ORIGEM DE DEUS  E O DOMÍNIO DA RELIGIÃO

 

Assim como todos os animais imaginam um grande animal invisível ao ouvir um trovão, o homem imaginou um ser invisível, ao qual chamou deus, transformando-o no criador de todas as coisas. E até hoje a maioria da humanidade reverencia esse ser, e alguns ainda continuam matando e morrendo por ele.

 

Uma gazela, quando ouve um rugido, sente que há um leão por perto; por isso foge para outra direção.   Mas, quando ouve um trovão, sente a presença de um animal assustador, porém não sabe para que lado fugir. Entretanto, com o tempo, percebe que esse animal não quer comê-la; pois ele nunca aparece.

Aquele animalzinho que vivia nas florestas africanas há cerca de seis ou sete milhões de anos também ouvia um trovão e imaginava essa terrível fera, contra a qual nem nos galhos das árvores deveria estar seguro. Deveria passar muito medo até entender que esse bicho não era um predador.  E seus descendentes gorilas, chimpanzés, bonobos, e outros também passam muito susto até entender que não serão comidos por esse animal invisível, a menos que vejam um raio matar outro animal, tendo aí razão para temê-lo sempre.

Semelhantemente aos gorilas, chimpanzés, etc., aquele primata que aprendeu a andar sobre os dois membros traseiros e usar os dianteiros para manejar objetos como defesa, esse também vivia a vida inteira pensando sobre esse monstro que ruge tão forte mas nunca é visto, e vez ou outra lança algum raio arrasador em algum lugar.

Com o passar do tempo, esse animal excepcional, criando um código sonoro que traduz toda imaginação para passar informações detalhadas aos seus familiares, começou a arquitetar um meio de atrair a amizade desse ser tão poderoso.

Certo dia, alguém teve uma ideia que parecia brilhante. Como toda fera gosta muito de carne e sangue, essa deveria ficar feliz se lhe fossem oferecidos seres vivos para devorar.  E, tendo em vista que alguns animais eram mortos e queimados pelo fogo dos raios que esse ser produzia, o ideal seria matar algum ser vivo e queimar para satisfazê-lo.  Estava resolvido o problema.  O animal invisível estaria feliz e não iria prejudicar o homo sapiens. E, por milhares de anos prosseguiu a humanidade matando animais e os próprios seres humanos para oferecer em sacrifício a esse ser imaginário. 

 

 

A evolução da comunicação levou a outras conclusões, como a existência, não de um ser sobrenatural, mas vários, que deviam ter funções distintas sobre os destinos dos seres vivos.  E, com certeza, cada um deles teria criado um animal à sua imagem e semelhança para colocar no mundo.   E todos esses seres invisíveis, aos quais chamaram deuses, certamente deveria gostar de sacrifícios de vidas.  Assim, por todas as partes do planeta o homem chegou com seus sacrifícios aos deuses. 

 

Certo dia, alguém no Oriente Médio, ou no Egito, concluiu que todos estavam enganados. Aquela grande quantidade de deuses não passava de ideias equivocadas da humanidade. O deus real era só um e, embora invisível, tinha a aparência humana; por isso tinha criado o homem à sua imagem e semelhança  e dado a ele o domínio sobre todos os animais (Gênesis, 1: 26). Acertou quase cem por cento em relação à quantidade de deuses. Daí em diante todos deveriam honrar e oferecer sacrifício só àquele deus verdadeiro.  Quem adorasse os outros deuses deveria ser eliminado.  Desde então, começaram as guerras santas; pois a maioria dos povos não aceitaram a ideia, e começaram a matar seus semelhantes em defesa dos seus deuses, matança essa que alguns estúpidos perpetuaram até os nosso dias.

 

E, por incrível que pareça, a humanidade ainda elege por maioria de votos, um deus que criou um universo constituído de um mundo em forma de um disco ou um quadrado que ele "estendeu" "sobre as águas" (Salmos 136:6) de um grande oceano, coberto por um céu cheio de pequenas estrelas e "dois grandes" astros hoje chamados Sol e Lua (Gênesis, 1: 9-16); um deus cheio de características humanas reprováveis: ciumento, vingativo, cruel, sádico. 

 

Aquele grande animal imaginário invisível que assusta todos os animais foi transformado gradativamente pelo homem, até se tornar o monstro que afogou os seres vivos do mundo inteiro (Gênesis, 6 e 7), estimula as pessoas a fazer coisas erradas para depois castigá-las (Êxodo, 4: 21; 8: 19; 9: 12; Deuteronômio: 2: 30; Josué, 11: 20) e, para demonstrar melhor sua barbaridade e seu sadismo, lança em um lago de fogo, para sofrer uma tortura eterna (Marcos 9:44), uma pessoa que simplesmente não acreditar que ele exista (Marcos 16:16).  E, não obstante, é considerado, por bilhões de humanos, perfeito justo e bom.

 

 

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