A religião, muitas vezes, diz ser correto algo que para o Direito não é justo; pois enquanto o direito é moderno, a religião permanecesse retrógrada.
O direito evolui, enquanto a religião permanece baseada em pensamento obsoleto. O direito laico se pauta em estudos sobre a realidade vivida pela sociedade do momento. A religião, por sua vez, tem como princípios imutáveis aquilo que um povo bárbaro de três, quatro ou cinco mil anos atrás pensava ser direito e vontade de um ser onisciente. Aí está o risco de o Estado ter normas criadas por religiosos.

Quem matar, ou roubar, ou cometer qualquer outro crime e se arrepender depois tem o perdão da igreja. Mas quem salvar a vida de uma criança grávida em decorrência de estupro é condenado. Aí está a mais tosca concepção de justiça que, indiferente ao progresso humano, ultrapassou séculos e milênios, subsistindo nas mentes de milhões de pessoas ainda no Século XXI.