ME ENGANE, QUE EU GOSTO
(25/09/2009)

 

A natureza nos proporciona umas poucas décadas de vida e, quando vivemos o suficiente para deixar nossa semente, somos descartados tais qual uma planta, que seca ao final de sua vida útil.  O homem, entretanto, fugindo dessa dura realidade, conseguiu enganar-se a si mesmo para ser feliz.

 

No reino vegetal, uma planta nasce, cresce, dá flor e semente, depois seca, ficando outras em seu lugar para perpetuar a espécie.   No reino animal ocorre o mesmo. 

 

Um cabrito nasce e, em poucos minutos, já começa a pular e correr.   Vive uns poucos anos, deixando descendentes, e, quando está ficando velho, em regra, é morto pelo seu dono para servir de alimento.    Melhor sorte não tem um cabrito selvagem, que, ao começar a perder as forças, termina sua breve vida espedaçado pelos dentes de um predador.

 

O homem, por ter um sistema mais complexo, nasce mais frágil, leva vários meses para se colocar de pé e, só depois vários anos, é capaz de começar a enfrentar os perigos que a vida oferece.   Após alguns décadas de vida,  período suficiente para deixar descendentes, tal qual uma planta, definha e, se não sofrer um acidente, é vencido pelas bactérias, terminando sua curta existência.   Mas, para ser feliz, acredita que, após a morte, um dia retornará à vida, para nunca mais sofrer e para viver eternamente.

 

O homem primitivo, desconhecendo os fenômenos da natureza, imaginou a existência de seres sobrenaturais, seres invisíveis e superpoderosos capazes de comandar o destino do mundo. 

 

Buscando explicar tudo que era inexplicável, o animal inteligente, considerando-se muito superior aos outros, criou a lenda de que os deuses criadores de todas as coisas criaram milhares de espécies de animais e depois um homem, este diferente, à imagem e semelhança dos deuses.

 

Adaptando a antiga lenda ao monoteísmo, os antigos hebreus criaram duas novas versões:

 

Uma diz que Yavé, o único deus verdadeiro, criador de todas as coisas,  após criar os vegetais, criou todos os animais inferiores e, posteriormente, no sexto e último dia da criação, fez o homem e a mulher, esses à sua imagem e semelhança (Gênesis,  1:11-27).

 

A outra diz que Yavé, antes mesmo de criar os vegetais (Gênesis, 2: 4, 5) criou o homem do pó da terra (Gênesis, 2: 7), e, depois de criar o homem, "plantou o Senhor Deus um jardim, da banda do oriente, no Éden; e pôs ali o homem que tinha formado.  E o Senhor Deus fez brotar da terra toda qualidade de árvores agradáveis à vista e boas para comida, bem como a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal" (vers. 8, 9). 

Mais adiante, "Da terra formou, pois, o Senhor Deus todos os animais o campo e todas as aves do céu, e os trouxe ao homem, para ver como lhes chamaria; e tudo o que o homem chamou a todo ser vivente, isso foi o seu nome." (Gênesis, 2: 19).

E, como todos os outros animais tinham seus pares, e homem era sozinho, não encontrando entre os animais nenhum apropriado para lhe fazer companhia  (vers. 20), Yavé o adormeceu, tirou uma de suas costelas e dela fez a mulher (vers. 21, 22).

 

E, para tentar explicar por que nós temos sofrimento e morremos, veio a outra lenda: o pecado original:

 

Esta outra lenda também adaptada pelos hebreus ao monoteísmo diz que a mulher, ouvindo a voz "serpente, o mais astuto de de todos os animais do campo" (naqueles tempos animais eram capazes de falar como seres humanos), comeu do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal e deu para o homem, sendo os dois condenados ao sofrimento e à morte (Gênesis, cap. 3);  Aí estava a explicação para todos os males que sofremos durante a vida e o nosso futuro inevitável, a morte.

