Estudantes chilenos foram às ruas protestar contra o presidente do país e repudiar a visita do presidente argentino Javier Milei. O ato reuniu milhares de manifestantes em repúdio às agendas dos dois governantes e as recentes controvérsias diplomáticas e econômicas da região. Compartilhe este vídeo para ampliar a visibilidade do momento, porque isso a Globo não mostra.
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“Protestos no Chile rejeitam encontro internacional da extrema direita
Mobilizações contra o Fórum de Madrid denunciam ofensiva autoritária; evento reúne Javier Milei, José Antonio Kast e aliados dos EUA
247 – Organizações políticas e movimentos de direitos humanos convocaram mobilizações contra o Fórum de Madrid em Santiago, no Chile, ao denunciarem que o encontro internacional da extrema direita busca legitimar discursos autoritários e ataques a direitos sociais, trabalhistas e civis. A reunião contará com os presidentes Javier Milei, da Argentina, e José Antonio Kast, do Chile, além de representantes dos Estados Unidos e da Europa.
As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (3) pela agência cubana Prensa Latina. Segundo a publicação, o Fórum de Madrid será realizado entre quinta e sexta-feira na capital chilena, sob protestos de setores progressistas contrários à presença da articulação ultraconservadora no país.
Na quarta-feira (2), integrantes de partidos políticos de esquerda e de organizações defensoras dos direitos humanos realizaram uma manifestação diante do Palácio de La Moneda, sede da Presidência chilena. Os participantes classificaram o evento como parte de uma ofensiva internacional destinada a tornar aceitáveis posições autoritárias e contrárias a direitos conquistados pela população.
Secretário político regional do Partido Comunista do Chile, Esteban Navarro afirmou que grupos associados ao ódio e à negação da história democrática não deveriam encontrar acolhida no país.
“Aqueles que vêm promover o ódio e o negacionismo não são bem-vindos em uma terra que conhece a dor e o preço da perda da democracia”, declarou Navarro.
A manifestação relacionou a realização do fórum à experiência histórica do Chile, que viveu uma ditadura militar entre 1973 e 1990. A crítica dos organizadores concentra-se na atuação transnacional de movimentos ultraconservadores e em suas posições sobre democracia, direitos civis e políticas sociais.
Milei, Kast e representante dos EUA participam do encontro
Além de Milei e Kast, a programação terá a presença da subsecretária de Estado para Diplomacia Pública dos Estados Unidos, Sarah Rogers, e do presidente da Heritage Foundation, Kevin Roberts. A fundação norte-americana é uma das organizações conservadoras com representação anunciada no encontro.
Também está prevista a participação da eurodeputada húngara Kinga Gál, identificada como aliada de longa data do ex-primeiro-ministro da Hungria Viktor Orbán. Representantes do partido espanhol Vox completarão o grupo de convidados estrangeiros citado pela Prensa Latina.
Criado em 2020 por Santiago Abascal, líder do partido da extrema direita espanhola Vox, o Fórum de Madrid articula organizações reacionárias da Espanha, dos Estados Unidos e de outros países. A iniciativa procura ampliar a coordenação política entre grupos de direita e extrema direita, especialmente na América Latina e na Europa.
A realização do encontro em Santiago coloca o Chile no centro dessa articulação internacional durante dois dias. Em resposta, partidos progressistas e entidades de direitos humanos pretendem manter a mobilização pública contra a agenda defendida pelos participantes.
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