QUEM PAGA PELO ERRO?

 

"A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniqüidade do pai, nem o pai levará a iniqüidade do filho. A justiça do justo ficará sobre ele e a impiedade do ímpio cairá sobre ele" (Ezequiel 18:20)

 

            A salvação é individual, quem peca, erra, desobedece, este que recebe a punição, não existe fundamento para que diga que os filhos pagam pelos erros do pai nem pais pelos dos filhos; mas quem erra paga, e ninguém pode pagar pelo outro. A maldição vem sobre a o pecador, as bênçãos vem sobre o obediente, isto é a Palavra de Deus, o resto é conversa, engano e mentira. Ninguém pode fazer nada, ou transferir a sentença ou a culpa de um pelo outro, o que plantarmos isto colheremos. Se queremos que nossos filhos não sofram, não vão para o inferno, para a morte eterna, então devemos ensinar o Caminho  da verdade a eles. "Mas se o ímpio se converter de todos os pecados que cometeu, e guardar todos os meus estatutos, e proceder com retidão e justiça, certamente viverá; não morrerá.” (Ezequiel 18:21) Assim também  devemos parar de condenar, criticar alguém que viveu  a maior parte da vida em erros pecados, crimes que aos olhos dos homens  seria quase imperdoável, mas não aos olhos de Deus, que a todos perdoa, quando nos arrependemos e nos convertemos a Ele, e uma vez que Jesus veio para salvar os pecadores; portanto independente de como a pessoa agiu no passado, mas se converteu de coração e vive de acordo com os preceitos do Senhor, ela se salvará. "De todas as transgressões que cometeu não haverá lembrança contra ele; pela justiça que praticou viverá.” (Ezequiel 18:22)Deus não leva em conta o tempo da nossa ignorância, mas quer que nos arrependamos, e depois que temos conhecimento da verdade somos cobrados. O Senhor quer que sejamos salvos, mas, pela nossa desobediências, Ele tem que agir, pois Deus age e vive pela sua Palavra, e não faz acepção de pessoas.

            "Desejaria eu, de qualquer maneira, a morte do ímpio? diz o Senhor DEUS; Não desejo antes que se converta dos seus caminhos, e viva? (Ezequiel 18:23) Deus não quer que  ninguém  sofra, que ninguém passe por sofrimentos e não deseja que ninguém morra espiritualmente, que ninguém vá para o sofrimento e morte eterna, ao contrário quer que todos tenham vida, e por este motivo deu a vida do seu Filho único; mas se não obedecermos, se não mostramos amor a Ele por obediências com certeza só restará a morte. "Mas, desviando-se o justo da sua justiça, e cometendo a iniqüidade, fazendo conforme todas as abominações que faz o ímpio, porventura viverá? De todas as justiças que tiver feito não se fará memória; na sua transgressão com que transgrediu, e no seu pecado com que pecou, neles morrerá.”(Ezequiel 18:24).

(Fonte: e-mail de Atalaia de Deus, 22/11/2013)

 

Aí está a palavra de um profeta judeu em uma época em que o povo já estava um pouco mais civilizado, com um senso de justiça mais apurado do que quando começaram a escrever a Bíblia.

 

Conforme o autor da mensagem diz, "não existe fundamento para que diga que os filhos pagam pelos erros do pai", com isso concordamos plenamente.   Esse é um dos motivos por que rejeitamos a palavra do deus da Bíblia, uma vez que é nessa mesma Bíblia que está escrito, dizem ter sido pelo dedo do seu deus, "porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam" (Deuteronômio, 5: 9).

 

O registro de I Reis 11:34, 35 confirma essa justiça primitiva de Yavé: "Todavia não tomarei da sua mão o reino todo; mas deixá-lo-ei governar por todos os dias da sua vida, por amor de Davi, meu servo, a quem escolhi, o qual guardou os meus mandamentos e os meus estatutos. Mas da mão de seu filho tomarei o reino e to darei a ti, isto é, as dez tribos". Jeová estaria vingando a idolatria de Salomão no seu filho, nos termos do segundo mandamento.

A justiça divina segundo os hebreus teria sido executada também sobre Canaã por causa do desrespeito de seu pai, Cão, pela palavra de Noé (Gênesis, 9: 20-27). O filho, que nada tinha feito, foi amaldiçoado, e toda a sua descendência, pela maldade do pai.

 

Ademais, o deus dos judeus se mostra um deus tão bárbaro, vingativo, inclemente, que, segundo essa "palavra divina", todos nós temos todos os sofrimentos da vida e morremos, porque a primeira mulher comeu uma fruta proibida.  Naquele tempo, época em que cobra falava, não havia perdão.

 

Nos dias do profeta Ezequiel, os judeus já conviviam com povos mais civilizados, ou seja, menos bárbaros do que eles, e já estavam aprendendo um pouco sobre justiça.  

 

Mas o mais grave e injusto prevaleceu no cristianismo: um deus que não castiga segundo a medida da culpa, aplicando uma pena perpétua, e não faz diferença entre quem comete um erro e quem comete dez ou mais:

"Porque se voluntariamente continuarmos no pecado, depois de termos recebido o pleno conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados, mas uma expectação terrível de juízo, e um ardor de fogo que há de devorar os adversários." (Hebreus, 10: 26, 27)."Pois qualquer que guardar toda a lei, mas tropeçar em um só ponto, tem-se tornado culpado de todos." (Tiago, 2:10).

"E se a tua mão te fizer tropeçar, corta-a; melhor é entrares na vida aleijado, do que, tendo duas mãos, ires para o inferno, para o fogo que nunca se apaga." (Marcos, 9: 43).

 

O conceito divino de justiça sempre foi aquele oriundo do pensamento do povo adorador de um deus. Por trás da propagada onisciência de um ser sobrenatural, a realidade que encontramos na palavra divina sempre foi o pensamento do povo da época em que se escreveu um livro sagrado.

 

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