 

Prosseguindo na adaptação de outros antigos contos, informaram os escritos sagrados dos hebreus que Yavé certa vez, devido ao aumento da maldade humana, provocou uma inundação geral, que eliminou quase toda a vida existente na terra, deixando apenas alguns exemplares de cada espécie e uma família humana, que repovoou o mundo (Gênesis, 7).

 

Posteriormente, após a humanidade tornar a decepcionar o criador, este teria escolhido um homem justo, chamado Abraão, para representá-lo em meio a esse mundo abominável, e da descendência desse Abraão teriam surgido os hebreus, que deveriam dominar sobre todas as nações da Terra (a fonte dessa informação abrange desde o Gênesis até os livros de Reis e Crônicas e os famosos salmos de Davi).

 

Mas o deus dos hebreus, enquanto eles não conheciam os babilônios, eram um deus severo, que vingava a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e a quarta geração (Êxodo, 20: 5), e, como prêmio aos obedientes, oferecia somente riqueza, longa vida e uma descendência numerosa.  Nenhuma promessa de ressurreição e vida eterna foi feita aos abençoados Abraão, Isaque e Jacó.

 

No entanto, após a vida hebraica sob o cativeiro babilônicos, com a assimilação das crenças daquele povo, o deus hebreu começou a torná-los mais felizes.  Surgiu a promessa de uma ressurreição e uma nova vida, esta eterna e sem sofrimento.  O primeiro dos santos homens de Yavé a receber a promessa de ressurreição para a vida eterna teria sido o profeta Daniel (Daniel, 12: 13).

 

No livro das crônicas dos hebreus um de seus mais famosos reis teria recebido a seguinte promessa de domínio do mundo:


"Quando forem cumpridos os teus dias, para ires a teus pais, levantarei a tua descendência depois de ti, um dos teus filhos, e estabelecerei o seu reino. Esse me edificará casa, e eu firmarei o seu trono para sempre. Eu lhe serei por pai, e ele me será por filho; e a minha misericórdia não retirarei dele, como a retirei daquele que foi antes de ti; mas o confirmarei na minha casa e no meu reino para sempre, e para sempre o seu trono será firme. Conforme todas estas palavras, e conforme toda esta visão, assim falou Natã a Davi". (I Crônicas, 17: 3, 11-15).

Essa promessa de Yavé ficou ratificada com mais ênfase no livros dos Salmos:


"Achei Davi, meu servo; com o meu santo óleo o ungi. A minha mão será sempre com ele, e o meu braço o fortalecerá. O inimigo não o surpreenderá, nem o filho da perversidade o afligirá. Eu esmagarei diante dele os seus adversários, e aos que o odeiam abaterei. A minha fidelidade, porém, e a minha benignidade estarão com ele, e em meu nome será exaltado o seu poder. Porei a sua mão sobre o mar, e a sua destra sobre os rios. Ele me invocará, dizendo: Tu és meu pai, meu Deus, e a rocha da minha salvação. Também lhe darei o lugar de primogênito; fá-lo-ei o mais excelso dos reis da terra. Conservar-lhe-ei para sempre a minha benignidade, e o meu pacto com ele ficará firme. Farei que subsista para sempre a sua descendência, e o seu trono como os dias dos céus. Se os seus filhos deixarem a minha lei, e não andarem nas minhas ordenanças, se profanarem os meus preceitos, e não guardarem os meus mandamentos, então visitarei com vara a sua transgressão, e com açoites a sua iniqüidade. Mas não lhe retirarei totalmente a minha benignidade, nem faltarei com a minha fidelidade. Não violarei o meu pacto, nem alterarei o que saiu dos meus lábios. Uma vez para sempre jurei por minha santidade; não mentirei a Davi. A sua descendência subsistirá para sempre, e o seu trono será como o sol diante de mim; será estabelecido para sempre como a lua, e ficará firme enquanto o céu durar." (Salmos, 89: 20-37).

