COMO TRABALHAR COMO SE NÃO TRABALHASSE

Você sabia que há um modo de fazer isso?
Confúcio tem a solução.

“Escolha um trabalho que você ame, e não terá que trabalhar um único dia em sua vida”  (Confúcio)

Nem sempre a pessoa consegue, mas, quando podemos, é muito bom escolher um trabalho que gostamos de fazer.  Assim, quando você está no trabalho, o que você faz é como divertir-se em vez de trabalhar.

Na juventude, vivendo em meio rural onde a informação pouco chegava, eu nada sabia sobre Confúcio; mas já tinha comigo esse pensamento.   Aí, ao sair do trabalho rural, que para mim nem era algo desagradável, mas um exercício físico que me fazia sentir-me bem, em decidi ser fotógrafo, umas vez que tirar fotografia sempre me foi uma coisa agradável, bem divertida.

Por mais de quatro anos, naquele tempo em que não tínhamos telefone móvel, eu vivi passeando de bicicleta pela cidade com uma máquina fotográfica,  e o agradável trabalho ia aparecendo todos os dias.  Era muito bom trabalhar assim.  Era, como dito por Confúcio, como não trabalhar.   Retornando para o meu estado, não para a minha cidade natal, mas para a capital, senti que trabalhar com fotografia aqui não era tão lucrativo como onde morava antes.  Pela primeira vez, pensei em ser empregado.

Como datilografar era outra coisa que me divertia, eu decidi arranjar um emprego como datilógrafo.  Me inscrevi em 13 agências e não demorei a consegui um emprego onde me divertir.

Surgindo um concurso público, com a possibilidade de ganhar muito mais, fiz o concurso e me classifiquei bem, para continuar sendo datilógrafo, trabalhando menos horas e ganhando muito mais.  Me senti quase rico trabalhando em um tribunal.   Três anos depois, quando, no governo de Newton Cardoso, tivemos uma grande perda de remuneração, fiz simultaneamente dois outros concursos, um da Justiça do Trabalho e o outro do Tribunal de Alçada de Minas Gerais.   Como o Tribunal de Alçada estava pagando melhor do que o Tribunal Regional do Trabalho, eu fui para o Tribunal de Alçada.   Todavia, como Newton Cardoso continuou danificando o serviço público, e nos dias de Sarney foram repostas perdas remuneratórias dos servidores públicos, a Justiça do Trabalho já estava muito melhor do que a estadual, e eu precisei fazer novo concurso, e fui para a Justiça do Trabalho. 

Próximo ao fim do meu curso de Direito, surgiu o concurso de Oficial de Justiça, que era uma oportunidade de ganhar bem mais e trabalhar andando, o que seria também divertido.   Me tornei oficial de justiça e fui para a nova diversão.   Não era tão divertido, porque muitas vezes me sentia consternado pelas situações que via naqueles dias de FHC, quando houve mais falências do que em qualquer outra fase da história.   Nos dias de Lula a situação melhorou e as empresas já não sofriam tanto.

Após sofrer uma meningite, fiquei mais de quatro anos em licença, com grave perda de memória e depois ainda tive que trabalhar mais uns 3 anos em serviço interno antes de retornar ao cargo de oficial de justiça, no qual terminei a minha carreira de servidor público.   Posso dizer que segui o conselho de Confúcio, escolhi trabalhos que gostava de fazer. 

Já que você terá que ficar boa parte de sua vida no trabalho, ouça Confúcio.

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