O SANTO SUDÁRIO REPRODUZIDO

 

Depois da prova de Hernan Toro de que o sudário de Turim não envolveu um corpo, agora Luigi Garlaschelli reproduziu a famosa mortalha.

"O suposto tecido que teria coberto o corpo de Jesus, quando este foi enterrado, continua gerando polêmica.

O cientista italiano Luigi Garlaschelli afirmou ter conseguido reproduzir o Sudário de Turim. Segundo ele, isso é prova de que a mortalha de linho, adorada pelos cristãos, por supostamente ter envolvido o corpo de Cristo após sua crucificação, teria sido forjada para atrair fiéis durante a Idade Média.

O Santo Sudário mede 4,36 m de comprimento por 1,10 m de largura, e tem a imagem invertida, como se fosse um negativo, do corpo de um homem crucificado. Isso levou católicos durante séculos a associarem esta mortalha como sendo a utilizada por Cristo.

As manchas no tecido lembram a parte da frente e das costas de um homem barbudo, de cabelos compridos, braços cruzados no peito e marcas, que aparentam ser filetes de sangue vindos dos pulsos, pés e lateral do corpo, as quais corresponderiam às descrições bíblicas das feridas que Cristo teria sofrido durante sua provação e crucificação.

Professor de química orgânica na Universidade de Pavia, Itália, Garlaschelli utilizou técnicas e materiais disponíveis, também na Idade Média, para envelhecer a mortalha.

Teriam sido usados pigmentos, ácidos, altas temperaturas e lavagens. Conclusão: o resultado seria bem parecido com o sudário original.

Datações com carbono 14 determinaram que a mortalha provavelmente é de algum momento entre o século 13 e 14.

A igreja em nenhum momento confirmou que o tecido era de fato o que envolveu Jesus. Ela apenas se pronunciou falando que, sendo verdade ou não, é uma maneira de os fiéis lembrarem da Paixão de Cristo e das lições de amor, humildade e fé do catolicismo."

Revista Sexto Sentido, n. 108, pág. 5).

 

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