09 de Fevereiro de 2011 – 03:34
Templos foram saqueados e incendiados como forma de exigência de pena de morte a um cristão

Jacarta. Um grupo de muçulmanos indonésios incendiou e depredou igrejas cristãs e enfrentou a Polícia, ontem, em meio a uma onda de violência religiosa no maior país islâmico do mundo.
Dois dias depois de um grupo de muçulmanos ter linchado até a morte três membros de uma pequena seita islâmica, uma multidão de muçulmanos furiosos atearam fogo a dois templos cristãos e saquearam um terceiro na cidade de Temanggung, no centro da ilha de Java, segundo a Polícia.
Os fatos ocorreram durante confrontos com a Polícia quando o grupo reclamava a pena de morte para um cristão condenado por blasfêmia contra o islã.
Eles exigem a pena de morte para Antonius Bawengan, 58, cristão condenado a cinco anos de prisão por distribuir panfletos considerados ofensivos ao islamismo.
“Hoje (ontem) foi o auge do julgamento. A multidão gritava que ele deveria ser condenado à morte ou ser entregue ao público”, afirmou Djihartono, porta-voz da Polícia de Java Central.
Os manifestantes gritavam “morra, morra” do lado de fora do tribunal, e “queimem, queimem” ao seguirem em direção às igrejas, em uma região de Java onde muçulmanos e cristãos convivem pacificamente. Uma escola católica também foi vandalizada.
Os cerca de 1.500 manifestantes também atiraram pedras contra a Polícia, que respondeu com gás lacrimogêneo e tiros de advertência para o alto. Uma viatura policial foi queimada em meio à confusão, que começou em frente à corte e se espalhou pelas ruas do bairro.
O mais recente ato de violência religiosa na Indonésia, geralmente citada como exemplo de país pluralista, coincide com um aumento da pressão sobre o governo para que combata o extremismo e reforce seu compromisso com a diversidade.
Legislação
A Constituição indonésia garante liberdade religiosa, mas grupos de defesa dos direitos humanos afirmam que a violência contra minorias – incluindo cristãos e ahmadis – só aumentaram desde 2008.
Organizações como a Anistia Internacional indicam que a intolerância está em alta na Indonésia, país de 240 milhões de habitantes, dos quais 80% são muçulmanos.
Ahmadis
Na segunda-feira (7), a imprensa indonésia divulgou um vídeo com imagens fortes, que mostram como membros de um movimento religioso minoritário são linchados por uma multidão de muçulmanos sem que a polícia intervenha.
As imagens foram filmadas no domingo em um povoado no oeste de Java, onde mais de 1.000 pessoas, armadas com machados e pedaços de pau, atenderam à convocação de organizações islâmicas para impedir uma reunião da seita dos ahmadis em uma casa particular. Três membros do movimento religioso morreram, segundo a Polícia.
Os ahmadis, movimento pacifista, contam com 500 mil fieis na Indonésia, onde mais de 80% da população é de religião muçulmana.
Eles acreditam que Maomé não foi o último profeta do islã e dizem que Mirza Ghulam Ahmad, que fundou a seita na Índia no século 19, foi um sucessor e messias.
Um decreto do governo, adotado em 2008, proíbe os ahmadis de propagar sua fé.
<https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/ultima-hora/mundo/rebeldes-muculmanos-destroem-igrejas-cristas-1.27983>
Os hamadis são um exemplo do que é muito comum em religião: um grupo dissidente de uma forma uma nova dizendo ser os últimos mensageiros da verdade. Com o passar do tempo, outro grupo dissidente daquele repete o procedimento; e assim as religiões vão se multiplicando e cada uma mandando as outras para o inferno.
Muçulmanos matando cristãos virou coisa rotineira, uma vez que o Islamismo derivou do Cristianismo, que se considera substituto do Judaísmo. E a morte está sempre nesse meio. O mais grave disso é que o livro sagrado do Islamismo tem como ordem divina matar e morrer pela causa desse adorado pelas três religiões. “Combaterão pela causa de deus. Matarão e serão mortos” (Surata, 9: 111).
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