JOHN ROGERS, UMA VÍTIMA DA FÉ

John Rogers (c. 1505 – 4 de fevereiro de 1555) foi um clérigo inglês, tradutor da Bíblia e comentarista. Ele guiou o desenvolvimento da Bíblia de Mateus em inglês vernáculo durante o reinado de Henrique VIII e foi o primeiro mártir protestante inglês sob Maria I da Inglaterra, que estava determinado a restaurar o catolicismo romano.


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Em 16 de agosto de 1553, ele foi convocado perante o conselho e convidado a ficar em sua própria casa. Seus emolumentos foram retirados e sua prebenda foi preenchida em outubro. Em janeiro de 1554, Bonner, o novo bispo de Londres, o enviou para a prisão de Newgate, onde se deitou com John Hooper, Laurence Saunders, John Bradford e outros por um ano. Suas petições, seja por um tratamento menos rigoroso ou pela oportunidade de expor seu caso, foram desconsideradas. Em dezembro de 1554, o Parlamento promulgou novamente os estatutos penais contra os lolardos, e em 22 de janeiro de 1555, dois dias após sua entrada em vigor, Rogers (com outras dez pessoas) veio perante o conselho na casa de Gardiner em Southwark, e se defendeu em o exame que ocorreu. Em 28 e 29 de janeiro, ele compareceu à comissão nomeada pelo cardeal Pole e foi condenado à morte por Gardiner por negar hereticamente o caráter cristão da Igreja de Roma e a presença real no sacramento. Ele esperou e encontrou a morte com alegria, embora tenha sido negado até mesmo um encontro com sua esposa. Pouco antes da execução, Rogers recebeu uma oferta de perdão se se retratasse, mas recusou. Ele foi queimado na fogueira em 4 de fevereiro de 1555 em Smithfield. O Bispo Thomas Cranmer, que encorajou a Bíblia de Mateus, foi executado em 1556 também pela Rainha Maria I da Inglaterra. Antoine de Noailles, o embaixador francês, disse em uma carta que a morte de Rogers confirmava a aliança entre o papa e a Inglaterra. Ele também falou do apoio dado a Rogers por grande parte do povo: “até seus filhos o ajudaram, confortando-o de tal maneira que parecia que ele tinha sido levado a um casamento”. Um busto em sua memória foi erguido na Igreja de St John, Deritend, em 1853, por assinatura pública. John Rogers.”

(https://pt.wikipedia.org/wiki/John_Rogers)
 

John Rogers, como milhares de outros, não teve coragem de salvar a própria vida, certamente imaginando que, se retratasse daquilo que cria tão firmemente, se livraria de uma fogueira mas poderia ser queimado pela eternidade naquele mundo imaginário que a religião criou.

Essas pessoas nos deixam um exemplo de quão terrível é o poder da fé.  Se, por um lado, leva pessoas a se entregarem à morte pelo temor de uma punição pior no futuro, por outro lado, leva os que estão com poder a cometer as piores atrocidades, imaginando estarem cumprindo a vontade de um ser imaginário.

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