MASSACRE DE SÃO BONIFÁCIO

28/12/2021


“O Massacre de São Bonifácio ou Massacre da Ponte foi um assassinato em massa (ou massacre), ocorrido em 29 de dezembro de 1987, na cidade de Marabá, de garimpeiros de Serra Pelada pela Polícia Militar do Pará com o auxílio do Exército Brasileiro. A manifestação que gerou o conflito bloqueou o acesso à Ponte Mista de Marabá e pedia a reabertura do garimpo de Serra Pelada.[1]

O conflito tem características muito semelhantes aos do massacre dos sem-terra em Eldorado do Carajás, em 1996. Contudo este ocorreu quase dez anos antes, na ponte sobre o Rio Tocantins, no caminho das locomotivas que transportam minério de Carajás para Itaqui, no Maranhão.[2]

Este massacre é nomeado desta forma devido ao fato de que ele ocorreu num dos dias litúrgicos de Papa São Bonifácio I. A maioria dos garimpeiros era devoto católico, e naquele dia clamava pela unidade de luta dos trabalhadores, mimetizando o Papa São Bonifácio I, que clamou pela unidade da igreja. Alguns fontes se referem ao caso como o “Massacre da Ponte”[3] ou “Chacina da Ponte”.[4]”
<https://pt.wikipedia.org/wiki/Massacre_de_S%C3%A3o_Bonif%C3%A1cio> acessado em 28/12/2021.

“Conhecido como ‘o massacre da ponte de Marabá’, mais de 300 pessoas que participavam de uma manifestação por direitos trabalhistas no garimpo de Serra Pelada, foram encurraladas por policiais militares paraenses a cerca de 70 metros de altura do Rio Tocantins. Mais de 30 anos depois, o número de mortos ainda não está verdadeiramente desvendado. O governo, à época, sinalizava com dois mortos, conta que subiu para nove nos anos que se seguiram, mas registros apontam de 50 a 79 desaparecidos em decorrência dos conflitos.

‘Para nós, garimpeiros, temos mais de 70 desaparecidos e para o Estado, como sempre, onde não há corpo não há vítimas, eles desapareceram com todos os corpos e esses dados não aparecem de forma oficial’, aponta o garimpeiro Etevaldo Arantes, que aos 22 anos, participava da manifestação de trabalhadores e trabalhadoras em Serra Pelada (PA) e foi um dos sobreviventes do episódio.

‘Ficamos completamente cercados. Foi um troço muito absurdo, uma comunidade cercada para todos os lados sem poder sair para lado nenhum, porque todos os lados haviam policiais’, relembra Arantes, hoje com 55 anos e integrante de uma das cooperativas de garimpeiros que resiste na região.

<https://www.brasildefato.com.br/2020/01/26/qual-a-historia-por-tras-do-massacre-da-ponte-de-maraba/>

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