Os deuses não protegeram seus rios, nem os seus fiéis, que têm morrido aos montes por infecções contraídas em suas águas durantes seus rituais. Até o Jordão, o rio mais sagrado do mundo, está tão poluído, que o batismo em suas águas colocam as almas em risco.
Segundo reportagem da Revista Planeta, de outubro 2010, páginas 24-31,
“Mais de 500 mil dos 10,3 milhões de mortes na Índia em 2004 resultaram de doenças propagadas pela água, de acordo com dados sobre a mortalidade global reunidos pela Organização Mundial de Saúde. Mas o caso do Ganges ganha importância especial pela relação religiosa do rio com a população – muitos indianos simplesmente se recusam a aceitar que aquelas águas tragam doenças” (Revista Planeta, outubro/2010, pág. 27).
Em relação ao Jordão, o mais sagrado rio do mundo (é sagrado para judeus, cristãos e muçulmanos), “‘Proibidos os batismos em virtude da poluição’, advertem os cartazes colocados pela vigilância santária israelense“. (Idem, pág. 30)
O poder de cura dos deuses, que tanto aparece na mitologia, aí fica claro que não existe. Batizar-se no Rio Jordão ou fazer banho de purificação no Ganges hoje é um pecado contra a saúde. Não se pode mais confiar no sagrado como antigamente.