Quando Israel, o reino do Norte, caiu sob o jugo da Assíria (II Reis, 17: 1-6), e Judá estava ameaçado do mesmo destino, o profeta Miquéias renovou a promessa:

“Mas tu, Belém Efrata, posto que pequena para estar entre os milhares de Judá, de ti é que me sairá aquele que há de reinar em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade. Portanto os entregará até o tempo em que a que está de parto tiver dado à luz; então o resto de seus irmãos voltará aos filhos de Israel. E ele permanecerá, e apascentará o povo na força do Senhor, na excelência do nome do Senhor seu Deus; e eles permanecerão, porque agora ele será grande até os fins da terra. E este será a nossa paz. Quando a Assíria entrar em nossa terra, e quando pisar em nossos palácios, então suscitaremos contra ela sete pastores e oito príncipes dentre os homens. Esses consumirão a terra da Assíria à espada, e a terra de Ninrode nas suas entradas. Assim ele nos livrará da Assíria, quando entrar em nossa terra, e quando calcar os nossos termos. E o resto de Jacó estará no meio de muitos povos, como orvalho da parte do Senhor, como chuvisco sobre a erva, que não espera pelo homem, nem aguarda filhos de homens. Também o resto de Jacó estará entre as nações, no meio de muitos povos, como um leão entre os animais do bosque, como um leão novo entre os rebanhos de ovelhas, o qual, quando passar, as pisará e despedaçará, sem que haja quem as livre. A tua mão será exaltada sobre os teus adversários e serão exterminados todos os seus inimigos. Naquele dia, diz o Senhor, exterminarei do meio de ti os teus cavalos, e destruirei os teus carros; destruirei as cidade da tua terra, e derribarei todas as tuas fortalezas. Tirarei as feitiçarias da tua mão, e não terás adivinhadores; arrancarei do meio de ti as tuas imagens esculpidas e as tuas colunas; e não adorarás mais a obra das tuas mãos. Do meio de ti arrancarei os teus aserins, e destruirei as tuas cidades. E com ira e com furor exercerei vingança sobre as nações que não obedeceram.” (Miquéias, 5: 2-15).

Em resumo, um rei judeu deveria derrotar a Assíria quando ela tentasse fazer em Judá o que fizera em Israel, os israelitas seriam repatriados e reunidos aos judeus, e o domínio judaico do mundo seria sem fim.

Todavia, os fatos frustraram irreparavelmente essa promessa, quando Josias foi morto em batalha pelo faraó Neco, e quem passou a comandar Judá desde então foi o Egito (II Reis, 23: 29, 30, 33-36; 24: 7-14).

A realidade: Talvez a profecia tenha sido criada nos dias em que o rei da Assíria destruiu várias cidades de Judá e impôs aos judeus pesado tributo. Entretanto, em vez de um belemita libertar Judá, repatriar Israel e formar aquele reino inabalável, nem houve quem salvasse Israel, e Judá caiu sob o jugo egípcio (II Reis, 23: 29, 30, 33-36; 24: 7-14). A profecia não se cumpriu, mas o povo ainda continuou pensando que um dia viria esse salvador.

A assíria perdeu seu poder, mas não foi derrotada por um ungido Judá, e sim pelo rei de Babilônia. A situação piorou para os dois reinos, que nem mais tiveram reis, caindo a promessa de o trono de Davi permanecer "para sempre", ainda que seu povo descumprisse o pacto de Yavé (Salmos, 89: 20-37).

Nos dias do domínio babilônico, o profeta Isaías teria pronunciado novamente a palavra de Yavé, anunciando a queda de Babilônia, a construção da nova Jerusalém (Jerusalém havia sido destruída pelo império babilônico), e a paz perpétua do povo:

"E Babilônia, a glória dos reinos, o esplendor e o orgulho dos caldeus, será como Sodoma e Gomorra, quando Deus as transtornou" (Isaías, 13:19)

