A SEXTA-FEIRA DAS MENTIRAS

3 de abril

Como hoje é comemorado o Dia da Verdade, dois dias depois do Dia da Mentira, e é uma sexta-feira que comemora a morte de um personagem que nenhum escritor da época conheceu, além do que ninguém deles soube de uma crucifixão realizada no mês de abib do ano 33 ou outro próximo;  e uma crucifixão ocorria depois de um processo criminal, não podendo passar sem registro, eu não poderia deixar de lembrar o tanto de mentiras que esse dia comporta. E exatamente no dia 3 de abril que dizem ter ocorrido tudo isso que menciono a seguir:

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A primeira ocorre na dita “última ceia“.  Um evangelho informa ser no início da ceia que Jesus anunciou que seria traído por um de seus apóstolos; mas outro evangelho afirma ser no final da ceia; outro já diz que foi bem depois, após Jesus lavar os pés dos discípulos.   No mínimo aí teria 2 informações falsas, senão 3 versões de uma mesma mentira.

A segunda se refere ao canto do galo

Segundo o evangelho de Mateus, o apóstolo Pedro negou sua relação com Jesus por três vezes antes que o galo cantasse, ocasião em que ele lembrou que isso havia sido previsto por Jesus (vers. 69-75).
Já segundo Marcos, o galo já teria cantado uma vez, e a terceira negativa de Pedro antecedeu o segundo cantar do Galo (Marcos, 14: 68, 72).   Obrigatoriamente, uma dessas informações tem que ser falsa.

A terceira se refere à hora da crucifixão.  

Segundo Marcos, Jesus foi crucificado por volta da hora terceira, equivalente às nove horas do nosso calendário, uma vez que o dia judeu era composto de doze horas de noite mais doze de dia, terminando ao por do sol.   E Mateus não informa a hora, mas dá a entender que foi mesmo na parte da manhã. 

Todavia, segundo o Evangelho de João, ao meio dia ele ainda não havia sido crucificado: “E era a parasceve [sexta feira] pascal, cerca da sexta hora; e disse aos judeus: Eis aqui vosso rei. Eles porém clamaram…crucificai-o” (João 19:14-15).   Senão as duas, uma das informações tem que ser falsa.

Outro episódio contraditório é a referência a dois ladrões crucificados junto com Jesus

Segundo Mateus, as autoridades e o povo escarneciam dele e “O mesmo lhe lançaram em rosto também os salteadores que com ele foram crucificados” (Mateus, 27, 44).

Entretanto, o relato de Marcos diz que só um dos ladrões blasfemava contra ele, e o outro, arrependido dos próprios delitos, o repreendia. Assim diz o evangelho: “Então um dos malfeitores que estavam pendurados, blasfemava dele, dizendo: Não és tu o Cristo? salva-te a ti mesmo e a nós. Respondendo, porém, o outro, repreendia-o, dizendo: Nem ao menos temes a Deus, estando na mesma condenação? E nós, na verdade, com justiça; porque recebemos o que os nossos feitos merecem; mas este nenhum mal fez. Então disse: Jesus, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino.(Lucas, 23: 39-42).  Mais uma das diversas contradições que encontramos referente aos fatos daquele dia.

A seguir, vem o fato mais incomum que mais da metade do mundo teria visto, mas ninguém da época mencionou: uma escuridão de três horas:  

Entre a crucifixão e a morte de Jesus, dizem dois dos evangelhos que ocorreu uma escuridão sobre toda a terra, que durou três horas (Mateus, 27: 45; Lucas, 23: 44). 

Seria um fenômeno para ser visto por bem mais da metade do mundo. Todavia, nem naquele lugar, os que registravam os eclipses e outros fenômenos viram nada semelhante.  Só os evangelhos cristãos falam dessas “trevas sobre toda a Terra”.  Ademais, se tivesse ocorrido uma escuridão por três horas, mais da metade do globo terrestre teria presenciado o fenômeno. Como em nenhum lugar no mundo se viu isso essa escuridão, é de se deduzir sem dúvida que é uma mentira.

Após o eclipse excepcional,  vêm as últimas palavras do crucificado:

MATEUS diz: “Cerca da hora nona, bradou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactani; isto é, Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? ” (Mateus, 27:46).
LUCAS diz: “Jesus, clamando com grande voz, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, havendo dito isso, expirou” (Lucas, 23: 46)
JOÃO: “Então Jesus, depois de ter tomado o vinagre, disse: está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito” (João, 19: 30).    Três versões da mesma fake news.

Por último,  diz Mateus:

“E eis que o véu do santuário se rasgou em dois, de alto a baixo; a terra tremeu, as pedras se fenderam, os sepulcros se abriram, e muitos corpos de santos que tinham dormido foram ressuscitados;  e, saindo dos sepulcros, depois da ressurreição dele, entraram na cidade santa, e apareceram a muitos. (Mateus, 27: 51-53). 

Esse seria o fato a provocar maior tumulto.  Você já imaginou seu conhecido morto que você viu ser sepultado aparecer e aproximar-se de você no meio da rua?  Se você não tivesse um desmaio, você iria mostrar o fato a outras pessoas e isso inevitavelmente chegaria ao conhecimento público.  Todavia, ninguém registrou pelo menos que alguém tivesse dito que isso acontecera.  Só os evangelhos, escritos muitos anos depois, dizem que aconteceu.

Versões discrepantes sobre vários fatos, além de fenômenos inexplicáveis… Nem atualmente, com 8 bilhões de habitantes no planeta, com uma comunicação remota instantânea, conseguimos ver ou ouvir tantas lorotas referentes a um só dia num mesmo lugar.  


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