OS ÚLTIMOS SETE ANOS DO MUNDO MAIS UMA VEZ -- 01/01/2007 -

Chegou 2007. Mais uma vez estamos no fim do mundo. Estamos passando mais uma vez pelo período da grande tribulação. Na década de 1990, existiu essa expectativa. E, se você não se lembra, ou não tomou conhecimento, na década de 1980 também já estivemos nos últimos sete anos do mundo. E, se você não conhece bem a Bíblia, ou a conhece como os religiosos explicam, fique sabendo que o fim dos pecados e o estabelecimento da justiça eterna foi previsto para ocorrer há bem mais de dois milênios e meio. Mais uma vez a volta de Jesus está próxima. Até quando continuaremos vendo e ouvindo essas previsões?

2007, segundo previsão piramidológica, é o limite da história da humanidade. Mas a previsão de que vamos falar aqui leva o mundo um pouquinho para frente. Os últimos três anos e meio são contados a partir da morte do Papa João Paulo II. Assim o fim deverá ser, segundo esses videntes, no final de 2008.

"A duração da grande tribulação é oficialmente estabelecida em sete anos, ou "uma semana de anos", terminologia criada por Moisés e empregada nas revelações do profeta Daniel. Trata-se exatamente da última semana de anos (últimos sete anos) das "setenta semana de anos" que lhe foram reveladas. É o tempo final do nosso mundo, que será destruído em grande parte para ser inteiramente renovado pelo poder de Deus. Na esteira da destruição acontecerá também "o fim da prevaricação pela redenção dos pecados e expiação da iniqüidade, instauração de uma justiça eterna, fim [cumprimento] das visões e profecias e a unção do Santo dos santos" (Dn 9,24).

Esses últimos sete anos que precedem a vinda de Cristo se dividem em dois períodos iguais, de três anos e meio cada um, isto é, 42 meses ou 1.260 dias - períodos mencionados quatro vezes em Daniel e cinco no Apocalipse.

Nos primeiros três anos e meio, as turbulências serão de menor gravidade, e os acontecimentos ou tripulações permanecem ocultos, sendo que poucos fatos vêm à tona. Nos bastidores da história, secreta e ardilosamente, armam-se esquemas e tramas que irão evoluir em grandes catástrofes nos anos seguintes.

No segundo período, que terá início com a morte ou afastamento do Papa João Paulo II, será oficialmente abolido o santo sacrifício da missa, começando, a partir daí, a precipitação dos graves acontecimentos. Vejamos o que diz Daniel: "No meio da semana cessará o sacrifício e a oblação" (Dn 9,27). Designa-se esse fato também como "abominável desolação", expressão consagrada posteriormente nos Evangelhos, onde Jesus acrescenta: "Quem ler o profeta Daniel, procure entender" (Mt 24,15).

A partir desse marco inicial - a supressão oficial do santo sacrifício da missa -, que Jesus, em Suas atuais mensagens a Vassula, denomina "o Meu sacrifício perpétuo", a situação irá se agravando mais e mais. Começará pela abertura dos sete selos, degenerando em catástrofes sempre maiores à medida que se aproximam os derradeiros dias desses três anos e meio.

O Apocalipse desenha o avanço do caos em três escaladas ou séries: são os sete selos que se abrem, as sete trombetas que ressoam e as sete taças derramadas. Não se trata de três conjuntos sucessivos de fatos, e sim de três conjuntos de acontecimentos paralelos. O número sete deriva provavelmente dos sete anos da grande tribulação, mas não tem nexo algum com os sete anos propriamente ditos, já que a maioria dos fatos indicados ocorre no final do sétimo ano. O paralelismo se confirma, por exemplo, no sexto selo, sexta trombeta e sexta taça: são três acontecimentos cruciais, praticamente simultâneos, terríveis catástrofes situadas no período final da grande tribulação. A identidade dos fatos é nítida entre a sexta trombeta e a sexta taça, ao passo que a abertura do sexto selo, que acontecerá "logo após a tribulação daqueles dias" (Mt 24,29; Mc 13,24), tem particular afinidade com a sétima taça".
(http://www.geocities.com/athens/aegean/6156/sec3.htm)