"Pois eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão: Mas alegrai-vos e regozijai-vos perpetuamente no que eu crio; porque crio para Jerusalém motivo de exultação e para o seu povo motivo de gozo. E exultarei em Jerusalém, e folgarei no meu povo; e nunca mais se ouvirá nela voz de choro nem voz de clamor. Não haverá mais nela criança de poucos dias, nem velho que não tenha cumprido os seus dias; porque o menino morrerá de cem anos; mas o pecador de cem anos será amaldiçoado. E eles edificarão casas, e as habitarão; e plantarão vinhas, e comerão o fruto delas. Não edificarão para que outros habitem; não plantarão para que outros comam; porque os dias do meu povo serão como os dias da árvore, e os meus escolhidos gozarão por longo tempo das obras das suas mãos: Não trabalharão debalde, nem terão filhos para calamidade; porque serão a descendência dos benditos do Senhor, e os seus descendentes estarão com eles. E acontecerá que, antes de clamarem eles, eu responderei; e estando eles ainda falando, eu os ouvirei. O lobo e o cordeiro juntos se apascentarão, o leão comerá palha como o boi; e pó será a comida da serpente. Não farão mal nem dano algum em todo o meu santo monte, diz o Senhor" (Isaías, 65: 17-25).

 

Note-se que, até aí, nada haveria de sobrenatural: os judeus dominariam o mundo, e a vida seria melhor, mas continuaria cheia de pecados e morte.

Novamente, a promessa não se cumpriu, e eles continuaram passando de um jogo para outro: após Babilônia, veio Medo-Pérsia, depois Grécia, depois Roma. A afirmação nunca mais se ouvirá nela voz de choro nem voz de clamor caiu no vazio; Jerusalém foi novamente destruída.

 

Nos dias em que o império grego estava dividido, quando Antíoco Epífanes profanou o templo de Jerusalém e estabeleceu sobre ele sacrifícios aos seus deuses, Judas Macabeu conseguiu restabelecer o santuário. Parece que nesses dias é que apareceu a profecia de Daniel falando da abominação assoladora: os capítulos 8 a 12 de Daniel (o livro de Daniel não é uma seqüência, mas os capítulos 7 e 8 foram até escritos em línguas diferentes, o primeiro, que parece ter vindo por último, em aramaico e o segundo em hebraico, conforme informam alguns estudiosos).

Se dessa vez o povo acreditou que iria ser estabelecido aquele reino inabalável para sempre, isso também não ocorreu.

O capítulo 7, que parece ter sido escrito depois do 8, já apresenta uma história muito parecida, mas o período de "um tempo, dois tempos e metade de um tempo" de assolamento e "destruição do poder do povo santo" já não era mais de um rei oriundo dos gregos, e sim do império seguinte, representado pelo "quarto animal", na visão de quatro animais que representavam os últimos reinos do mundo antes do estabelecimento do eterno reino de Israel. Em ambos os capítulos, era prevista a vitória final do povo de Yavé, para não ser molestado nunca mais.

Afirmam alguns comentaristas de Daniel que o povo judeu reconhecia a vitória de Judas Macabeu como o cumprimento da profecia sobre o fim da desolação. Mas, como o capítulo 7 apresenta a desolação procedente do quarta animal, que, que muitos dizem se enquadrar ao império romano, os evangelistas Mateus e Lucas apresentaram, após a destruição de Jerusalém do ano 70 AD, palavras atribuídas a Jesus, afirmando que a "abominação da desolação de que falou o profeta Daniel" se referia àquele período que eles já estavam vivendo nos dias em que foram escritos os evangelhos:

"Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel no lugar santo (que lê entenda)" (Mateus, 24: 15). "Quando, pois virdes Jerusalém sitiada de exércitos, sabei que está próxima a sua devastação" (Lucas, 21: 20). "Porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido, e nem haverá jamais" (Mateus, 24: 21 [Referência a Daniel, 12:01]). "E, até que os tempos dos gentios se completem, Jerusalém será pisada por eles" (Lucas, 21: 20). "Estes por quarenta e dois meses calcarão aos pés a cidade santa.", completou o autor do Apocalipse (Apocalipse, 11: 2).

E a nova promessa de eternidade foi:

"Logo em seguida à tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento e os poderes dos céus serão abalados. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do homem vindo sobre as nuvens do céu com poder e muita glória. E ele enviará seus anjos com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus." (Mateus, 24: 29 a 31).

