O Brasil não precisaria importar diesel, caso não tivesse ocorrido o golpe do impeachmant.

“A Petrobras não produz diesel em quantidade plena atualmente devido a uma combinação de fatores estratégicos, de mercado e de transição energética, mas planeja atingir autossuficiência até 2031.
Estratégia de produção e autossuficiência
A Petrobras tem planos de ampliar a produção de diesel em até 500 mil barris por dia até 2031, o que permitiria não apenas atender toda a demanda interna, mas também exportar o produto, garantindo autossuficiência brasileira no futuro (Petronotícias, 2026)
(Petronotícias)
Atualmente, a empresa já aumentou a produção de diesel S10 em 70 mil barris diários com novas unidades de hidrotratamento e revamps em refinarias, e continua expandindo a capacidade em plantas como a RNEST (Petronotícias, 2026).
Fatores de mercado e geopolíticos
Cortes temporários no fornecimento de diesel, como os registrados em abril, refletem choques na oferta internacional de petróleo, como o fechamento do Estreito de Ormuz devido a tensões no Oriente Médio. Mesmo com produção nacional elevada, o Brasil ainda depende de importações para suprir a demanda total, o que influencia decisões de entrega e distribuição (Gazeta do Povo, 2026).
A Petrobras também busca estabilidade de preços e rentabilidade sustentável, evitando decisões precipitadas que possam comprometer o mercado interno.
Transição energética e diversificação
Além de fatores de curto prazo, a Petrobras está investindo na transição energética, diversificando seu portfólio para incluir biocombustíveis, diesel renovável e energias de baixo carbono. Essa estratégia visa reduzir a dependência exclusiva do petróleo e alinhar a empresa às metas de sustentabilidade e ao Acordo de Paris, sem comprometer a segurança energética do país (Nossa Energia, 2025; G1, 2025).
A causa preponderante, no entanto, foi a alienação de de refinarias no período de governo de extrema direuita:
Durante o governo de Jair Bolsonaro, 63 ativos da Petrobras foram vendidos, incluindo quatro refinarias. A refinaria Landulpho Alves (Rlam) foi a única que foi efetivamente vendida, enquanto outras refinarias como Refinaria Abreu e Lima, Refinaria Gabriel Passos e Refinaria Presidente Getúlio Vargas continuam sob controle da Petrobras.
Nos governos do Luiz Inácio Lula da Silva e da Dilma Rousseff, não houve venda de refinarias da Petrobras. Pelo contrário, nesse período a estatal investiu na ampliação do parque de refino, com projetos de novas unidades e modernização das existentes.
Já no governo do Michel Temer, começou o plano de venda de ativos da Petrobras, mas nenhuma refinaria chegou a ser vendida de fato nessa fase.
“Foi no governo do Jair Bolsonaro que aconteceram as vendas na prática. Nesse período, algumas refinarias foram repassadas para a iniciativa privada:
RLAM (Bahia) → vendida e virou Refinaria de Mataripe
REMAN (Amazonas) → vendida
SIX (Paraná) → vendida
Mesmo com essas vendas, várias refinarias importantes continuam sob controle da Petrobras, mostrando que não houve privatização total.”
<https://www.auditorioibirapuera.com.br/quantas-refinarias-foram-vendidas-no-governo-bolsonaro/>
Não houve privatização total; todavia só a completa privatização da distribuição ao consumidor já foi um estrago gigantesco. Quando o país sofre um golpe, seus efeitos vão bem além do fim do governo golpista. Caso não se tivesse concretizado o golpe do impeachment, hoje a Petrobrás, não só estaria em condições de produzir todo o diesel de que precisamos, como também estaria levando o combustível até o consumidor, o que nos proporcionaria um combustível mais barato. O golpe trouxe efeitos deletérios que perdurarão por décadas.
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