Após a morte de Aledrande Magno, o poderoso império grego foi dividido entre seus quatro generais: Cassandro, Lisímacus, Ptolomeu e Seleucus. Conforme registrado no primeiro livro dos Macabeus, o rei sírio Antíoco IV, o oitavo da dinastia selêucida (de Seleucus) tentou acabar com a religião judaica matando Onias, o ungido sumo sacerdote judeu, destruindo o templo de Jerusalém e oferecendo sacrifícios aos seus deuses sobre o altar de Yavé e proibindo os hebreus de praticar a sua religião. Ele fez "cessar o sacrifício contínuo e a oferta pelos pecados" (Daniel, 9: 27). Após anos de "grande tribulação" sofrida por aquele povo, um judeu chamado Judas, diante da desolação em que se achava a cidade santa, preparou seu exército contra o opressor e conseguiu vencer a guerra, restaurando o santuário. Naqueles dias é que devem ter aparecido as predições constantes dos capítulos 8 a 12 de Daniel, que são tidas como escritas cerca de quatro séculos antes pelo profeta, que vivia na corte de Nabucodonozor. (Para maiores detalhes, veja
A ORIGEM DA GRANDE TRIBULAÇÃO).

A predição levam os judeus a acreditarem que dali em diante seria estabelecido seu reino eterno. Mas, como sabemos isso não ocorreu. Como os hebreus se livraram de Antíoco IV, mas não formaram o reino eterno que a profecia prometia (capítulos 8 a 12), e caíram sob o poder romano, talvez seja nessa época que tenha surgido a visão do capítulo 7.

O capítulo 7 de Daniel fala de um período de destruição do poder do povo santo muito semelhante ao que consta dos capítulo 8 a 12; todavia, o agente autor do assolamento já seria alguém procedente de um império poderoso simbolizado por um animal terrível, de dez chifres, com dentes de ferro, que todos dizem ser o Império Romano. No final desse tempo de sofrimento, à semelhança da predição do capítulo 8, deveria vir o reino eterno do povo de Yavé.     

Coincidentemente, no ano 70 da era atual, o exército romano destruiu a cidade santa e novamente começou um período muito apropriadamente chamado de "grande tribulação". Os judeus foram dispersos pelo império, perdendo sua pátria. Alguns anos depois das destruição da cidade santa, foram escritos os vários evangelhos cristãos, dos quais no século IV a igreja cristã romana escolheu quatro para fazer parte da bíblia cristã.

Nos evangelhos de Mateus e de Lucas, consta Jesus, o messias dos cristãos, ter avisado aos seus seguidores sobre a destruição da cidade, dizendo ser "o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel" (Mateus, 24: 15). (Isso também só foi escrito depois do fato, a destruição de Jerusalém)  Aí estava, pela terceira vez, a promessa do reino: "Logo depois da tribulação daqueles dias, escurecerá o sol, e a lua não dará a sua luz; as estrelas cairão do céu e os poderes dos céus serão abalados. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão vir o Filho do homem sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. E ele enviará os seus anjos com grande clangor de trombeta, os quais lhe ajuntarão os escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus" (Mateus, 24: 29-31).   

Observe-se que, cada vez que o tempo passa, e a profecia não se cumpre, aparece alguém para reeditá-la adaptada ao seu tempo.  Só os religiosos não percebem isso.

Para os cristãos primitivos, a morte do ungido (sacerdote Onias) passou a ser a crucifixão de Jesus; a cessação do sacrifício (quando Antíoco profanou o templo judeu e substituiu os sacrifícios da Lei Mosaica pelos sacrifícios aos seus deuses) passou a ser tida como a abolição do sacrifício de animais através do sacrifício de Jesus, que é o cerne da doutrina cristã.

O fim da primeira profecia diz: "E desde o tempo em que o holocausto contínuo for tirado, e estabelecida a abominação desoladora, haverá mil duzentos e noventa dias" (Daniel, 12: 11). Fala também de "um tempo, dois tempos, e metade de um tempo", três anos e meio (Versículo 7).

Novamente a profecia falhou, porque nada se cumpriu em três anos e meio após a crucificação de Jesus. Como Jerusalém foi destruída pelos romanos pouco mais de trinta anos depois da época que dizem ter ocorrido a execução de Jesus, daí é que deve ter surgido uma nova interpretação: cada dia representaria um ano. Assim, esse período de grande tribulação chegaria ao ano 1330.

