MASSACRE DE JUDEUS DE YORK



 16 de Março de 1190. Massacre de judeus na Torre de Clifford, em York


Torre de Clifford, em York

A história resume-se nisto: Ricardo de Malbis devia dinheiro ao judeu Aarão de Lincoln. Como não queria pagar, a pretexto de um incêndio em York incitou os populares a atacarem um agente de Araão e outros judeus. O líder da comunidade judaica pediu, por isso, refúgio para si e para mais judeus no Castelo de York, que nessa época era de madeira. A multidão cercou o castelo durante vários dias até que no dia 16 de Março de 1190 o castelo ardeu. Uns morreram com o fogo, outros mataram-se para não se entregarem à multidão enfurecida e os que se renderam foram massacrados, apesar da promessa de clemência. Terão morrido entre 150 e 500 judeus neste episódio.

No castelo actual, que é de construção posterior e está em ruínas, lê-se numa placa:

“Na noite de 16 de Março de 1190, sexta-feira, cerca de 150 judeus e judias de York, tendo pedido protecção ao Castelo Real contra a multidão atiçada por Richard Malebisse e outros, preferiram morrer às suas próprias mãos a renunciar à sua fé”.

<http://tribodejacob.blogspot.com/2010/03/16-de-marco-de-1190-massacre-de-judeus.html>

Em nome de um deus, pessoas são capazes de se submeter à tortura e morte, nas mãos de outros adoradores do mesmo deus, e cada lado considera o lado oposto inimigo desse deus.  E o deus? Se existisse, faria o que dizem que fazia em um passado distante, repreenderia quem estivesse errado.

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