TERRI SCHIAVO E O DIREITO DE MORRER


Terri Schiavo
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Terri Schiavo
Nome completo Theresa Marie “Terri” Schiavo
Nascimento 12 de março de 1963
Lower Moreland Township, Montgomery County, Pennsylvania, EUA
Morte 31 de março de 2005 (42 anos)
Pinellas Park, Flórida, EUA
Nacionalidade Estados Unidos estadunidense
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Theresa Marie Schindler-Schiavo (Lower Moreland Township, 3 de dezembro de 1963 — Pinellas Park, 31 de março de 2005) foi uma mulher de São Petersburgo (Flórida) que esteve no centro do movimento do direito a morrer nos Estados Unidos, tornando-se assim um ícone da questão da eutanásia no início do século XXI depois de passar quinze anos em estado vegetativo permanente e irreversível. Seu marido e guardião legal argumentou que Terri não queria ser mantida no suporte de vida, sem nenhuma perspectiva de melhora e lutou nos tribunais para remover seu tubo de alimentação. Os pais de Terri argumentaram em manter o suporte de vida, o tubo de alimentação e hidratação, alegando que ainda havia consciência. O caso foi amplamente coberto pela mídia e apresentou problemas legais e éticos, tendo envolvido até mesmo políticos, juízes da suprema corte e o presidente na época, George W. Bush.[1][2]



Terri sofreu uma parada cardíaca em casa, em São Petersburgo, no dia 25 de fevereiro de 1990. Foi ressuscitada e encaminhada ao hospital, mas sofreu extensos danos cerebrais devido à hipoxia e entrou em coma profundo. Depois de dois meses e meio sem melhora, seu diagnóstico foi alterado para estado vegetativo persistente. Por dois anos, os médicos tentaram fisioterapia e terapia com fonoaudiólogos, além de outras terapias experimentais na tentativa de trazê-la para o estado consciente, sem sucesso. Em 1998, Michael Schiavo, seu marido, entrou com uma petição na Corte da Flórida para remover o tubo de alimentação de Terri, apoiado na lei do estado[3]. Os pais de Terri, Robert e Mary Schindler, se opuseram, argumentando que a filha estava consciente. A corte determinou que Terri não queria ser mantida viva de maneira artificial e em 24 de abril de 2001, o tubo foi removido pela primeira vez, apenas para ser reinserido dias depois[4].

Em 25 de fevereiro, um juiz do Condado de Pinellas ordenou a retirada do tubo de alimentação de Terri. Várias apelações se seguiram, até mesmo com intervenção federal. A Suprema Corte Federal decidiu manter a decisão do juiz de Pinellas, ordenando que a equipe hospital da casa de recuperação desconectasse o tubo em 18 de março de 2005. Terri viria a falecer em 31 de março do mesmo ano[5].

Ao todo, o caso envolveu 14 apelações e diversas petições legais, moções, e audiências na corte da Flórida. Cinco processos na esfera federal, envolvimento do governo federal no nível legislativo, o Congresso dos Estados Unidos e o presidente George W. Bush[6]. O caso também foi usado pelo movimento pró-vida, envolvendo os grupos que defendem o direito de morrer e os direitos de pessoas com deficiências.[7] Desde a morte de Terri, seu marido e sua família escreveram vários livros sobre seus pontos de vista a respeito do caso, ambos os lados envolvidos em ativismo.[8][9][10]

<https://pt.wikipedia.org/wiki/Terri_Schiavo>

15 anos de sofrimento, porque pessoas entregam a vida a um ser imaginário que imaginam ser quem deve decidir quando uma pessoa morre.  Se a mulher estava inconsciente, o que entendiam os médicos, o sofrimento era só do esposo; mas, se estivesse consciente, como dizia a família dela, teria enfrentado um longo sofrimento sem poder se defender.  Como a única certeza absoluta que temos é que todos nós temos que morrer um dia, por que e para que prolongar o sofrimento de uma pessoa para quem a vida não tem mais sentido?

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