Isso foi inspirado nas palavras do livro de Daniel: "Eu estava olhando nas minhas visões noturnas, e eis que vinha com as nuvens do céu um como filho de homem; e dirigiu-se ao ancião de dias, e foi apresentado diante dele. E foi-lhe dado domínio, e glória, e um reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído" (Daniel, 7: 13, 14).       Vejam que aí o reino já seria diferente daquele previsto para após a queda de Babilônia.  O rei agora é sobrenatural, vindo do céu, com as nuvens.  

Ficou determinado na profecia de Daniel: "os santos lhe serão entregues na mão por um tempo, dois tempos, e metade de um tempo" (Daniel, 7: 25).

Aí ficou um problema sério para os defensores das profecias:

Se esse assolamento de "um tempo, dois tempos e metade de um tempo", três anos e meio se referia à profanação do templo por Antíoco Epífanes, a profecia não se cumpriu fielmente, porque "os santos", o povo judeu, não estabeleceram aquele reino eterno previsto. E as palavras de Jesus em Mateus e Lucas já seriam vazias de sentido.

Se, por outro lado, o quarto animal da profecia se referia mesmo a Roma, há outro problema a resolver: o tempo indicado são mesmo três anos e meio, ou cada dia representa um ano? Segundo os adventistas do sétimo dia, cada dia representa um ano.

Se os mil duzentos e sessenta dias devem ser considerados dias literais, a profecia caiu por terra também; porque os romanos teriam que ter dominado após a destruição de Jerusalém apenas três anos e meio, e os hebreus estabeleceriam o reino eterno previsto. Isso não aconteceu.

Se cada dia representam um ano, fica um pouco melhor, mas ainda não é possível ajustar os fatos à profecia, pela seguinte razão:

Mil duzentos e sessenta anos chegariam ao século 14, pouco depois do ano 1300 da Era Cristã.

Se "logo em seguida à tribulação", teria que ser estabelecido o reino, que, segundo os evangelhos teria Jesus como o rei (Mateus, 24: 29 a 31), isso também não deu certo; porque após o tempo determinado, já se passaram mais seis séculos, o mundo já foi dominado pela Igreja Católica, pela Inglaterra e, por último, pelos Estados Unidos.

Agora mestres religiosos tentam adaptar a besta do Apocalipse aos Estados Unidos. Mas tudo é tentativa de desviar a realidade, uma vez que as promessas divinas falharam sempre.

Não obstante todos esses fracassos da chamada palavra divina, os judeus continuam esperando aquele messias que deveria ter vindo nos dias da Assíria, e os cristãos aguardam um retorno do Jesus que foi crucificado. E a Bíblia continua sendo "A VERDADE" para muita gente. Judeus e cristãos continuam tendo seu deus como uma realidade, apesar de tudo isso.

 

E a vida eterna?  Por que ela não foi prometida a Abraão, Isaque e Jacó?  Por que Davi nem Salomão não falaram da ressurreição?  Por que Jó disse que “Tal como a nuvem se desfaz e some, aquele que desce à sepultura nunca tornará a subir. Nunca mais tornará à sua casa, nem o seu lugar o conhecerá mais” (Jó, 7: 9, 10)?    A resposta é simples: os hebreus não conheciam essa idéia de ressurreição e vida eterna antes de viver na Babilônia.  

 

A realidade é que "como a nuvem se desfaz e some", como o cachorro vivem uma década e morre, o homem também tem igual fim.  Se a ressurreição fosse algo verdadeiro, procedente de um ser sobrenatural capaz de ressuscitar os mortos, esse deus teria prometido ressurreição desde o Gênesis.  E ela só apareceu nos dias em que viveram na Babilônia. Mas a crença na ressurreição tem seu lado positivo.  O cristão se sente feliz quando pensa que depois desta vida terá uma outra, eterna e sem sofrimento.  Ou seja, engana-se para ser feliz.

 

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