O ano 1330 passou e mais vários séculos, até que, no século XIX, um grupo de protestantes americanos fez nova interpretação das profecias de Daniel, dizendo que o assolador era o poder papal, sendo os três anos e meio os mil duzentos e sessenta anos de 538 a 1798, ano em que o papa foi aprisionado por Napoleão Bonaparte. Dessa interpretação, surgiu a Igreja Adventista do Sétimo Dia, para quem Jesus estava prestes a chegar, como continua às portas até hoje.

No século passado, na década de 80, um novo interprete considerou que os dez reinos seriam a Comunidade Econômica Européia, que, nos dias em que ele escrevia, 1982, contava exatamente com dez países. Disse: "Portanto, a união da Europa é um seguro sinal dos tempos. Sinal que se tornou mais evidente quando a Grécia foi escolhida para completar o número de dez países membros do Mercado Comum Europeu. Jesus vem breve!" (Abraão de Almeida, em Deus Revela o Futuro, página, 29).

Tão seguro estava Abraão de que sua interpretação era a verdadeira! Mas bastaram apenas mais quatro anos, para que a Espanha e Portugal quebrassem a harmonia do seu cumprimento profético.

Esta é a história da COMUNIDADE ECONÔMICA EUROPÉIA (European Economic Community) - "Criada em 1957 (Tratado de Roma) pela Alemanha, Bélgica, França, Itália, Luxemburgo e Holanda; em 1973, aderiram a Dinamarca, a Grâ-Bretanha e a Irlanda; em 198l, a Grécia foi admitida, seguida de Portugal e Espanha em 1986" (Almanaque Abril, 1990, página 637). Em 1986, já não era mais dez o número de países componente da comunidade, mas DOZE. O reino da "ponta pequena", que abateria "três reinos" (Daniel, 7: 7, 8 e 24) não apareceu. (Para maiores detalhes, veja
OS DEZ REINOS DA PROFECIA DE DANIEL E APOCALIPSE).

Na década seguinte, apareceu nova interpretação:
"Esta profecia das sessenta e nove semanas foi cumprida literalmente desde a ordem para restaurar Jerusalém até a morte de Jesus e a destruição de Jerusalém. Somente agora depois de muitos anos é que podemos ver os sinais da septuagésima semana ou última semana, que são os últimos sete anos do mundo divididos em dois tempos: três anos e meio mais três anos e meio... Isto é o que podemos ver literalmente com estes acordos mundiais e a dissolução do comunismo. Cada um procura como exercer domínio sobre os outros. Até que se levante um homem, na metade dos sete anos, que com a ajuda de dez países, tome o domínio total do mundo, este homem é chamado pelos apóstolos de o anti-Cristo ou a besta, disse o profeta em Apocalipse..." (Revelação, nº 1, abril/90, pág. 3 e 4).

Em 1992, um dos pregadores dessa idéia chegou até a apontar Boris Yeltsin como a pessoa que representaria a besta do Apocalipse e o assolador da profecia de Daniel.

Mais uma vez, os anos passaram com seus intérpretes, e nem besta, nem cordeiro, nem fim do mundo.

Agora, a mais nova é essa citada no início deste artigo. A morte do ungido (Sumo sacerdote Onias) já se tornou a de João Paulo II; a supressão do "sacrifício contínuo" (sacrifício judaico suprimido por Antíoco IV) é tida como a abolição da missa. Tendo falecido o papa em 5 de Abril, 2005, o fim de tudo, "últimos três anos e meio" ficou determinado para outubro de 2008. A morte do papa teria que ocorrer mesmo, como a de cada um de nós. A missa, por outro lado, deverá um dia deixar de ser celebrada, mas não agora (se a interpretação fosse algo certo, ela teria sido suprimida no ano passado). Isso só ocorrerá no dia em que o conhecimento estiver bem mais avançado, quando o último deus passar para o campo da mitologia como os milhares de outros que já foram cultuados.

Como vimos acima, os últimos sete anos do mundo não são novidade. Na década de 80 estavam os últimos sete anos do mundo, também na década de noventa se repetiram esses sete anos. Talvez até ainda se repitam na próxima década. Mas acredito que um dia esse povo venha a desistir de dizer bobagem.


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