AS MAIORES CRUELDADES PERTENCEM AO ÂMBITO RELIGIOSO -- 03/03/2007 -

 

Das várias penas de morte hoje ainda existentes e algumas que já ficaram no passado, as mais cruéis foram criadas sob o comando religioso. E as piores que subsistem são ainda praticadas por autoridades que dizem fazer as vontades divinas.

Atualmente, ainda são praticadas, segundo artigo da revista VIP de fevereiro/2007, o enforcamento (Estados Unidos, Japão, Irá, Iraque e mais 13 países da Ásia e África), o apedrejamento (Irã, Nigéria e mais cinco países), a decapitação (Arábia Saudita), o fuzilamento (China, Cuba, Estados Unidos e mais 13 países), a injeção letal (Estados Unidos, China, Guatemala, Tailândia), o sufocamento com gás (Estados Unidos) e a cadeira elétrica (Estados Unidos).

Das penas bárbaras que ainda se praticam hoje, a mais assustadora é o apedrejamento, que ainda pretende cumprir a vontade divina.

“Onde existe? Irã, Nigéria e mais cinco países.
Como começou? Vários séculos antes de Cristo, como punição para assassinato, blasfêmia e adultério.
Como mata? Atualmente, enterra-se o(a) condenado(a) num buraco – homens até a cintura, mulheres até acima dos seios. Um juiz religioso e pelo menos três testemunhas devem estar presentes e atiram as primeiras pedras, um por vez. Depois, qualquer pessoa pode atirar até a morte do ‘alvo’.
Em quanto tempo mata? Não há tempo médio previsto. Pode durar horas.
Dá para escapar com vida? Se a pessoa foi condenada por confissão, pode ficar livre se conseguir escapar do buraco. Mas condenados por testemunhos alheios voltam para o buraco ou são mortos a tiro.
Detalhes adicionais: pela lei, as pedras não devem ser grandes, a ponto de matar em apenas um ou dois golpes, nem pequenas demais. A preferência é por pedras pontudas e afiadas.” (VIP, fev/2007, pág. 18).

Como se vê, essa barbaridade foi criada pelos chamados servidores dos deuses, só persiste onde algum deus ainda domina as cabeças das autoridades, e cuidados são tomados para que os condenados não morram sem muito sofrimento. Só a maldade humana conjugada com a dos deuses ainda é capaz de manter tal prática.

O apedrejamento não é a pior coisa criada sob a inspiração divina. A mais horripilante execução, que nem mais existe oficialmente, foi muito usada pelos romanos, muito mais ainda por aquela que sempre disse seguir a vontade de um deus cheio de amor, a Igreja Cristã da Idade Média. Foi a queima em fogueira.

Quem já sofreu alguma pequena queimadura deve lembrar o sofrimento que isso causa. Mas imaginem agora: pela simples rejeição do ser sobrenatural que dizem ser dono do mundo, você poderia, gradativamente, sofrer alguns minutos de calor, que iria aumentando constantemente, depois começar ter sua pele assada, em mais alguns minutos começar a ver seu corpo derretendo (nesse ponto, imagino que a dor devia ser tão insuportável, que a vítima não sobreviveria por muitos minutos), até se transformar em cinzas. E, para apavorar mais ainda o povo, inventaram que uma pessoa que não crê nesse bom deus poderá ter esse suplício sem jamais ter um fim.

Quando vemos fato como o ocorrido há poucos dias, a nossa vontade é de ver o tal criminoso sendo arrastado pela rua como fez com aquele menino. Mas você, leitor, acha que precisaria prolongar tal sofrimento, caso possível, por diversos anos? Ou ele deveria ter uma vida eterna sendo arrastado? Se sua mulher se entregar para outro homem, é provável que você tenha vontade de matá-la ou bater nela, causando-lhe bastante sofrimento. Mas creio que não sejam muitos os que chegariam a querer colocá-la sobre um punhado de madeiras e ficar olhando-a até ela derreter no fogo. E, depois de tudo isso, ainda dizem: “Deus é amor”; “Deus é justo”; “Deus é nosso pai misericordioso”; “Deus perdoa”; etc. E, ainda, existem pessoas que dizem que, se todas as pessoas deixarem de crer em Deus, o mundo ficará muito ruim.  Não tenho medo de demônios, mas os deuses me assustam!

 

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