Eu era ateu quando nasci. Via muitas coisas bonitas, algumas feias, mas nem me preocupava em saber como elas surgiram.
Clique na imagem para ver o vídeo

Ainda bem pequenininho, ouvi da minha mãe que havia um ser onipotente, onisciente, eterno, perfeito, justo e bom, chamado Deus, que tinha criado todas as coisas, mas tinha condenado todos nós ao sofrimento e à morte, porque a primeira mulher tinha comido uma fruta que ele proibira.
Eu achava aquilo injusto, porque não era ela, nem eu que tinha comido aquela fruta, mas uma mulher que teria vivido seis milênios atrás. Mas ela dizia que nós não entendemos e não podemos questionar a sabedoria divina, uma vez deus escreve certo por linhas tortas. Muito estranho isso de nós pagarmos pelo pecado de uma outra pessoa cujo erro teria sido comer uma fruta que o deus não queria que comesse; mas eu aceitava isso como verdade.
O que eu sabia era que o mundo iria acabar antes do ano 2000, e as pessoas boas iriam para o céu viver eternamente e sem nenhum sofrimento. Mas as pessoas que não fossem boas, ou que não fossem cristãs, iria ser lançadas num lago de fogo, onde nunca morreriam, mas ficariam sendo queimadas eternamente. Que coisa horrível!
Eu pensava: As pessoas cometem erros por uns poucos anos e, em vez de ser penalizada por determinado tempo, como acontece com quem comete um crime, ter uma pena de tortura eterna, não consigo entender como isso pode ser feito por um deus justo. Mas fui vivendo sem entender por que isso deveria ser assim.
Na adolescência, já ouvi que essa coisa de tortura eterna era interpretação errada. E aquele homem bom que conhecíamos como sucessor de São Pedro e representante do Jesus salvador, em vez disso, era a besta do Apocalipse. Até parecia fazer mais sentido, quando eu ouvia que esse homem é que comandou toda tortura e mortandade da Idade Média.
Entretanto, já adulto e um tanto religioso, comecei a perceber muitas contradições na doutrina que professava e comecei a pesquisar para descobrir qual das muitas igrejas estaria dizendo a verdade, já que nenhuma concordava totalmente com nenhuma outra, e cada uma se dizia a dona da verdade.
Ao estudar bem a fundo o nosso livro sagrado, descobri que era esse livro que não continha verdade alguma, mas era um amontoado de ontradições e absurdos escrito por um povo primitivo e bárbaro; e que muitas coisas que o deus criador teria dito não era verdade mas pensamento equivocado daquele povo, que imaginava que a Terra fosse plana e flutuasse sobre um grandes oceano.
Então, voltei a ser ateu como era quando nasci.
Ver mais RAZÕES PARA O ATEÍSMO