Dona Maria, analfabeta, não tem emprego, e tem 3 filhos. Para tirar Dona Maria da miséria, o Estado dá uma ajuda chamada bolsa-família.
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Todo mês, Dona Maria recebe aquela pequena ajuda, vai à Mercearia do Senhor Manoel, compra frutas, verduras, arroz, feijão, óleo, produtos de limpeza e, se sobra alguma coisa, compra um pouco de carne; de vez em quando alguma roupa.
Aquele dinheiro que Dona Maria paga na mercearia, o senhor Manoel usa para comprar novas mercadorias, compra frutas e verduras e cereais produzidas pelo senhor Silvestre.
O dinheiro pago ao senhor Silvestre, ele utiliza como parte do pagamento a um empregado do seu sítio, e esse empregado também gasta o valor em algum comércio, que o utiliza para comprar mais mercadorias.
Como Dona Maria, há milhões de pobres que recebem o bolsa família e gastam em alguns comércios; e assim, todo o valor gasto pelo governo com o bolsa-família, circula contribuindo para a economia em geral. E assim, o que o Estado gasta com o que não têm ajuda a aumentar a riqueza de muitos.
Na hipótese de termos um novo governo de direita que acabe com o bolsa-família, como já foi sugerido por determinado candidato, esses milhões de pobres voltam para a miséria, o comércio em geral tem uma grande queda nas vendas, os produtores têm uma demanda muito menor por seus produtos, a arrecadação tributária cai, o desemprego aumenta, e o país volta ao mapa da fome mais uma vez.
Como a direita tende a reduzir ou eliminar os programas sociais, quem raciocina bem não deverá desperdiçar seu voto com os inimigos do povo. Espero que a maioria dos brasileiros raciocine e faça o L novamente, e o Brasil possa voltar a ter um crescimento como teve na primeira década deste século.
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