Eu sou desse tempo.
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Todos essas coisas existiam nos ambientes em que passei mais de duas décadas de vida. Muitas coisas não eram ruins. Mas, quanto ao respeito, isso deixava muito a desejar. O buling nas escolas era livre. Professor só intervinha quando a vítima reagia com violência. Se a vítima ficasse calada, tudo parecia normal. Nunca ouvi professor dizendo para os alunos que criticar uma pessoa por ela ser negra era racismo, algo errado, ruim. A palavra “racismo” não existia onde nasci. Nunca vi professor dizer a alunos para não criticarem homossexuais; e era mais fácil professor se unir aos alunos críticos nessa hora. Se alguém tivesse um defeito físico ou alguma enfermidade que o tornasse desagradável aos olhos dos colegas, essa pessoa era criticada abertamente; e professor nem via! Só via quando alguém revoltado agredisse esses imbecis que se sentiam engrandecidos ao zombar dos problemas dos outros. Eu próprio, que tinha muita dificuldade para falar, quando deixava colega machucado, todos os colegas eram convidados a correr atrás de mim para me capturar para a professora dar um castigo. E, como um menino magrelo que era, embora fosse capaz de correr mais do que todos os outros, eu parava todos na pedrada. Tinha que brigar mais do que estudar. Por muito anos fui uma pessoa bastante agressiva em razão do tratamento que recebia.
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