrupção" à qual foi submetida, para, por ocasião da volta do Senhor, "participar da gloriosa liberdade dos filhos de Deus. Pois saberemos que a criação inteira geme e sofre como que as dores de parto até o presente" (Rm 8, 21-22).

"O que o Apóstolo, na sua época", prossegue Mussner, "pensou ao escrever isso, não sabemos. Mas nós, homens do século XX, conhecemos sempre mais esse "gemido" da criação pelos riscos que lhe preparamos. Lembro apenas a poluição do meio ambiente, a destruição das florestas, o armamento mundial que pode destruir muitas vezes a terra. Não poderia ser tudo isso um sinal do fim próximo? "
Vejamos o que mais diz a Bíblia sobre a grande apostasia: "Muitos perderão a fé e se atraiçoarão uns aos outros" (Mt 24,10). "Nos últimos tempos, virão escarnecedores cheios de zombaria e dirão: "Onde está a promessa da sua vinda?"" (II Pd 3,3-4). "No fim dos tempos virão impostores, que viverão segundo suas ímpias paixões; homens que semeiam a discórdia, homens sensuais que não têm o Espírito" (Jd 18-19). Não escapam os próprios sacerdotes, segundo Maria ao padre Gobbi:

"Quantos são hoje os sacerdotes que se tornam vítimas de muitos erros. Estes são ensinados, difundidos, propagados, sob a forma de novas interpretações culturais de verdade [...], afastando grande número de meus filhos da verdadeira fé. Os vossos tempos são preditos pela Sagrada Escritura: surgem hoje muitos falsos mestres, que ensinam fábulas e afastam os fiéis da verdade do Evangelho" (8/9/1992).

Quatro anos antes, ela já tinha advertido:

"A hora da grande apostasia chegou. Está-se realizando tudo quanto foi predito pela divina Escritura, na Segunda Carta aos Tessalonicenses. [...] Essa grande apostasia difunde-se cada vez mais, também no interior da Igreja Católica. [...] O Papa não é mais escutado, e sim publicamente criticado e escarnecido. [...] Nestes tempos permanecerá na Igreja católica um "pequeno rebanho", que será fiel a Cristo, ao Evangelho e a toda a verdade" (11/6/1988).

O ninho das serpentes

Este mundo materialista e ateu começou a instalar-se nos tempos modernos, inicialmente circunscrito a pequenos grupos, fruto do racionalismo, do positivismo e do materialismo, sepultando verdades e valores construídos em milênios de cultura e de civilização. Mas o agravamento e a universalização dessa onda profana começou após a Segunda Guerra Mundial, mais atentamente a partir da década de 1960, espalhando-se rápida pelo mundo.

As primeiras vítimas foram a infância e a juventude, fazendo com que templos antes repletos de fiéis entrassem a esvaziar-se, a começar pelos países do primeiro mundo. São raros os casos de reação bem-sucedida contra essas ondas profanadoras, como seja a revolução islâmica do Irã. Na maioria dos templos da terra não se verifica mais a presença da juventude e de escolares; seus espaços ficam sempre mais vazios, somente ocupados por pessoas de idade, que representavam a velha guarda fiel. Quando também esta falhar por falta de renovação ou esgotamento, os templos fecharão, o que vem acontecendo na maioria dos países do primeiro mundo e já começa a acontecer no Brasil e na América Latina.

A doutrina religiosa não exerce mais influência sobre a grande maioria de jovens, vítimas das ondas nefastas que se propagam por toda a parte. Para eles, Deus e a eternidade já eram, são coisas ultrapassadas. Para agravar esse mal, surgem por toda a parte os pretensos sábios deste mundo que, acossados pela soberba do racionalismo, forjam teorias infundadas e gratuitas, espirituais da humanidade. E realmente os destroem porque, diante das frustrações e ilusões crescentes do mundo atual, essas teorias, por mais exóticas que sejam, são festejadas como importantes descobertas, logo transformadas em gritos de liberdade contra Deus e contra Seus mandamentos.
Então os ídolos tomam conta, configurando os adoradores da besta. O dragão vermelho (satã) e a besta negra jogam com os mais variados meios para iludir e tumultuar a humanidade: drogas, sexo, violência, assalto, seqüestro, terrorismo, corrupção, profanação, descrença, impiedade - todas as forças que nenhum poder humano consegue mais controlar. É o triunfo da apostasia sobre os valores divinos e humanos. A própria Igreja foi assolada por essa onda de apostasia"
(http://www.geocities.com/athens/aegean/6156/sec3.htm).

Como várias outras interpretações, essa já está ultrapassada, porque a morte de João Paulo segundo deveria ocorrer no segundo período dos chamados "sete anos" finais, e ocorreu sem nada do que disseram que iria acontecer. Assim, desnecessário comentar sobre cada detalhe, remeto o leitor ao texto que explica  A ORIGEM DA GRANDE TRIBULAÇÃO

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