RIQUEZA CONDENADA

 

A mensagem cristã prega riqueza ou pobreza?  Qual seria o destinos dos ricos na visão do personagem Jesus Cristo?

 

Pastor Silas Malafaia desafia blogueiros e sites cristãos a provarem através da Bíblia que a teologia da prosperidade está errada
Por Dan Martins em 3 de junho de 2012

O pastor Silas Malafaia, em seu último programa Vitória em Cristo, no dia 02/06, fez um desafio aos críticos de seu trabalho e da mensagem pregada em torno da prosperidade. O pastor desafiou tais críticos a provarem teologicamente que sua pregação está biblicamente errada. “Chegou o grande dia, o dia que eu estou desafiando muitos críticos que gostam de dizer que estou no besteirol da teologia da prosperidade”, afirmou o pastor no início do programa.

Malafaia veiculou em seu programa o vídeo da primeira parte de uma pregação na qual fala de prosperidade e desafiou seus críticos a contradizerem sua mensagem à luz da Bíblia. O pastor afirmou que destina seu desafio a sites de notícia, blogueiros e “ilustres desconhecidos”, que estão tentando ficar conhecidos através de críticas a quem está na mídia.

A pregação, intitulada “Uma vida de prosperidade” foi proferida pelo pastor em um culto de ceia ministrado na Arena HSBC, no Rio de Janeiro. Ele inicia sua pregação pedindo que os fiéis analisem e suas palavras antes de “recebê-la” porque, segundo ele, se trata de uma mensagem que tem preconceito de cristãos, medo de pastores falarem do assunto, ação do diabo para neutralizar os fiéis sobre o assunto, bravatas emocionais, argumentos filosóficos e “pouca Bíblia”. “Duvide, critique e determine”, orienta.

Em sua pregação o pastor discorreu sobre três tópicos a respeito do assunto: “O que é a oferta”, “Características de um verdadeiro ofertante”, e “Resultados na vida do ofertante”.

Malafaia citou o texto de 2ª Coríntios capítulo 9, que ele afirma ser o melhor compêndio do Novo Testamento sobre o assunto, para explicar o que é a oferta. Malafaia afirmou que a oferta é um meio de se receber o favor divino e um meio de felicidade. Ele explica ainda que a oferta é um serviço para Deus, através do qual o ofertante será recompensado.

Em vários momentos da mensagem o pastor frisou que não estava pregando uma mensagem apelativa emocionalmente, mas sim ensinando os fiéis de acordo com a Bíblia.

Afirmando que “Deus trabalha com a lei da recompensa”, Malafaia explicou o terceiro tópico da sua mensagem, falando das consequências da oferta na vida de quem a dá. Explicando que o fiel vai colher aquilo que planta, o pastor falou que “tão importante quanto a qualidade da oferta, é a qualidade do solo”, e criticou aqueles que, segundo ele, “gostam de dar oferta pra picareta”. Ele lembra ainda que quem semeia muito é que vai colher muito.

Após a exibição da pregação, o pastor afirmou no programa que “negar que a Bíblia fala sobre prosperidade, é negar a própria Palavra”, e que “prosperidade é obedecer as leis de Deus”. “Se você não crê em prosperidade é porque você não crê na Bíblia”, ressaltou.

Malafaia concluiu seu programa afirmando que é totalmente transparente nas ofertas que recebe, e que investe milhões em programas de televisão e obras sociais. Ele encerrou o programa afirmando que continuará falando sobre o assunto no próximo programa e desafia: “tenta me contraditar, não fica inventando filosofia barata não. Não bota em blog e em site não, me contradiz na Bíblia. Diz que eu interpretei errado, ou cala sua boca, e deixa de ser um crítico mané que fica falando bobagem e colocando minhoca na cabeça do povo de Deus”.

http://noticias.gospelmais.com.br/malafaia-desafia-provarem-teologia-prosperidade-errada-36528.html

 

Vejamos agora se a mensagem cristã original pregava alguma prosperidade:

 

"E disse Jesus: As raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça. (Mateus 8:20)

Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. (Mateus 6:19,20)

Para os teólogos da prosperidade o apóstolo Paulo pode ser considerado o mais fracassado ministério de todos os tempos.
Ele não foi rico, não possuiu grandes propriedades, não teve carros, cavalos e barcos, não morou em mansões, nem tampouco possuiu ouro, prata e riquezas. Para piorar a situação, o apóstolo aos gentios, recebeu dos judeus quarentenas de açoites, foi açoitado com varas, apedrejado, sofreu três naufrágios, passou uma noite e um dia no abismo. Em viagens muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos com os patrícios, em perigos com os gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos, em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejum muitas vezes, em frio e nudez. Além disso ele foi preso algumas vezes, lançado em cárceres fétidos e mal cheirosos, tendo morrido na mais profunda miséria.
Para os defensores da teologia da prosperidade Paulo não estava na visão e por não possuir a unção de Deus morreu a mingua.
Pois é, pobre Paulo, miserável Paulo, não pode ser comparado aos apóstolos de hoje que são homens "ungidos" além de proprietários de jatinhos e mansões e milhões.
Pobre que nem Paulo, só um tal de Jesus de Nazaré." (Comentário do leitor Eudes Andrade)

 

 E, para completar a mensagem de pobreza do comentário de Eudes Andre, temos esta, atribuída ao próprio Jesus:  "E outra vez vos digo que é mais fácil um camelo passar pelo fundo duma agulha, do que entrar um rico no reino de Deus." (Mateus, 19:24).

 

E depois de tudo isso, esses pastores milionários ainda acham que podem entrar nesse reino de Jesus!

 

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