29/09/2017
Como gosto de ouvir a música “Ave Maria”, gosto da melodia, às vezes, se estou no trânsito, sintonizo às 18 horas uma emissora que toca a música, mas antes é feita esta horripilante oração:
“Ó São Lázaro, vós suportastes os sofrimentos da vida terrena com a certeza de alcançar a felicidade no céu; abre o meu coração à palavra de Deus na Bíblia e aos ensinamentos da palavra; dai-me um coração sensível às doenças e a miséria dos meus irmãos; abre meus olhos para ver e compreender que aquilo que se diz por aí: ‘O que aqui se faz, aqui se paga’, é uma sentença falsa e enganosa, porque a justiça perfeita e definitiva só acontece na outra vida. Ajuda-me a acreditar com firmeza na realidade do céu e do inferno, para que eu não venha a me arrepender quando já é tarde, como aconteceu com o rico da parábola. São Lázaro rogai por mim e por meus irmãos. Amém.”
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“justiça perfeita e definitiva“?!!!
Leiam a parábola (Lucas, 16: 19-31).
Estranha justiça divina – Na hipótese de isso ser uma realidade, esse deus seria justo? Se você viver cinco ou seis décadas, ou até mesmo duas ricamente, você estará fadado a passar a eternidade ardendo entre as inapagáveis chamas do inferno. Ou seja, por poucos instantes de prazer, você receberá uma tortura sem fim.
Tudo ou nada – Embora algum cristão tenha escrito que deus retribui a cada um segundo as suas obras, a crença expressa na parábola não mostra nada de retribuição com justiça. Diferentemente do ser humano, que estipula uma pena proporcional à gravidade do crime, esse deus teria colocado a humanidade inteira em dois grupos: um eternamente feliz e outro completamente infeliz para sempre.
Reprovação da riqueza – O cristianismo primitivo reprovava de todo a riqueza. O rico não fora para o inferno por ser mau, mas simplesmente por ser rico. A parábola mostra que ele era um indivíduo bom, que não desejava mal aos outros. Ele, na desesperadora e completamente irremediável situação, se preocupou com os que estavam vivos, pedindo para que avisassem a eles, para eles não terem o mesmo destino que ele. Se fosse um homem mau, não se importaria em prevenir seus irmãos para evitarem o sofrimento que ele não poderia mais evitar para si mesmo. Igualmente, o Lázaro não fora para o paraíso por ser bom, mas simplesmente por ser um miserável, que nem teria escolhido voluntariamente aquela vida. Isso fica bem claro nas palavras também atribuídas a Jesus: “E outra vez vos digo que é mais fácil um camelo passar pelo fundo duma agulha, do que entrar um rico no reino de Deus” (Mateus, 19: 24).
Fico pensando como um psicopata criou essa monstruosidade, e ainda no século 21, uma coisa dessa continua sendo apresentada à humanidade como “justiça perfeita e definitiva”!!!
Ver sobre CAMELO PASSAR PELO FUNDO DUMA AGULHA.
Ver mais sobre a parábola